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Mostrando postagens com o rótulo CCE

Econ - Sobre a Elevação da Taxa SELIC (CCE)

  Sobre a Elevação da Taxa SELIC : 240 - O boletim do IPEA de março de 2008 indica que a capacidade ociosa média, apesar de baixa, estabilizou-se em torno de 17%. O documento citado afirma: (...) “… olhando para os últimos cinco meses, o nível de utilização se manteve estável, em torno de 83%, apesar dos sucessivos aumentos da produção, do emprego e das horas trabalhadas. Esse fato pode ser conseqüência da maturação de investimentos que, tendo acelerado a partir de meados de 2006, podem estar se transformando em aumento de capacidade e em ganhos extras de produtividade”. 241 - “…É válido lembrar, entretanto, que em 2006 o maior responsável pelo aumento de massa salarial foi o crescimento do salário real, enquanto em 2007 o fator preponderante foi o aumento do nível de emprego. Em janeiro de 2008, na comparação interanual, essa taxa de crescimento da massa salarial já se elevou para 7,1%, o que indica a continuidade do ritmo de crescimento da demanda interna. Entretanto, apesar d...

Econ - Ricardo Summa e Nick Trebat - Respostas a Schwartsman (CCE)

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  Ricardo - Resposta a Schwartsman : 224 - É meio que a mesma discussão acima. Os teóricos ortodoxos não esclarecem, no entanto, que, para que ocorra a NAIRU, é necessário que exista inércia total, ou seja, mecanismos automáticos de realimentação da inflação que façam que a inflação presente seja exatamente igual à inflação passada, além dos choques de oferta e pressões de demanda. 225 - (O fato de a NAIRU, se existe mesmo, ser variável dificulta a vida dos seus defensores e de seus críticos). 226 - Não acreditamos nem que inflação gera aceleração do crescimento e nem que o crescimento da demanda acelera a inflação. Acreditamos que a inflação brasileira depende de fatores de oferta e distributivos e que a inércia não é total. Dessa forma, a política do BC em derrubar a demanda agregada para colocar a inflação dentro da meta não faz nenhum sentido e traz um custo social enorme . 227 - Ortodoxo critica o modelo muito simples usado no texto: Além disto o diagrama de dispersão entr...

Econ - Ricardo - Curva de Phillips Aceleracionista, Conflito Distributivo e Inflação (CCE) III

(continua...) 217 - O ortodoxo replica Palley:  se uma expansão monetária aumentar preços e reduzir o desemprego no curto prazo, existe um trade-off entre inflação e desemprego, e portanto, uma taxa de desemprego que eh consistente com nao-aceleração da inflação (a NAIRU). (...) Não existe nada no artigo do Krugman que contradiz o mainstream da macroeconomia neokeynesiana. 218 - Tréplica:  Para o argumento do Friedman ser válido é necessário ainda que o aumento de preços no curto prazo seja repassado de forma completa para a inflação dos períodos subsequentes. Nesse caso qualquer taxa de desemprego menor do que a NAIRU acelera a inflação, ou seja, não pode ser consistente com qualquer taxa de inflação constante. (...) Por outro lado, se o aumento inicial de preços não for completamente repassado para a inflação dos períodos subseqüentes o conceito de NAIRU perde o sentido e existe trade-off entre inflação e desemprego. Significa que uma taxa de desemprego permanentemente mais ...

Econ - Ricardo - Curva de Phillips Aceleracionista, Conflito Distributivo e Inflação (CCE) II

 (continuação...) 210 - Difícil de entender sem ler sobre, mas dá pra ter uma ideia:  Nesse sentido, artigo de Barnes e Olivei (2004) vai além do artigo de Filardo (1998). Introduz, além da curva de Phillips horizontal, uma NAIRU variável, e obtém melhor relação entre demanda e aceleração inflacionária. Com TV-NAIRU, o intervalo horizontal da curva de Phillips varia entre -1,40 e 1,30 em relação a NAIRU variável, com o intervalo de confiança chegando a (-1,60 a 1,60). (...) Nesse último texto, os autores concluem que somando a lei de Okun (ciclo) com a lei de Verdoon (que diz que o crescimento da produtividade do trabalho segue o crescimento do produto como tendência) explicam 87% do crescimento da produtividade do trabalho. (...) Dessa forma, o aumento da demanda pode sim gerar inflação em um primeiro momento, mas a presença da histerese  (traduzindo: 1. INFORMÁTICA: retardo na resposta de uma unidade do sistema quando existe um acréscimo ou decréscimo no valor do sinal....

Econ - Ricardo - Curva de Phillips Aceleracionista, Conflito Distributivo e Inflação (CCE) I

Ricardo - Curva de Phillips Aceleracionista, Conflito Distributivo e Inflação : 204 - A macroeconomia do novo consenso (Blinder(1997)), pode ser representada por três equações: uma curva IS, uma regra de Taylor (função resposta do Banco Central via taxa de juros para colocar a inflação na meta) e uma curva de Phillips aceleracionista, como resume Lavoie et alli (2006). (...) Utilizando este modelo, muitos economistas nos E.U.A. previam no fim da década de 90 uma forte aceleração da inflação quando a taxa de desemprego estava caindo, mas o que se observou (ver gráfico 1) foi que a inflação e o desemprego caíram juntos. 205 - Alguns autores (Serrano(1986), Ros(1989), Lara (2008)) mostram que a inflação, quando entendida apenas como inercial, apresenta problemas. Um modelo mais geral para entender a inflação deve levar em conta uma inércia parcial (mecanismos formais e informais de indexação) e a existência de conflito distributivo. O conflito, por sua vez, é visto não só do ponto de v...

Econ - Ricardo - 'Alongamento da Dívida Pública e Pré Fixados' e 'Carga Tributária no Brasil é Baixa!' (CCE)

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  Ricardo - Alongamento da Dívida Pública e Pré Fixados : 192 - Afirma que não faz sentido essa obsessão do governo e da mídia em trocar título pós-fixado (SELIC) por pré-fixado (NTN-B) em contexto em que a taxa de juros tende a cair nos próximos anos (texto é de 2008). Afinal, em um contexto de queda da taxa Selic, nada mais fiscalmente irresponsável do que trocar títulos indexados a Selic por títulos pré fixados, e assim não diminuir o pagamento de juros quando a taxa básica está em queda. 193 - E esse aumento do prazo também não parece ter sido bom para o governo: … o que se observou foi o aumento dos prazos de vencimento dos títulos pré fixados, o que proporcionou aos rentistas “travarem” suas taxas de juros, por um bom tempo, em patamares altos. 194 - Gráfico: 195 - Comentadora: A taxa Selic acumulada entre janeiro e setembro, diminuiu 22,3% entre 2006 e 2007. (...) No mesmo período, o gasto nominal com juros do Governo Federal diminuiu apenas 5,8%. 196 - Outro comentador:...

Econ - Textos Variados XXXV (CCE)

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Manifesto do Coletivo Economia Crítica : 181 - Critica inclusive Stigltz. Em linhas gerais, os novos-keynesianos defendem uma política econômica ativa num período de tempo denominado de curto prazo devido a uma incapacidade de ajustes dos preços. Ainda que o equilíbrio eficiente exista, dadas certas características institucionais da economia, é necessário que a política econômica “auxilie” o funcionamento do mercado, já que tais características impedem seu pleno funcionamento. 182 - Algumas discussões do manifesto eu ainda desconheço e não estão “traduzidas” nele para o público comum. 183 - O Chile, durante quase toda a década de 90, praticou uma política de metas cambiais e controle de capitais (através da necessidade de manter depósitos não remunerados por determinado prazo no país), o que está totalmente em desacordo com o receituário. 184 - Coloca que a queda nas taxas de juros é muito mais lenta do que deveria e se aproveita da queda mundial. Mesmo assim…   Nick Trebat ...

Econ - Textos Variados XXXIV (CCE)

Isabela Nogueira - Sobre Finlândia : 166 - Passou um período lá. Das manifestações estudantis para que estrangeiros não paguem taxas nas universidades públicas, passando pela importante uniformidade salarial, política de migração digna, auxílio-desemprego e acesso livre aos bens públicos (gratuitos ou quase), a sensação era de forte preocupação com a dignidade humana . 167 - Afirma que o Estado dava ampla proteção social se as pessoas seguissem algumas obrigações (para o próprio bem pessoal e coletivo). Por exemplo, levar recém-nascidos e crianças para acompanhamento e aconselhamento constante nas redes de saúde. Coisa do tipo. 168 - Vida longa ao subdesenvolvimento, prega sarcasticamente, já que na Finlândia...: Esqueça a roupa limpa e a casa cheirosa que a dona Maria deixa semanalmente para você por menos de 1% do seu salário. E o conserto da pia que o Manoel faz por uma cervejinha? (...) Suas unhas então, que depressão… Quando você for ao cinema, quem cuida dos bebês, me diz? Ad...

Econ - Textos Variados XXXIII (CCE)

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  Fernanda - O Mito da Convergência, Países Desenvolvidos Chutando a Escada : 153 - Não ficou claro se tem paridade de poder de compra nessa história: 154 - Segundo Chang (2004), as políticas e instituições tão recomendadas hoje aos países em desenvolvimento não foram de fato empregadas pelos países desenvolvidos quando estavam em processo de catching up. 155 - Texto cheio de hipóteses não-desenvolvidas.   Isabela Nogueira - A Centralidade do Investimento Para a Teoria Macroeconômica: 156 - Isabela afirma que poupança - lucros retidos e afins - não é sempre novo investimento ou reinvestimento. O agente pode, por exemplo, aplicar os recursos no mercado financeiro caso os retornos sejam mais vantajosos. 157 - Nem todo investimento é em inovação tecnológica ou mesmo criação de novo capital. Alguns, geralmente mais baratos, são meras retomadas de capacidade instalada. Estoque ocioso de capital colocado novamente em movimento. 158 - Os ciclos econômicos e as flutuações no ...

Econ - Textos Variados XXXII (CCE)

  Denise Gentil - A Falsa Crise do Sistema de Seguridade Social no Brasil : 135 - Afirma que a América Latina parece querer imitar, parcial ou totalmente a rota dos anglo-saxões: Nos países anglo-saxões ocorreu o que Esping-Andersen (1995) chamou de rota neoliberal, implicando em redução da proteção social, incentivos a expansão de planos privados de capitalização individual, flexibilização do mercado de trabalho e dos salários por meio da redução do peso de encargos sociais e depreciação do salário mínimo legal. O enfoque que predominou foi de liberalização e de ênfase maior na focalização dos benefícios. Para Esping-Andersen (ibid), o aprofundamento da desigualdade e o crescimento dos níveis de pobreza são comuns aos casos dos países de rota liberal. Em contraste, na Escandinávia, onde os welfare states eram mais abrangentes e universalistas na cobertura e ficaram mais preservados depois de ajustes marginais, houve estabilidade ou até mesmo declínio na desigualdade e nenhum dos...

Econ - Daniel Keller - Críticas Ao Sistema de Metas (CCE)

  Daniel Keller - Críticas Ao Sistema de Metas: 120 - Afirma que os juros altos para conter demanda não fazem tanto sentido por a inflação brasileira é mais de custo (aumento dos custos pela desvalorização cambial) que pelo aumento de demanda propriamente dito. (Texto de 2004, pegou o câmbio saindo de 1 real pra 4 ou 3). 121 - A inflação de salários também é uma possibilidade, segundo Weintraub (1978) e Davidson (1994). Esta ocorre com um aumento do salário nominal sem contrapartida de uma elevação da produtividade . (É mais uma inflação de aumento de custo). 122 - Tipos de inflação de custo. Uma situação de estagnação seguida de uma retomada do crescimento econômico pode levar a pressões que desenvolvam esses três tipos de inflação citados. O mecanismo funciona da seguinte forma: com o aumento da capacidade utilizada haverá algum aumento de preços por causa de retornos decrescentes (o repasse para preços provavelmente ocorrerá por causa das condições favoráveis de demanda), faz...

Econ - Cristina e Roberta - Estrutura Ocupacional e Distribuição de Renda no Brasil 2004 a 2006 (CCE)

  Cristina e Roberta - Estrutura Ocupacional e Distribuição de Renda no Brasil 2004 a 2006 : 111 - Barros, Henriques e Mendonça (2002): Mas afinal concluem que a diferença de níveis de escolaridade, muito mais do que a discriminação ou a segmentação, responde, pela desigualdade de salários . (admitem que trabalhadores da mesma produtividade podem receber salários diferentes. Não entendi se se refere ao efeito Balassa–Samuelson ou não). 112 - Michel (2003): E desde a segunda metade da década de noventa até 2003, em função do medíocre crescimento da economia brasileira, a distribuição da renda esteve refém apenas de políticas sociais, obviamente não suficientes. 113 - Analisando-se os dados do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), não se pode negar também, que a educação brasileira nos últimos anos obteve grande avanço, mas pouco afetou as desigualdades do mercado de trabalho, apenas ampliou-se a qualificação do desempregado. (...) Houve também avanço da escolarid...

Econ - Cristina e Fernanda - O Desenvolvimento Comparado das Colônias Temperadas Inglesas e Brasil Entre 1850 e 1930 (CCE)

  Cristina e Fernanda - O Desenvolvimento Comparado das Colônias Temperadas Inglesas e Brasil Entre 1850 e 1930 II : 101 - Muito parecido com o anterior. Vou tentar enfatizar apenas as partes originais.  As chamadas “colônias brancas” da Inglaterra eram verdadeiras extensões do território inglês e, por isso, os imigrantes puderam implantar as próprias técnicas de produção inglesas. 102 -  O colapso dos preços das exportações argentinas aconteceu antes do crash de 1929 e pode ser atribuída às forças de longo prazo nos mercados mundiais – tendência à deterioração dos termos de troca -, o que indicava que o país precisava encontrar outros meios para retomar o crescimento. 103 -  O café representava 70% das exportações brasileiras, o que significava que a economia estava altamente dependente de um único item de exportação . 104 -  Bethell (2002) informa que a força de trabalho entre 1870 e 1930 aumentou 2% ao ano. A população cresceu de 10 milhões para mais de 30 mi...

Econ - Cristina e Fernanda - O Desenvolvimento Comparado das Colônias Temperadas Inglesas Entre 1850 e 1930 (CCE) II

 (continuação...) 87 -  Em 1812, os Estados Unidos invadiram o território canadense, na tentativa de anexar o resto das colônias britânicas na América do Norte, desencadeando uma guerra, que no fim resultou na expulsão dos norte-americanos por tropas britânicas. 88 - Canadá:  O papel desempenhado pelo estado no desenvolvimento de uma economia transcontinental foi evidente, ressalta o autor: tais medidas são conhecidas como “Política Nacional” e se referem ao sistema de tarifas protecionistas adotadas em 1878 e à estratégia de expansionismo defensivo adotada pelo novo governo federal depois de 1867. 89 - Na mesma época, veio a grande ferrovia do Pacífico.  Depois da construção da ferrovia, ao diminuir os custos de transportes, os produtos canadenses ficaram mais vulneráveis à concorrência dos importados; dessa maneira, o reconhecimento da necessidade de busca de uma maior taxa de industrialização se tornou crescente. 90 - O sistema de transporte ferroviário teve sempr...