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Mostrando postagens com o rótulo Intelectuais

Anton Pannekoek - As Tarefas dos Conselhos Operários (Livro) III

 (continua...) 32 -  Capítulo 5 : Objecções. Ideias do capital  são implantadas pela educação, pela propaganda emitida pela escola, pela igreja, pela imprensa, pela literatura, pela rádio, pelo cinema. 33 - O capitalista acha que só a coação faz alguém trabalhar. Porque se odeia o trabalho no capitalismo, crê que os homens só trabalham se forem de alguma forma subordinados a alguém. Tudo isso exceto uma minoria iluminada, dinâmica e rica. 34 -  Durante toda a história, nunca os que dominavam foram capazes de compreender aquilo de que uma nova classe era capaz; estavam convencidos de que essa classe fracassaria inevitavelmente quando tentasse dirigir os assuntos públicos, sociais e políticos. 35 -  A falta de confiança em si própria, principal ponto fraco da classe operária dos nossos dias, não pode desaparecer totalmente no seio deste regime, o capitalismo, que segrega factores de degradação e de esgotamento. 36 - O argumento dos socialistas (estatais):  O ...

PP - Textos Diversos XIX (Marcelo Lopes de Souza)

  Marcelo Lopes de Souza (PP) - Do Direito à Cidade ao Direito ao Planeta, Territórios Dissidentes : 630 - Diz que o lado stalinista de Lefebvre - escondido pelos marxistas inclusive no wikipedia - é bem mais amplo do que parece e durou décadas. 631 - Em O direito à cidade, Lefebvre não deixa dúvidas: a classe operária ou trabalhadora seria, por um lado, a única classe capaz de fazer a revolução. Não sozinha: Eis uma maneira elegante e intelectualizada de dizer o mesmo que Lenin: ou o proletariado se deixa guiar pela intelectualidade marxista (ela, sim, detentora de um sentido de “totalidade”), que atuará como sua ideóloga e tutora, ou o proletariado chegará, no máximo, ao reformismo. Faltava a “totalidade”. Então seu clamor por “autogestão generalizada” tem lá suas graves incoerências, conclui Marcelo. 632 - Diz que estatistas (termo meu) e autonomistas disputaram seu conceito de “direito á cidade”. 633 - Diz que o eurocomunismo (PC’s dos anos 70) virou “entrismo” que é u...

Filosofia - Textos Diversos XX - Entrevista com Rorty

  Entrevistas com Rorty : 328 - Neo-pragmático ou pós-analítico.  Rorty não acredita numa correspondência direta entre o pensamento e o mundo –considera-se "antidualista, antiplatônico e antifundacionista" (é contra a idéia de que a filosofia paira acima da história e das práticas sociais e tem a função de fundar o conhecimento). 329 - Diz que nem ele, Dewey e Derrida são relativistas. 330 -  O termo terapia filosófica está associado, em inglês, a Wittgenstein, que era especialista em dizer que muitos dos problemas tradicionalmente discutidos em livros de filosofia simplesmente não precisam ser discutidos. São resultado de uma obsessão neurótica em relação a certos conceitos dispensáveis. Filosofia terapêutica é uma concepção de filosofia onde você tenta se livrar das muletas, da escolástica, das questões cujos temas provocam debates infindáveis e infrutíferos. 331 - Afirma que Dewey é o melhor anti-kantiano e anti-hegeliano. Não Marx. 332 -  É certamente uma possibi...

Filosofia - Textos Diversos XVIII - Entrevista com Zigmunt Bauman

    Entrevista com Zigmunt Bauman : 311 - Bauman é um dos líderes da chamada "sociologia humanística". Há uma defesa vaga de um tipo de socialismo vago. Ele rejeita a alcunha de profeta da pós-modernidade. Pela descrição da vida pessoal, parece um velhinho muito gente boa. É de 2002 a entrevista, parece. 312 - Diz que, no seu tempo, a salvação pela sociedade era um anseio normal. Infelizmente, o que se ouve agora, como homilias insistentes, é que devemos buscar soluções individuais para problemas produzidos socialmente e sofridos coletivamente. 313 - Sociologia não pode ser uma engenharia a serviço do poder: O livro de sociologia mais influente da época, The structure of social action, de Talcott Parsons, declarava exatamente seu propósito de desvendar os segredos do comportamento humano e de torná-lo previsível, não obstante ser um fato inquestionável que os atos humanos são voluntários; em outras palavras, alardeava a possibilidade de "neutralizar" os efe...

Filosofia - Textos Diversos I

  Anotações Sobre “ Filosofia - Parte I ”.     Obs.: Estes textos da pasta NÃO estão organizados por ordem de data. Ordem alfabética.   Agamben - A Imanência Absoluta : 1 – Parece um texto do fabuloso gerador de lero-lero em muitas partes. Aliás, é como se estivesse em outra língua. 2 - Ou era para eu ter lido a obra de todos esses filósofos citados antes ou esse texto não tem importância prática nenhuma para a humanidade. Aposto na primeira opção, mas medo de ser a segunda. 3 - A vida em singular. Separada do sujeito. É quando algum canalha está morrendo e mesmo assim lhe dói. É uma vida indo embora. Por isso Deleuze pode falar em uma "vida impessoal", situada num limiar para além do bem e do mal, "porque apenas o sujeito que a encarnava no meio das coisas a tornava boa ou má". 4 - Trata de Aristóteles, que não definia o que era a vida, mas via na vida vegetativa (vida nutritiva) uma vida de fundo indiferenciado. Prova de que algo é um ser viven...

Uma Entrevista Com E. P. Thompson II

(continuação...) 12 - Thompson coloca que os “partizans” eram ativos não apenas na Iugoslávia. Na própria Inglaterra havia luta por moradia, greves e empolgação com nacionalização das minas e introdução do seguro social. No início, havia uma frente popular diversificada nesses grupos. A política da Guerra Fria é que forçou o fim dessa abertura.   13 - Afirma que nunca “tomou a decisão de ser historiador”.  Comecei a lecionar para adultos porque me parecia ser uma área em que poderia aprender algo sobre a Inglaterra industrial e ensinar uma gente que por sua vez ensinaria a mim mesmo.  A militância política nunca cessou. Trabalhou pelo pacifismo, contra a Guerra da Coréia, enquanto membro do partido. Quando “capturado” pelo interesse em apresentar, defender e pesquisar William Morris, inclusive tomando paixão pelos “arquivos”, tomou gosto por isso de “ser historiador”, o que atribui também bastante à colaboração dos companheiros socialistas. A maioria desses historiadores ...

Direitistas - Textos Diversos VII - As Elites Naturais, os Intelectuais e o Estado (Hoppe)

  Hoppe - As Elites Naturais, os Intelectuais e o Estado : 42 - Diz que a origem do Estado pode ter sido “exógena” - uma imposição militar de um grupo organizado - ou “endógena”, que ele crê ser mais acertada e ter a ver com as elites naturais. O elitismo de Hoppe transpira aqui: Tal teoria foi apresentada por Bertrand de Jouvenel. De acordo com sua visão, o estado é o fruto do crescimento das elites naturais: o resultado natural de transações voluntárias entre donos de propriedade privada é algo não-igualitário, hierárquico e elitista. Em todas as sociedades, alguns poucos indivíduos adquirem o status de elite através do talento. Devido às suas conquistas superiores em termos de riqueza, sabedoria e bravura, esses indivíduos ganham o reconhecimento de autoridade natural, e suas opiniões e julgamentos passam a gozar de vasto respeito. Além disso, devido ao acasalamento seletivo, o matrimônio, e às leis da herança civil e genética, as posições de autoridade natural estão fadadas a...

Marxistas - Textos Diversos CI - A Polêmica Sobre a Ausência de Proletariado e a Estratégia (Arcary) - Parte II

 (continuação...) 1661 - Especificidade da revolução na China:  a vitória da revolução chinesa, a maior revolução camponesa do século e, quiçá da História, uma revolução socialista em que o proletariado urbano não ocupou, essencialmente, nenhum papel, prostrado pela esmagadora derrota de 27, mais do que um processo sui generis, estabeleceu uma referência, durante um quarto de século, para a passagem da fase democrático-nacional das revoluções anti-imperialistas à fase anti-capitalista . Coloca que o marxismo clássico nunca esperaria tanta radicalização de uma massa camponesa. 1662 - Trata das cooperativas. O próprio Marx via embriões socialistas nelas (se bem que os via até nas sociedades por ações, mostra o texto), especialmente por eliminar as contradições entre capital e trabalho naquele âmbito restrito. Porém, Arcary coloca que são pouco representativas como fenômeno, impotentes para rivalizar, gradualmente, com os monopólios e cartéis que dominam o PIB mundial. 1663 - Se ...

Marxistas - Textos Diversos L

  Leandro Konder - A Questão da Ideologia em Gramsci : 761 - Franceses do “materialismo vulgar”: queriam decompor as ideias até chegar às sensações que, em tese, lhes serviam de origem. Enfim, havia uma concepção “fisiológica” de ideologia. 762 - Gramsci criticava o fato de Marx ter a ideologia sempre como uma estupidez (pura aparência) gerada na superestrutura: afirma-se que determinada solução política é `ideológica', isto é, insuficiente para mudar a estrutura, quando acredita que poderia mudá-la. 763 - Gramsci dizia que as ideologias desse tipo eram “arbitrárias”. Defendeu a necessidade de uma ideologia “orgânica”. 764 - Traz o seguinte raciocínio sobre a ciência e a ideologia, geralmente contrapostas na teoria marxiana (ou assim entendi, ao menos): Ela também é histórica, não pode pretender situar-se acima da história, não pode pretender escapar às marcas que o fluxo da história, a cada momento, imprime nas suas construções. Por isso, não é razoável tentar promover uma con...