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Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulos 35 e 36

                                                Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 281-292 " CAPÍTULO 35 : "OS DOIS LADOS DO PROCESSO INFLACIONÁRIO " 245 -  Atribuir à inflação um aumento de capitalização da magnitude do que teve lugar no Brasil entre 1948 e 1952 é uma simplificação grosseira do problema que em nada contribui para esclarecê-lo. A experiência de outros países latino-americanos, onde se tem lançado mão amplamente da inflação, demonstra que esse processo não é capaz, por si só, de aumentar a capitalização de forma persistente e efetiva . 246 - ...Dito isso, de toda forma, a inflação conjugada à estabilidade cambial teve seu papel também: ... Se os preços tivessem sido estabilizados a partir de 1947, o custo dos equipamentos importados sempre teria sido relativamente baixo no Brasil, pois o equilíbrio entre procura e ...

Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulos 33 e 34

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                                               Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 259-272 " CAPÍTULO 33 : "O DESEQUILÍBRIO EXTERNO E SUA PROPAGAÇÃO " 225 - A desvalorização cambial foi peça-chave para o impulso à industrialização. Claramente havendo substituição de importações.  Esta situação permitira um amplo barateamento relativo das mercadorias de produção interna, e foi sobre a base desse novo nível de preços relativos que se processou o desenvolvimento industrial dos anos trinta. 226 - Câmbio e investimentos:  A possibilidade de perdas de grandes proporções, ocasionadas pelo brusco barateamento das mercadorias concorrentes importadas, desencorajaria as inversões no setor ligado ao mercado interno. Não era por outra razão que as economias mais desenvolvidas se haviam submetido ao delicado e dispendioso mecanismo do padrão-our...

Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulos 30 a 32

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                                              Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 227-238 QUINTA PARTE - ECONOMIA DE TRANSIÇÃO PARA UM SISTEMA INDUSTRIAL - SÉCULO XX " CAPÍTULO 30 : "A CRISE DA ECONOMIA CAFEEIRA " 196 -  O último decênio do século XIX criou-se uma situação excepcionalmente favorável à expansão da cultura do café no Brasil. Por um lado, a oferta não-brasileira atravessou uma etapa de dificuldades, sendo a produção asiática grandemente prejudicada por enfermidades, que praticamente destruíram os cafezais da ilha de Ceilão. Por outro lado, com a descentralização republicana o problema da imigração passou às mãos dos estados, sendo abordado de forma muito mais ampla pelo governo do Estado de São Paulo, vale dizer, pela própria classe dos fazendeiros de café. Finalmente, o efeito estimulante da grande inflação de crédito des...

Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulos 24 e 25

                                            Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 183-190 " CAPÍTULO 24 : "O PROBLEMA DA MÃO DE OBRA " 161 - Sobre a naturalização da escravidão, anota:  Mesmo os espíritos mais lúcidos e fundamentalmente antiescravistas, como Mauá, jamais chegaram a compreender a natureza real do problema e se enchiam de susto diante da proximidade dessa "hecatombe" inevitável.  162 - A transição entre trabalho escravizado e "livre" dependerá das condições de cada país. Abundância de terra livre e etc.  Em algumas ilhas das Antilhas inglesas, em que as terras já haviam sido totalmente ocupadas e os ex-escravos não dispunham de nenhuma possibilidade de emigrar, a abolição da escravatura assumiu esse aspecto de mudança formal, passando o escravo liberado a receber um salário monetário que estava fixado pelo nível de sub...

Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulos 18 a 20

                                          Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 139-146 " CAPÍTULO 18 : "CONFRONTO COM O DESENVOLVIMENTO DOS EUA " 114 - Furtado deixa claro que não concorda que a Inglaterra tenha impedido a industrialização brasileira. Mesmo na ausência dos privilégios, isso não fazia parte do projeto das classes dominantes. Não seria usado um "protecionismo" pra isso. (Enfim, respeito, mas vejo um pouco de "...e se..." nessas conjecturas. Não dá pra saber tão bem como se desenrolariam as coisa). 115 - Coloca que, ademais, houve grande desvalorização da moeda em razão das lacunas no balanço de pagamentos (muito produto importado pra pouca exportação) e nem assim tivemos processos de industrialização. 116 - Furtado crê que a importância do protecionismo para a história estadunidense é supervalorizado na visão de autores como Roberto Simo...

Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulos 8 a 11

                                          Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 65-74 SEGUNDA PARTE - ECONOMIA ESCRAVISTA DE AGRICULTURA TROPICAL - Séculos XVI e XVII " CAPÍTULO 8 : "CAPITALIZAÇÃO E NÍVEL DE RENDA NA COLÔNIA AÇUCAREIRA " 45 - No Brasil, as primeiras empreitadas de escravização foram contra os indígenas.  A escravidão demonstrou ser, desde o primeiro momento, uma condição de sobrevivência para o colono europeu na nova terra. Como observa um cronista da época, sem escravos os colonos "não se podem sustentar na terra ". 46 - Coloca que núcleos coloniais como São Vicente sobreviviam inicialmente graças às atividades de captura de mão-de-obra indígena. Ao que entendi, vendiam e até exportavam os indígenas para as economias açucareiras.  A mão de obra africana chegou para a expansão da empresa, que já estava instalada. 47 - Números:...

Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulo 7

                                        Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 57-64 " CAPÍTULO 7 : "ENCERRAMENTO DA ETAPA COLONIAL " 35 - Contexto após 1640: Ao recuperar a independência, Portugal encontrou-se em posição extremamente débil, pois a ameaça da Espanha — que por mais de um quarto de século não reconheceu essa independência — pesava permanentemente sobre o território metropolitano. Por outro lado, o pequeno reino, perdido o comércio oriental e desorganizado o mercado do açúcar, não dispunha de meios para defender o que lhe sobrara das colônias numa época de crescente atividade imperialista. A neutralidade em face das grandes potências era impraticável. Portugal compreendeu, assim, que para sobreviver como metrópole colonial deveria ligar o seu destino a uma grande potência, o que significaria necessariamente alienar parte de sua soberania. Os aco...