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Mostrando postagens com o rótulo Apriorismo

Filosofia - Textos Diversos LVIII (Natureza humana)

  Ótima Discussão no CMI Sobre Natureza Humana : 386 - Começa numa discussão sobre existencialismo (existência precede a essência): Temos, pois, uma visão técnica do mundo, na qual se pode dizer que a produção precede a existência . Cria-se um conceito de um objeto e ele é, só depois, produzido. Tipo um corta-papel, já que não é possível imaginar um homem que produzisse um corta-papel sem saber para que há-de servir tal objecto. 387 - O Iluminismo tira Deus como criador da essência, mas preserva a anterioridade desta em relação à existência: O homem possui uma natureza humana; esta natureza, que é o conceito humano, encontra-se em todos os homens, o que significa que cada homem é um exemplo particular de um conceito universal - o homem. 388 - Existencialismo ateu: Declara ele que, se Deus não existe, há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem ou, como diz Heidegger...

Filosofia - Textos Diversos XLV (Kant)

  Kant - Coletânea de Textos (Inclusive Sobre Neoliberalismo) : 111 - O texto sobre neoliberalismo eu já fichei em outra pasta, então vou apenas fichar os inéditos. 112 -   Kant concorda com Hume e com os empíricos quanto ao fato de que devemos todos os nossos conhecimentos às impressões dos sentidos. Mas, e nesse ponto ele concorda com os racionalistas, nossa razão também contém pressupostos importantes para o modo como percebemos o mundo á nossa volta. Em nós mesmos, portanto, existem certas condições que determinam nossa concepção do mundo. 113 - Para Kant, há formas que existem em nossa consciência antes de qualquer experiência. Exemplos: tempo e espaço. Não existem fora de nós mesmos, afirma. 114 - Para Kant, a lei da causalidade não está na natureza, mas dentro de nós. 115 - Ele concorda com Hume em que não podemos saber com certeza como o mundo é "em si". Só podemos saber como o mundo é "para mim" e, portanto, para todos os homens. (...) Em compensa...

Filosofia - Textos Diversos XLIV - Bertrand Russell, Os Problemas da Filosofia (1912)

  Julian Baggini - Bertrand Russell, Os Problemas da Filosofia (1912): 91 - Russell abandonou várias ideias dessa escrito, mas não dá pra entender a autocrítica sem conhecer o que ele defendia aqui nesse “`Problemas da Filosofia”. (um livro). 92 - É logicamente possível que algo como a matéria não exista . 93 - Uma tentativa de solução é dizer que, embora seja verdade que dez pessoas sentadas em torno de uma mesa não vêem exactamente a mesma coisa, podem estar suficientemente de acordo para que nos convençamos de que a mesa tem efectivamente propriedades mais ou menos consistentes. 94 -   … a hipótese de que as coisas existem realmente, independentemente das minhas percepções, tem mais poder explicativo do que a tese de que não existem. 95 -   Supor que os produtos finais, os dados dos sentidos, se assemelham ao próprio objecto, é um bocado forçado, pois iria exigir uma semelhança entre objecto e percepção que é completamente desnecessária para o processo da per...

Filosofia - Textos Diversos XXXI - Hegel, Introdutório Para Lê-lo

  Hegel - Introdutório Para Lê-lo : 529 - Pode-se explicar uma coisa pela causa ou pela razão. A primeira fornece uma explicação realista. A segunda fornece uma explicação idealista. 530 - Hegel diz que a explicação causalista/realista vai só adiando a explicação de verdade. Uma causa que tem causa nisso que tem causa naquilo e causa naquilo outro… E nunca se chega à explicação definitiva. (algo do tipo: quem causou o big bang?) 531 - Então Hegel quer que as coisas se expliquem pela razão. Um fogo pode um dia não queimar, mas dois mais dois têm que ser sempre quatro e isso sim é explicação racional. 532 - Coisa (matéria) é individual. Razão não é coisa. È universal. As leis da trigonometria, por exemplo. 533 - Quer-se a razão do Universo e não uma “explicação” causal. 534 - Platão também pretendeu explicar as coisas a partir da ideia: Vejo neste mundo uma mesa, uma cadeira, um lápis. Não passam de sombras das idéias de mesa, cadeira, lápis, que se encontram no mundo das Idé...

Filosofia - Textos Diversos XXVII - O Que é Isto – A Fenomenologia de Husserl

  Galeffi - O Que é Isto – A Fenomenologia de Husserl : 438 - Seria um método para conhecer a essência. A fenomenologia transcedental quis ir além da referência empírica, da questão das vivências. 439 - Nesta fenomenologia transcendental não nos havemos com ontologia apriórica, nem com lógica formal e matemática formal, nem com geometria como doutrina apriórica do espaço, nem com cromometria e foronomia apriórica, nem com ontologia real apriórica de qualquer espécie (coisa, mudança, etc.). 440 - É uma crítica da razão enquanto fenômeno da consciência constituinte. Reclamando, renovadamente, uma nova tarefa para a Filosofia do Sujeito, precisamente aquela capaz de superar o amadorismo empírico ou o transcendentalismo ingênuo (ou realista) das épocas anteriores. 441 - Conhecer parte da possibilidade de pôr em dúvida a própria capacidade de conhecer sem pôr em dúvida a consciência. 442 - … a tarefa da Fenomenologia Transcendental seria a d...

Direitistas - Textos Diversos IV - A Ética e a Economia da Propriedade Privada (Hoppe)

 (continuação...) On Reason  07/01/2016 22:31 " Estas ideias do velho Kant já foram questionadas e colocadas abaixo por uma legião de filósofos que o sucederam - inclusive por filósofos considerados idealistas como Hegel." Falso. As ideias racionalistas de Kant foram (e são até hoje) criticadas, refinadas, revistas, modificadas, algumas descartadas, etc., mas não "colocadas abaixo"; as ideias de Kant seguem servindo de referencial para a discussão filosófica até hoje, seja na filosofia continental, seja na filosofia analítica. Aliás, as categorias da analiticidade, apriorismo e necessidade são fundantes do debate na filosofia analítica, foram recuperadas e revigoradas por Kripke, e, repito, são debatidas até hoje. O debate epistemológico sério não prescinde da obra de Kant (ao menos como ponto de partida), tampouco a ética normativa, haja vista que a ética deontológica (em contraposição à ética consequencialista) é identificada como tendo sido delineada na obra de K...

Direitistas - Textos Diversos III - A Ética e a Economia da Propriedade Privada (Hoppe)

 (continuação...)   30,5 - Extra: Na seção de comentários do site da “Mises Brasil” há um aprofundamento filosófico sobre o assunto:   Daniel Ribeiro  07/01/2016 20:19 Bom artigo, amigo. Permita-me discordar de uns pontos. O pensamento do Mises, no qual se baseia os argumentos de Hülsmann e Hans-Hermann Hoppe, é baseado no idealismo de Kant e nos conceitos utilizados por este - principalmente o de "a priori". Estas ideias do velho Kant já foram questionadas e colocadas abaixo por uma legião de filósofos que o sucederam - inclusive por filósofos considerados idealistas como Hegel. Pra começar, não existe "a priori" de nada. Nenhuma categoria humana é apriorística. Nem o espaço e o tempo (veja teoria da relatividade), nem o princípio de causalidade, nem nada. Mesmo a razão, que é a "luz natural que nos guia", é um construto histórico. Isso não significa dizer que ela seja relativa ou que não sirva como meio seguro para nos conduzir; apenas indica que ela vai...