Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Bolsonaro

Nelson Barbosa e Gilberto Borça Jr. - Custo de Carregamento da Dívida

Imagem
  Nelson Barbosa e Gilberto Borça Jr. - Ajuste Financeiro e Custo de Carregamento de Carteira do Setor Público 1 - O artigo apresenta a decomposição dos juros líquidos pagos pelo governo brasileiro em 2002-2020, dividindo a despesa em quatro partes: juro real, correção monetária, custo de carregamento de ativos e swaps cambiais. 2 - ... em alguns anos ao longo da década de 2010 os juros líquidos pagos pelo governo brasileiro foram fortemente influenciados pelo resultado dos swaps cambiais do Banco Central do Brasil (BCB), que tem pouca ligação direta com desequilíbrios entre receitas e despesas primárias da União.  No mesmo sentido, uma parcela significativa dos juros pagos pelo setor público brasileiro decorre do custo de carregamento de ativos financeiros de baixa rentabilidade – basicamente reservas internacionais e empréstimos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 3 - ...Colocam que tudo isso acaba demandando mais superávit primário. 4 - ...

ICOMEX (FGV) - Release Junho de 2021 - O Que Puxou a Volta das Exportações

Imagem
       ICOMEX (FGV) - Release Junho de 2021 - O Que Puxou a Volta das Exportações 1 - Documento de maio de 2021. As exportações, surpresa positiva, subiam. No acumulado do ano até maio, o superávit comercial de US$ 27,1 bilhões foi o maior na série histórica e a corrente de comércio registrou o segundo valor mais elevado, com US$ 190,2 bilhões, inferior em US$ 1,1 bilhão ao de 2013 . (...) A principal contribuição para o saldo positivo da balança comercial foi da China, com superávit de US$ 19,1 bilhões, o que representa 70,4% do saldo global . 2 - A retomada do comércio internacional como um todo: Chama atenção a variação mensal acima de 10% em todos os setores tanto nas exportações como nas importações. O aumento das importações, mesmo num cenário de câmbio elevado será ressaltado. 3 - Para o aumento no valor exportado de 53,8% na comparação interanual do mês de maio, a principal contribuição foi dos preços que cresceram 40,1%. No caso das importações, o valor...

Textos aleatórios de Economia e sociedade dos últimos meses II

    Textos aleatórios de Economia dos últimos meses II Consiste numa coletânea de textos curtos que fui juntando nos últimos meses para ler e fichar . Osmani Pontes - Debate sobre inflação 1 - Há um debate de altíssimo nível na economia americana entre Paul Krugman e Larry Summers sobre a inflação americana. 2 - Krugman defende que há meio que uma falha no medidor "núcleo da inflação", que só enxergaria de modo atrasado as mudanças nos aluguéis, que são cerca de 30 a 40% dos índices, ao que entendi.  Já Summers discorda fortemente dessa análise que considera viesada e otimista de que a inflação vai cair e de que o FED deve se manter dovish. Para ele já não é novidade que os índices oficiais ficam atrás dos índices do setor privado de imóveis. 3 - ... Assim, a medida de inflação de aluguel está em 6%, bem abaixo dos quase 9% da taxa cheia do FED, mostrando que há margem para novas subidas. 4 - Summers vê inflação salarial e mercado de trabalho apertado ainda. ... conc...

Textos aleatórios de Economia e sociedade dos últimos meses I

Imagem
  Textos aleatórios de Economia dos últimos meses Consiste numa coletânea de textos curtos que fui juntando nos últimos meses para ler e fichar . Fernando Ferreira - A recessão global já terminou? 1 - Diz que nunca antes tantos economistas quiserem prever uma recessão. Cita uma porcentagem até. 2 - ...Entretanto, alguns fatores no início desse ano de 2023 estariam mudando o jogo de modo a tornar "apostável" a hipótese do "soft landing": a) Maior resiliência da economia global, comprovada por dados econômicos recentes que mostram força do mercado de trabalho e consumidor nos EUA e na Europa ; b) A reabertura da economia chinesa, que deve impulsionar não só a China, mas também vários países dependentes da economia chinesa (Alemanha, Brasil, entre outros) ; c) Arrefecimento da inflação. Os últimos dados de inflação publicados nos EUA vieram melhores que o esperado, e o presidente do Fed, Jerome Powell, já sinalizou que poderá mudar a postura, caso essa desinflação cont...

Fichamento de textos do Blog de Felipe Camargo

Imagem
  Fichamento de textos do Blog de Felipe Camargo 1 - Antes de qualquer coisa, quero mencionar um texto de Marcos Mendes na Folha, no qual ele critica a desoneração salarial por gerar um desfalque fiscal de R$ 5.300,00 por emprego conforme estudos (Baumgartner, Corin e Narita), enquanto que o emprego médio no Brasil paga R$ 2000,00. Ou seja, o grande argumento "gerar empregos" representa, na verdade, um mero benefício para a pequena parte do empresariado beneficiado pelas desonerações. Foi lei criada em 2011 para se encerrar, em tese, em 2014, tendo sido sempre prorrogada. Empresas jornalísticas também se beneficiaram. Essas e outras empresas aumentaram seus lucros.  2 - E antes de entrar no blog, segue uma "curiosidade" identificada por Robin Brooks: Não é só no Brasil que não está havendo uma esperada apreciação cambial com a melhoria dos termos de troca. Também a Austrália está assistindo ao mesmo fenômeno. Uma não-repetição do passado. A razão ficou oculta lá no ...

BC - Relatório Trimestral de Inflação do BC (Março de 2021)

Imagem
  BC - Relatório Trimestral de Inflação do BC (Março de 2021) 1 - A literatura econômica indica que taxas de inflação elevadas e voláteis geram distorções que levam a aumento dos riscos e impactam negativamente os investimentos. Essas distorções encurtam os horizontes de planejamento das famílias, empresas e governos e deterioram a confiança de empresários. Taxas de inflação elevadas subtraem o poder de compra de salários e de transferências, com repercussões negativas sobre a confiança e o consumo das famílias. Além disso, produzem dispersão ineficiente de preços e diminuem o valor informacional que os mesmos têm para a eficiente alocação de recursos na economia. Inflação alta e volátil tem, ainda, efeitos redistributivos de caráter regressivo . 2 - Crise da Covid x Mundo x Dívidas: Não obstante, a expansão dos gastos fiscais e a queda na arrecadação levaram ao aumento do endividamento público de 84% para 98% do produto agregado global em 2020, segundo projeções do Fundo Monetário...

Pedro Rossi e Outros - Economia Pós-Pandemia e Economia Para Poucos

Imagem
  Fichamento de alguns artigos sobre fiscal e austeridade desses dois livros : 1 - Laura e Rossi lembram o exemplo da Inglaterra do pós-guerra que cresceu com juros baixos de forma a reduzir o percentual de 230% da dívida em relação ao PIB (não toca nas diferenças de condições, como o maior percentual de "pré-fixado" que permite fazer isso com um tanto de inflação, já que aqui no Brasil um terço ou mais é "NTN-B". Talvez sindicatos fortes para evitar desigualdade e poupança alta também? Brasil pode pagar juros baixos em economia aquecida sem gerar caos? Não sei). 2 - Krugman (2015):  O autor ainda mostra evidências de que a os países europeus que mais aplicaram  a  austeridade  foram  os  que  menos  cresceram . 3 -  Um influente artigo de Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff ide ntificou um suposto limite de dívida pública de 90% do PIB,  a  partir  do  qual  o  crescimento  econômico  passaria  ...

Gráficos VII - Produtividade, PTF e Dados do Brasil (FGV - IBRE) - PARTE 1

Imagem
  1 - Produtividade, PTF e Dados do Brasil: .