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Mostrando postagens com o rótulo Mercadoria

YT - Orientação Marxista - Humberto Matos (MMT) versus Dinheiro em Marx | O CAPITAL DE MARX VID #8

  Humberto Matos (MMT) versus Dinheiro em Marx | O CAPITAL DE MARX VID #8 1 - O fundamento do dinheiro está na mercadoria. A gênese não vem exatamente do banco central. A mercadoria demanda isso. Dinheiro acaba sendo mera circulação de mercadorias. São gêmeos xifópagos, digamos. 2 - Gustavo coloca que o ouro continua sendo dinheiro mundial, não por nada que tenha a ver com lastro (não existe mais), mas sim por superar as moedas nacionais de cada BC, mesmo o dólar americano. Ele é dinheiro em si e usado para se proteger de oscilações da moeda nacional. 3 - Acusa liberalismo e intervencionismo de olharem apenas para um dos aspectos. Visão unilateral. A determinação é recíproca. Exemplo: poupança/lucro e investimento. Demanda produz oferta ou o contrário? Precisam se retroalimentar. Não adianta um governo, por exemplo, ter dinheiro e muito capital nacional poupado se não tiver tempo suficiente de maturação do investimento: adquirir todo o capital fixo e conhecimento para tanto. Carrob...

Econ - Textos Variados LXXIII

Reinaldo Carcanholo - Valor e Trabalho Humano: 118 - Marx: Na medida em que o homem apresenta-se de antemão como proprietário frente à natureza, primeira fonte de todos os meios e objetos de trabalho, e a trata como objeto que lhe pertence, seu trabalho converte-se em fonte de valores de uso e, portanto da riqueza. 119 - Ainda Marx: “ Tomemos duas mercadorias... Qualquer que seja a proporção em que se troquem, é possível sempre expressá-la como uma igualdade ”. … As propriedades materiais só interessam pela utilidade que dão às mercadorias, por fazerem destas valores-de-uso. … “Se prescindirmos do valor-de-uso da mercadoria, só lhe resta ainda uma propriedade, a de ser produto do trabalho” 120 - Não é nosso propósito aqui mostrar as insuficiências do texto de Böhm-Bawerk, até porque encontrou uma réplica à altura em um artigo escrito por Rudolf Hilferding em 1904 . 121 - A riqueza capitalista está constituída pela mercadoria, como já vimos. Ela consiste na unidade dialética valor/...

Econ - Reinaldo Carcanholo - O Capital Especulativo e a Desmaterialização do Dinheiro

  Reinaldo Carcanholo - O Capital Especulativo e a Desmaterialização do Dinheiro : 14 - Texto produzido em 1999. Critica o conceito. Não existe capital “não-especulativo”. A especulação está presente na própria lógica do capital . O mesmo para capital “parasitário”, eis que a atividade especulativa sempre é parasitária, no sentido rigoroso de que os lucros da especulação necessariamente resultam de excedente-valor produzido por outros . 15 - Porém, admite uma razão de ser na discussão: O que acontece, porém, quando a lógica produtiva é superada pela especulativa? E é justamente isso que caracteriza a fase atual do capitalismo. Daí ele ter usado os conceitos que agora critica. O capital fictício cresceu de forma desmedida. Empresas essencialmente produtivas passam a depender seus lucros da esfera mais especulativa, digamos assim. 16 - Sobre dinheiro, repete discussões de outro texto que já fichei. Outros. Germer e afins. O dinheiro seria o ouro, por este ser sempre a medida do va...

Econ - Reinaldo Carcanholo - Teoria do Valor e Preços de Mercado I

(... pulando uns textos, seguindo a recomendação anterior, pra voltar depois...) Reinaldo Carcanholo - Teoria do Valor e Preços de Mercado : 96 - Sweezy diz que, para os economistas “do mercado”, teoria que não visa a explicar os preços (os fenômenos e tal) é perda de tempo. 97 - Ainda sobre valor e valor-de-uso: Sem essa qualidade social, sem serem valores, os valores-de-uso não seriam senão objetos úteis não intercambiáveis.  (Eu não vejo assim, como se em toda troca houvesse vigência necessária da lei do valor. Pode haver troca de objetos úteis apenas por diferenças subjetivas - um tanto quanto imensuráveis - de apreciação quanto ao valor-de-uso. A sociedade regida pela lei do valor eu vejo como “outra coisa”, digamos assim. Outra “relação”, mais adequadamente falando)  Quando um valor-de-uso adquire a qualidade de ser valor, constitui o que se chama mercadoria.  98 - Marx meio que diferenciando sociedade mercantil - mais ligada à reprodução simples - e sociedade ca...

Econ - Claus M. Germer - Componentes Estruturais da Teoria do Dinheiro no Capitalismo I

  Claus M. Germer - Componentes Estruturais da Teoria do Dinheiro no Capitalismo : 486 - Dinheiro expressa relação social também, afirma. Se ele está presente, a relação social também está. 487 - Marx diz expressamente que dinheiro é uma mercadoria com valor de troca desvinculado das outras mercadorias. Portanto, é só “dinheiro”, diz. Não existe “dinheiro-mercadoria”. Existe “mercadoria-dinheiro”, que é o ouro. Importância prática dessa luta conceitual? Ainda não sei. 488 - Há funções do dinheiro - medida de valor e meio de circulação -, por exemplo - que precedem a existência do dinheiro e outras que a sucedem: meio de entesouramento e de pagamento. 489 - Diz que é inadmissível ser marxista e postular um caráter imaterial para o dinheiro, como se este não fosse mercadoria. (Importância prática? Não sei) 490 - Fala que dinheiro não é meramente o tempo de trabalho na produção de cada mercadoria individual. Expressa o trabalho abstrato, não o concreto. O produto imediato e parti...

Gustavo Machado - O lugar dos 'serviços' em O Capital de Marx

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  Gustavo Machado - O lugar dos 'serviços' em O Capital de Marx : 118 - Cada vez mais trabalhador nos “serviços”. Há corrente que troca o “operário” pelo “proletário” porque este conceito abarca os serviços. Outra corrente centra-se na diferença entre trabalho produtivo e improdutivo presente nas Teorias da Mais-Valia e no Capítulo VI inédito de O Capital onde Marx parece resumir a questão ao fato dos trabalhadores produzirem ou não mais-valia, tornando indistintos os trabalhadores empregados pela indústria ou pelo setor de serviços . 119 - “Quando o dinheiro se troca diretamente por trabalho, sem produzir capital e sem ser, portanto, produtivo, compra-se o trabalho como serviço, o que de modo geral não passa de uma expressão para o valor de uso especial que o trabalho proporciona como qualquer outra mercadoria” (grifo nosso) (MARX, 1980, p. 398). 120 - Não é produtivo porque não produz mercadoria. Não é uma depreciação. Ora, segundo Marx, na “ mera prestação de serviços tem...

Filosofia - Textos Diversos LII - Maria Rita Kehl - Fetichismo

  Maria Rita Kehl - Fetichismo : 243 - Então, não é o predomínio da imagem sobre a personalidade, ou da aparência sobre a “essência”, que caracterizam a sociedade contemporânea. O que nos diferencia hoje de outros períodos da modernidade é a espetacularização da imagem, e seu efeito sobre a massa dos cidadãos indiferenciados, transformados em platéia ou em uma multidão de consumidores da (aparente) subjetividade alheia. 244 - Sempre quando leio sobre Freud (e é a milésima vez) só consigo pensar: será? Como ele chegou a essas conclusões? Mas um dia o menino – e neste ponto, é importante que seja o menino – descobre, de um jeito ou de outro, o sexo da mulher. Não de uma menina, sua irmã ou amiguinha de escola, cuja falta de um órgão sexual igual ao dele ele pode racionalizar imaginando que “ainda vai crescer”, ou que “ela perdeu porque se comportou mal” (este é o primado do falo sustentado pelas tais teorias sexuais infantis que Freud descobriu, isto mesmo, descobriu, e não inven...

Robert Kurz - Antieconomia e Antipolítica

  Robert Kurz - Antieconomia e Antipolítica : 1400 - É contra a existência de um momento em que, logo após a desapropriação dos capitalistas, organiza-se o programa socialista. Para ele, essas coisas devem se dar ao mesmo tempo. Assim, critica o socialismo clássico/ortodoxo/sei lá: O poder político aparece aqui como o ponto de Arquimedes, e um aparato estatal alternativo ("Estado-trabalhador'), como a alavanca central da reviravolta . 1401 - Cita o domínio gradual do capitalismo sobre o feudalismo como exemplo de superação a que almeja. O movimento político não precedeu a nova forma de reprodução como expressão de vontade abstrata e simbólica; ao contrário, ele foi a sua consequência secundária, a sua necessária forma-fenomênica. Em contrário, reconhece a argumentação de que o caráter totalizante do capitalismo dificulta qualquer socialismo embrionário. Este tenderia a morrer antes. 1402 - … Mesmo as iniciativas da Comuna de Paris de 1870 e dos anarquistas derrotados na ...

Ciência e Filosofia (Marcos Barbosa de Oliveira)

  Marcos Barbosa de Oliveira - Desmercantilizar a Tecnociência : 893 - Publicado em Boaventura de Souza Santos (org.), Conhecimento prudente para uma vida decente: “Um discurso sobre as ciências” revisitado (Porto, Edições Afrontamento, 2003). Concorda com os pós-modernos no seguinte: “ a ciência não detém o monopólio da racionalidade ”. “ a tecnociência é responsável hoje por grandes problemas que afligem a humanidade, como a degradação natural ”. Boaventura propõe um correto redirecionamento para a tecnociência. Ela pode e deve ser alterada. 894 – Não concorda com o relativismo e dependência do pós-modernismo em relação a “interpretações duvidosas” da relatividade e física quântica. 895 – “ (...) a ciência se caracteriza por proporcionar ao homem um conhecimento objetivo da realidade; tal conhecimento pode ser aplicado para tornar mais eficiente a produção da vida material, e tal aplicação constitui a tecnologia ”. 896 – A separação não pode ser tão rígida. Ora, hoje mais qu...

João Bernardo - Textos diversos - Parte XII

  Comida é o Que Não Falta : 295 - Subsídios governamentais e grandes estoques mostram que a produção de alimentos seja maior inclusive que a necessária para ninguém passar fome. Como são, porém, mercadorias, muitos pobres ficam sem. Em alguns países sequer há a estrutura necessária para levar o alimento (transporte). 296 - Alguns países sem fome (Ìndia) enfrentam, porém, um quadro grava de subnutrição.   Socialismo da Abundância e Socialismo da Miséria (e Debate) 325 - Como eu já notei, as lutas sociais não derrubaram o capitalismo, mas levaram os patrões a aumentar a produtividade em resposta às mesmas. 326 - Obviedades que nem todo mundo percebe: " A história do capitalismo tem correspondido ao progressivo crescimento das qualificações dos trabalhadores. É isto, e não qualquer mentalidade esclarecida, que explica as medidas que tornaram obrigatório o ensino e que têm aumentado as faixas etárias cobertas por essa obrigatoriedade ." 327 - Na URSS não havia nem ...

Karl Marx - O Capital, Livro I - Capítulo IV

IV - Como o dinheiro se transforma em capital       1. Fórmula Geral do Capital     100 - O dinheiro que se movimenta de acordo com a fórmula D - M - D (comprar para vender) transforma-se em capital. Vira capital.   101 - Assim, troca-se dinheiro por dinheiro. Compra o algodão por 100 libras e vende o mesmo por 110. O valor de troca é o motivo que o impulsiona   102 - A diferença com a outra fórmula, lááááá dos itens anteriores: no primeiro caso, o ponto de partida e a meta final é a mercadoria; no segundo, é o dinheiro.   103 - M - D - M. (vender para comprar). Quantidade igual, mas qualidade diferente de valores-de-uso. No D - M - D, os dinheiros têm mesmo qualidade, mas quantidades diferentes.   104 - D - M - D mais acréscimo. Pois bem, é o tal acréscimo (10 libras naquele exemplo) que Marx chama de mais-valia.   105 - Na M - D - M, a equivalência entre os extremos (Ms) é a condição para sua normalidade (e caracteriza...

Karl Marx - O Capital, Livro I - Capítulos II e III

II - O Processo de troca     48 - Marx critica Proudhon pelo fato deste conceber uma "justiça eterna" meio que correspondente ao seu modo ideal de produção.   49 - As mercadorias não têm valor de uso para o proprietário, do contrário, este não a levaria ao mercado. Somente assim realizará o valor.   50 - Elas têm de evidenciar que são valores de uso antes de poderem realizar-se como valores, pois o trabalho nelas despendido só conta se foi empregado em forma útil para os outros. Isso ocorre quando a quantidade de objeto útil ultrapassa as necessidades de seu possuidor.   51 - Marx brinca (ou não) com o Apocalipse da Bíblia, comparando o dinheiro ao sinal da besta : )   52 - Pelo que entendi, diferencia troca direta de produtos de troca de mercadorias, sendo que no primeiro, o produto não adquire qualquer valor diferente do valor de uso, relacionando-se, assim, às necessidades do permutante. Pelo que entendi, após crescer o excedente e variedade d...