Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Bens de capital

"Livro": OCDE (2018) - Relatório Sobre o Brasil - PARTE "B"

Imagem
                                                                                      "Livro": OCDE (2018) - Relatório Sobre o Brasil Pgs. 41-60 " RESTO " 27 - Sobre Saúde, quase não diz os porquês, mas afirma:  As despesas públicas com saúde, 4,4% do PIB, financiam o Sistema Único de Saúde (SUS), o qual oferece serviços de saúde pública à população desde 1989. Em comparação com outros países, a eficiência dos gastos de saúde no Brasil parece baixo. Comparações internacionais baseadas em análise por envoltória de dados indicam que o Brasil poderia ganhar mais de 5 anos de expectativa de vida saudável, indicador de saúde de uso comum, com aumento de eficiência, ao mesmo tempo em que manteria os gastos de saúde per capita correntes (Figura 18; Capítulo 2...

Livro: Hunt, E. K. - História do Pensamento Econômico - Capítulo 11

                  Livro: Hunt, E. K. - História do Pensamento Econômico Pgs. 403-444 " CAPÍTULO 11 : "Teorias Neoclássicas da Firma e da Distribuição de Renda "   A Contribuição de Marshall à Teoria da Utilidade e à Teoria da Demanda 321 - Basicamente um aperfeiçoamento da noção de utilidade marginal. Foi o que achei.  Além de explicar a determinação de uma curva de demanda partindo de uma curva de utilidade, Marshall definiu e elaborou a noção da “elasticidade-preço da demanda”, definiu e discutiu sua noção de “excedente do consumidor” e mostrou como circunstâncias excepcionais poderiam levar a uma curva de demanda positivamente inclinada . 322 - Como era muito cínica a "teoria da abstinência" que Senior usava, Marshall preferia outra palavra:  Marshall esperava poder evitar esse embaraço substituindo a palavra abstinência por espera . Era o "sacrifício" da espera do consumo. Simetria entre as Teorias Neoclássicas da Família e...

Econ - Textos Variados LXIX

  Per Bylund - Pensamento de Livre Mercado - Não Aplicável : 167 -  Eu também defendo que salários baixos e más condições de trabalho não são necessariamente problemáticas – no livre mercado. A fraseologia é a mesma, mas o argumento é um pouco diferente. (...) Essas pequenas palavras, “no livre mercado”, são muito importantes porque sem elas, o argumento falha e é completamente falso . (Enfim, “no dos outros é refresco”). 168 -  A escolha ainda é feita em um ambiente aonde a maioria das demais escolhas foi eliminada coercivamente e onde o escolhedor está restringido de fazer as escolhas que ele ou ela faria se o mercado fosse livre. É como dizer que você possui liberdade de expressão – mas não você pode falar apenas de X, Y, Z ou A, B, C, D, E, F, G, H, I, J e K. Isso não é liberdade de expressão – é censura, e o que escolhe falar depende necessariamente do que você não é permitido. 169 - Ele conclui:  O pensamento de livre mercado não é aplicável à realidade não liv...

Econ - Textos Variados LXII

Ludwig Lachmann - O Capital e Sua Estrutura : 452 - O texto parece redundante e de pouco impacto prático. Lá pro final parece chegar a algum lugar meio óbvio de que plano ótimo de reagrupamento de capital é algo praticamente impossível por não se ter de antemão todos os preços que influenciam a decisão, tanto de venda de material antigo quanto de compra de novos. (Pesquisas de mercado não serviriam para isso?). Há ganhos e perdas inesperadas e não há equilíbrio. Fora Keynes. Soou assim pra mim. Preferência pela liquidez é vista como sendo essencialmente um conceito estático, inaplicável a um mundo dinâmico. 453 - Encontraremos, mas não como parte de nossas novas combinações, algum equipamento não usado que não é transformado em sucata uma vez que seus donos esperam que seu valor futuro exceda os preços atuais de sucata, talvez porque eles esperam que os preços de sucata subam, talvez porque eles são capazes de prever condições mais favoráveis para uso futuro. Essa é a “capacidade oc...

Econ - Jorge Chami Batista - II PND (Parte 1)

  Jorge Chami Batista - II PND : 241 - Texto de 1986. Afirma que o “milagre econômico” contou também com expansão do comércio mundial e das próprias economias (milagres em diversos países); elevação dos preços dos produtos primários e “tremenda liquidez” do sistema monetário internacional. 242 - A produção doméstica de bens de capital até crescia notavelmente (22% ao ano), mas a economia pedia mais, logo, as importações também cresceram numa proporção até ligeiramente maior. 243 - Havia o diagnóstico de “ hiato de divisas ”. Ou seja, a plena utilização dos recursos montados aqui exigia a entrada líquida de capital externo (dólar para importar, creio), ou seja, o déficit em conta corrente. Ao que entendi, não exportávamos o suficiente para compensar essa necessidade. Sem o financiamento externo (endividamento) haveria queda da taxa de poupança (já que ficaria apenas a “interna”, que já era significativa no período, mas não dava conta de tudo) e aumento da capacidade ociosa porta...

Econ - Jennifer Hermann - Auge e Declínio do Modelo de Crescimento Com Endividamento - o II PND (Parte 1)

  Jennifer Hermann - Auge e Declínio do Modelo de Crescimento Com Endividamento - o II PND : 203 - Com o milagre, cresceu a indústria de bens de consumo duráveis, o que ampliava, porém, a dependência externa em relação a de bens de capital. Importações crescem portanto. 204 - Também aumentou a necessidade de petróleo. Importávamos 60% dele e passamos a importar 81%. 205 - Ao mesmo tempo, o aumento da dívida externa exigia superávits comerciais para pagar, sob pena de aumento do mesmo e um ciclo vicioso. 206 - Ficamos sujeitos a uma demanda externa que tinha que permanecer em crescimento. Também à liquidez internacional e, por fim, a uma política cambial adequada. Se faltam esses ingredientes, só resta a saída indigesta da desvalorização cambial e/ou freio das importações e, portanto, do crescimento. 207 - Os choques do petróleo e os juros de Reagan matariam tudo. 208 - O primeiro choque tornou o balanço de conta corrente bem deficitário. A “saída” para isso foi se aproveitar ...

Econ - Textos Variados LIII

Hans Hermann Hope - Por Que o Socialismo Sempre Irá Fracassar : 89 - Texto de 2009. Problema do cálculo econômico. Como os bens de capital não estão no mercado no socialismo E a propriedade não pode ser vendida, não seria possível calcular sequer os custos de produção: Ele não tem nem como saber se a maneira como ele está produzindo é eficiente ou ineficiente, desejada ou indesejada, racional ou irracional. (...) Quanto menos os produtores podem calcular e fazer aprimoramentos, maior a probabilidade de desperdícios e escassezes. 90 - Há também a hipótese de que, caso o zelador vislumbre uma oportunidade de utilizar seus meios de produção em benefício privado - como produzir bens para serem vendidos no mercado negro -, ele terá o incentivo de aumentar a produção à custa do valor do capital, consumindo completamente o maquinário . (Num sistema misto sim, mas não no socialismo…) 91 - O que ele chama de socialismo gerará produtos de má qualidade, pois a renda do produtor tem pouca ou...

Econ - Agenor Castoldi - Texto IV (Parte 2)

Imagem
 (continuação...) 110 - O produto será distribuído em  salários, lucros, juros, aluguéis e tributos . Ou seja, produto e renda são uma identidade na economia. A  renda interna bruta  (RIB). PIB sob a ótica da renda aqui.  Excluindo-se a parcela correspondente à depreciação, obtém-se o produto líquido, ou renda líquida. 111 -PIB sob ponto de vista da despesa agora: A despesa global com bens e serviços produzidos internamente pode ser desdobrada nos seguintes itens:  Consumo (C); Investimento (I); Gastos do governo (G); Exportações de bens e serviços (X); Importações de bens e serviços (M). A despesa global (Y) pode, então, ser representada pela seguinte identidade : 112 -  É a  Despesa Interna Bruta  (DIB) que também é igual à  demanda agregada  da economia (DA). Assim, da mesma forma que já se observou que, quantitativamente, RIB = PIB, a DIB também é igual a RIB e ao PIB. 113 -  Investimento das empresas (I), aqui incluídas as...

Econ - Agenor Castoldi - Texto IV (Parte 1)

Imagem
  Agenor Castoldi - Texto 4 - O Produto Social : 97 - Os três ou quatro desafios da economia: " O que, quanto, como e para quem produzir ". 98 - Bens de consumo duráveis: TV, geladeira. Bens não-duráveis de consumo: alimentos e limpeza. Há, ainda, os “semi-duráveis”: roupas e calçados. (Pra mim é muito bem durável…) 99 - Os bens de consumo têm, portanto, uma destinação final. São meio pra nada. Já os demais são bens de produção são: máquinas, ferramentas, fertilizantes, energia elétrica... 100 - Os bens de produção intermediários são matérias-prima (fio de algodão, energia etc.). 101 - Os bens de capital são bens de produção que não são transformados no processo produtivo. Sofrem apenas gradual desgaste físico e depreciação. Máquinas, instrumentos e equipamentos. 102 - … Um automóvel pode ser um bem de consumo quando é adquirido pelo consumidor para seu uso próprio; mas é um bem de capital para as unidades produtivas que o adquira para o transporte de seus funcion...

Econ - Uallace Moreira Lima - O debate sobre o processo de desenvolvimento econômico da Coréia do Sul IV

 (continuação...) 623 - Excepcionalidades da Coréia:  o mercado coreano passou a ser altamente concentrado, com pequenas e médias empresas tendo pouco espaço no país. Segundo Kim (2005a), um exemplo da alta concentração que predominou no país é o fato de que em 1977, 93% de todas as mercadorias e 62% de todas as vendas foram produzidas em condições de monopólio, duopólio ou oligopólio, sendo que os três maiores produtores eram responsáveis por mais de 60% de participação no mercado. Além do mais, os dez maiores chaebols foram responsáveis por 48,1% do PNB em 1980, ficando evidente o alto nível de concentração de mercado e o poder dos chaebols na Coreia do Sul. 624 -  Os anos 1960 foram marcados pelo processo de reestatização do sistema bancário, fazendo com que o comando estatal predominasse tanto sobre os fluxos de crédito interno como também externo, com o objetivo de financiar o processo de industrialização.  Os bancos eram estatais. 625 - A privatização do sistem...

Econ - Moisés Wagner Franciscon - Mercado e Iniciativa Privada na URSS

Moisés Wagner Franciscon - Mercado e Iniciativa Privada na URSS: 151 - O comunismo de guerra não conseguiu fazer o mercado desaparecer. Bens, como relógios, poderiam ser trocados por comida; as feiras livres não desapareceram. O mercado negro sobreviveu e prosperou nas sombras. 152 - Em 1930-33, buscou-se o incentivo moral, destacando a importância do trabalho dos técnicos. Criaram-se honrarias e uma profusão de medalhas e prêmios. Em seguida, optou-se por estímulo material . Os salários foram diferenciados mais profundamente que antes, de acordo com a função. Surgiu o stakanovismo, uma política de bônus extras em dinheiro, e tão ou mais importante, o primeiro lugar na fila, o que garantia a obtenção de produtos, que poderia não ocorrer com aqueles do fim da fila. Para se tornar um stakanovista, os trabalhadores precisavam se inscrever e tentar superar as cotas de produção. Durante a Segunda Guerra, medidas liberalizantes foram tomadas no campo, com o aumento do tamanho dos lotes pr...

Econ - Textos Variados XVII (URSS e Keynes)

  João Quartim de Moraes - O mito do fracasso econômico da URSS 663 - Professor de filosofia, mas vamos lá. Cita URSS, ascensão e queda: a economia política das relações da União Soviética com o mundo capitalista, livro publicado por Luís Fernandes em 1991. 664 - Acho que seria mais vantagens ler os trabalhos em que ele se baseia do que os argumentos dele. Serguei Kara-Murza, acadêmico russo de mérito internacionalmente reconhecido, professor na URSS e na Espanha, publicou na revista Gerónimo de Uztariz o ensaio “Qué le ocurrió a la Unión Soviética?”, no qual sustenta categoricamente que não havia crise na economia soviética quando Gorbachev lançou sua malfadada “perestroika” (Kara-Murza, 1994). 665 - A taxa de investimnto não tinha caído. (Sim, e daí?) 666 - Argumentos fracos e quando apresenta dados erra na interpretação deles. 667 - Ao comentar a derrocada da URSS em entrevista com o jornalista Ignacio Ramonet, Fidel Castro mencionou os desperdícios suscitados pelos preços ...