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Maurício Tragtenberg - Textos Diversos V

  Franz Kafka : 363 - Único texto que não lerei de todo meu planejamento, pois já vi que é spoiler. Deixa pra depois de Kafka.   Introdução ao Leitor Brasileiro : 364 - Universidade e Ditadura. A avaliação dos currículos dependia de parecer de Assessorias de Segurança e Informação que não constavam dos processos de contratação. Foi quando a delação se constituiu para muitos em estratégias de ascensão universitária. 365 - Trata-se de uma introdução a um texto de Weber sobre universidade. 366 - O texto de Weber é atual, pois, com a Nova República, Assembléia Nacional Constituinte e tudo o mais, a Unicamp teve seu campus invadido por tropas militares à procura de um professor para detê-lo. Nem nos piores tempos da ditadura militar o campus da Unicamp sofreu invasão. 367 - Weber denunciando os limites “internos” da universidade à livre-ciência no caso da perseguição a Michels: Weber pensou que isso se devia à incontida sinceridade com que Michels havia criticado a situação...

'Florestan Fernandes - Luta de Raças e de Classes' e 'Francisco C. P. Fonseca - Mídia e Democracia'

  Florestan Fernandes - Luta de Raças e de Classes : 151 - Os proprietários de escravos pleiteavam a indenização: obtiveram a imigração em larga escala, financiada pelo poder público. (...) Despreparados para competir com os imigrantes ou para se deslocarem para outras ocupações, foram condenados ao ostracismo e à exclusão. 152 - Os abolicionistas estavam preocupados mais com o fim da escravidão e o advento do progresso com a pessoa dos negros escravizados. Antônio Bento ainda fez tímidas defesas pós-abolição, mas meio que sozinho. 153 - Para alguns, a Lei Áurea era uma vitória dos de baixo. Cita contratos que se tornaram comum em 1885 e foram desobedecidos. Os escravos rebelaram-se nas senzalas e deixaram de obedecer os contratos maquinados pelos senhores, que lhes conferiam a liberdade em troca de um período predeterminado de prestação gratuita de trabalho (cinco, quatro, três ou dois anos). Ao abandonarem as fazendas e aceitarem tarefas a pagamento de fazendeiros vizinhos (o...

Lula e PT - Textos Diversos V - Florestan Fernandes - PT, Os Dilemas da Organização

  Florestan Fernandes - PT, Os Dilemas da Organização : 74 - Afirma que o partido não existe só para alcançar o poder. Precisa absorver interesses e valores de uma classe. 75 - Fala em tarefas do “bloco histórico”.    Trata-se não só de adquirir uma consciência social operária e socialista, mas de eliminar a alienação política dos assalariados, moldados pelo capital. Por fim, é preciso inseri-los na luta política, salientando suas duas faces: a corporativa e economicista, e aquela que, a médio e longo prazos, enfatiza a perspectiva do poder e do que fazer com o Estado.  A compreensão da marcha. 76 - Parece ver os seguintes desafios para um programa petista:  Além disso, recorre-se a estimular vários setores da burguesia no sentido de assumir as responsabilidades e os riscos – além das vantagens – de sua posição de classe como capitalistas. Em suma, cortar cordões umbilicais entre a empresa, a “socialização dos riscos” e o governo “cartorial”, que não podem durar...

Marxistas - Textos Diversos LXVII - Marxismo e Imagem do Brasil em Florestan Fernandes (Coutinho)

  Marxismo e Imagem do Brasil em Florestan Fernandes : 1077 - Texto de 2000 de Carlos Nelson Coutinho. 1078 - Em “Revolução Burguesa no Brasil”, Florestan troca o funcionalismo pelo marxismo, como metodologia. 1079 - Sobre Caio Prado: Florestan, em minha opinião, avança com relação ao autor de Formação do Brasil contemporâneo. Certo é que ambos divergem do esquema PCB de explicação das coisas, que praticamente pedia uma aliança com a burguesia supostamente antiimperialista. Ambos acreditavam que o país tinha sim passado por uma revolução burguesa, só não era a clássica. 1080 - Gramsci e Lênin já apontavam essa possibilidade. O primeiro ao tratar da “via prussiana” e o segundo da “revolução passiva”, com conciliação pelo alto. Coutinho afirma que Caio Prado chegou a conclusões semelhantes, mas desconhecia inteiramente Gramsci e talvez o texto de Lênin sobre o assunto (1907). 1081 - Critica Caio por este falar em “burguesia agrária” devido a mera presença de relações mercantis n...

Marxistas - Textos Diversos XXXIII

Florestan Segundo Um Liberal : 504 - É de Paulo Roberto de Almeida. Considera que os três autores mais importantes do marxismo acadêmico brasileiro foram Caio Prado Júnior, Nelson Werneck Sodré - talvez o mais ortodoxo do grupo, buscou fornecer armas intelectuais para a etapa da revolução nacional capitalista no Brasil, pensada enquanto resultado de uma aliança de classes - e Florestan Fernandes. 505 - Coloca que a Revolução de 30 já foi descartada, pela moderna história, como “revolução burguesa”. 506 - Caio Prado: ... o debate se instala verdadeiramente a propósito de seu livro polêmico "A Revolução Brasileira" (1966), no qual Caio Prado nega à burguesia brasileira qualquer “papel revolucionário” ou anti-imperialista, como pretendia a “visão etapista” defendida pelo PCB e pelos demais ideólogos da esquerda ortodoxa . 507 - Gorender: para esse antigo ortodoxo do PCB reciclado no marxismo independente, a revolução burguesa, levando-se em conta algumas particularidades ...

Marxistas - Textos Diversos XXIX

  Entrevista - Chico Oliveira Sobre Ruy Mauro Marini : 424 - Lula é o Mandela do Brasil. Aos dominados, a política, como divertissement, e aos dominantes, o controle da economia. Acrescenta que uma fração dos dominados se tornou dominante. 425 - Florestan pode ser entendido na chave também do “ponto de partida”, mas sua interpretação sobre a ausência de “revolução burguesa” no Brasil, em chave parecida com as dos nossos Carlos Nelson Coutinho e Luis Werneck Vianna, deve ser repensada, pois no capitalismo globalizado já não se faz necessária que a burguesia nacional seja revolucionária. 426 - Não desenvolve muita coisa.   Entrevista Com István Mészáros (Ótima) : 427 - Já li e fichei na pasta “Mészáros”. Outro título e em PDF. É o primeiro texto lá.   Entrevista Com Michael Löwy : 428 - Seus professores foram Aziz Simão, Antonio Candido, Otávio Ianni, FHC e Florestan. Curiosamente, este era o mais eclético e mais afastado do marxismo. Fim dos anos 50. Depois, seria...