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Mostrando postagens com o rótulo Pré-capitalismo

Livro: João Bernardo - Economia dos Conflitos Sociais - Capítulo 6

                                                                                Livro: João Bernardo - Economia dos Conflitos Sociais Pgs. 302-326 " CAPÍTULO 6 : "Reprodução em escala ampliada do capital " 223 - O valor só se mantém como tal quando reinserido em processos de valorização, o que significa que o capital é a reprodução do capital . 224 - Opinião de JB sobre a "questão do imperialismo": o capitalismo sempre precisou se expandir.  O colonialismo foi indispensável à gênese do capital, ao que Marx denominou a acumulação primitiva, e continuou indispensável ao desenvolvimento do modo de produção. O imperialismo não constitui qualquer problema específico, cuja compreensão requeira uma elaboração teórica especial. A explicação do imperialismo é a mesma que justific...

Livro: João Bernardo - Economia dos Conflitos Sociais - Capítulos 4 e 5 (PARTE "A")

                                                                               Livro: João Bernardo - Economia dos Conflitos Sociais Pgs. 235-251 " CAPÍTULO 4 : "Repartição da mais-valia " 182 - O sobrelucro resulta da desigual repartição da mais-valia entre os capitalistas . (...)  É precisamente nesta parte de valor não aproveitada pelos capitalistas retrógrados que tem origem o sobrelucro de que se beneficiam os capitalistas inovadores . 183 - A distinção que ele faz entre repartição e apropriação da mais-valia ficou no plano abstrato pra mim. Quais os efeitos práticos dessa diferenciação, por exemplo? 184 - Os mecanismos da mais-valia relativa suscitam uma produção de nova mais-valia incomensuravelmente superior à fração destruída, mas disso são os capitalistas das empres...

Livro: Alfred Marshall - Princípios de Economia Vol. II - Apêndice A - PARTE 2

                                                       Livro:  Alfred Marshall - Princípios de Economia Vol. II (Os Economistas) (1890) (...)  Pgs. 340-349 " APÊNDICE A : "O Crescimento da Liberdade de Indústria e da Livre Empresa " 190 - Marshall falando da Inglaterra é tipo Trump e Douglas no History falando da "América" e seu destino manifesto:  A posição geográfica da Inglaterra foi causa de ter ela sido povoada pelos membros mais fortes das mais vigorosas raças do norte europeu. 191 - ...Dá uns motivos que parecem meio românticos:  O costume da primogenitura inclinou os filhos mais jovens das famílias nobres a procurarem sua própria fortuna, e não tendo privilégios especiais de casta eles rapidamente misturaram-se com o povo. Essa fusão de diferentes camadas tendeu a tomar a política parecida com os negócios, enquanto esq...

Econ - Reinaldo Carcanholo - Sobre a Natureza do Dinheiro em Marx (Réplica)

  Reinaldo Carcanholo - Sobre a Natureza do Dinheiro em Marx (Réplica) : 85 - Embora seja indiscutível que Germer, entre todos nós neste país, seja o que mais conhece a obra econômica de Marx, considero que, em certo sentido e até certo ponto, ele se vê prisioneiro de uma interpretação metafísico-positivista dos conceitos de Marx. 86 - Diz que sua (Carcanholo) concepção vem do processo de substantivação do valor. (...) A mercadoria não pode ser definida, por constituir não algo estático, mas um processo de desenvolvimento. Uma definição é uma fotografia do que algo é no exato momento, mas isso muda. 87 - O desenvolvimento mercantil consiste, explica-se e, ao mesmo tempo, implica o desenvolvimento da contradição valor/valor-de-uso. (...) Para melhor entender de maneira intuitiva o processo de dominação descrito, basta comparar os extremos: uma sociedade pré-mercantil, na forma simples, na que o valor não tem quase nenhum significado, ao contrário, praticamente não existe (só exi...

Econ - Alfredo Saad - Interpretação da Teoria Marxista do Valor

Alfredo Saad - Interpretação da Teoria Marxista do Valor : 279 - Ele praticamente critica todas as interpretações, até a do marxismo tradicional. Srafianos, Rubin e Foley estão todos incompletos no ver de Saad, economista marxista brasileiro. Leciona em Londres parece. Li que ele não concorda que as crises recentes do capitalismo são sintomas de colapso. De queda contínua na taxa de lucro. Coloca que o problema não é esse, mas sim o neoliberalismo e a financeirização. 280 - Afirma que o elenco acima são as interpretações mais influentes no marxismo. 281 - Afirma que o marxismo tradicional crê que os três primeiros capítulos valem para qualquer sistema de produção mercantil simples. Que a análise do capitalismo começa apenas a partir do Capítulo IV. (Não entendi bem essa crítica). 282 - Critica as equações de Sraffa por tratarem de trabalho concreto médio e não de trabalho abstrato. Uma hora de trabalho pode produzir menos ou mais valor que outra hora de trabalho. Assim, não poderi...

Site Voyager - Seis Mitos Sobre Economia

  Site Voyager - Seis Mitos Sobre Economia : 531 - Freud e a racionalidade: assim como Kant nos advertiu para não negligenciarmos o fato de nossas percepções serem subjetivamente condicionadas e não poderem ser encaradas como idênticas ao que é percebido como incompreensível, a psicanálise nos adverte para não equiparar percepções através da consciência dos processos mentais inconscientes que são seu objeto ”. 532 - A ideologia do “homo economicus” racional: Esse princípio costuma apelar a uma narrativa pronta: de que nos primórdios as sociedades eram estruturadas em torno do escambo. Uma pessoa precisava de carne de vaca, levava seu artesanato de madeira para trocar no vizinho. 533 - Desde as primeiras décadas do século XX até hoje não foi possível constatar onde e quando em qualquer região do planeta se teria processado essa descrição hipotética da evolução econômica . - HUMPHREY, Caroline – Barter and Economic Disintegration. 534 - Afirma que o escambo nunca foi sistemático...

Econ - Site Voyager - Império Romano e Socialismo

  Site Voyager - Império Romano e Socialismo : 438 - Maluquices da Gazeta do Povo:  Com uma chamada que afirmava a existência de um “socialismo imperial” na Roma Antiga, reproduzia um trecho da obra de Will Durant, História da Civilização, escrita há mais de 70 anos, em um momento em que muitos achados arqueológicos que iluminaram o entendimento sobre as sociedades clássicas — Grécia e Roma — ainda não tinham vindo a público e quando nos EUA — país de produção dos livros — imperava uma escrita da História de viés positivista. 439 - Elogia bastante Durant e sua posição liberal, como na defesa da independência da Índia, mas, devido à sua época, estava enganado quanto ao Império em Roma. 440 - Simplificações:  a história de sociedades como Grécia e Roma era tida como um primeiro passo no processo civilizatório ocidental, o que é ainda advogado por grupos conservadores, que tendem a negar a pluralidade dessas sociedades e a inspiração que outros povos próximos deram à sua cul...

Econ - Site Voyager - Böhm-Bawerk Não Refutou Marx II

 (continuação...) 314 - A quarta crítica tem a ver com BB confundir uma exemplificação (suposição) de Marx com fundamentação sobre a razão das trocas em períodos pré-capitalistas. Eu teria que ler BB e reler esse trecho de Marx para julgar quem e quanto se equivocou. Certo é que me parece um ponto bem secundário, como a própria Voyager notou. 315 - A quinta e sexta crítica e as tréplicas ficaram também mal explicadas. 316 - Sétimo argumento de BB:  Marx erra ao dizer que o fator comum que determina o valor é o trabalho (IDEM, p. 70–78); ele não considera que a terra, água mineral, reservas de petróleo são por si só fonte de valor, ou que a escassez do produto determina seu valor, ou que o valor, finalmente, é determinado pelas valorações subjetivas de cada um — a utilidade marginal. 317 - Responde que era o mesmo erro dos fisiocratas, de achar que a terra, por exemplo, era fonte do valor.  A terra por si só não produz valor, mas somente a terra que é transformada pelo tra...

Econ - Site Voyager - Böhm-Bawerk Não Refutou Marx I

  Site Voyager - Böhm-Bawerk Não Refutou Marx : 306 - A crítica de Böhm-Bawerk fora desafiada por Hilferding, em 1905, em um pequeno texto chamado A Crítica de Böhm-Bawerk a Marx (1949) . 307 - Menciona o “problema da transformação”, o qual até hoje não me parece especialmente problemático (o texto traz páginas de discussões matemáticas a respeito desse “problema” e umas duas ou três possíveis soluções, só que os cálculos e a teoria ficaram muito mal explicados, ou seja, não acho que tenha sido apenas meu déficit matemático). Além disso, outro aspecto que Marx levantou no livro III foi que a lei do valor seria válida também historicamente, isto é, para períodos pré-capitalistas — sem, contanto, dar provas para isso (MARX, VOLUME 3, II, cap. 10). 308 - Bawerk se opõe a Marx em texto de 1896. A principal hipótese da escola austríaca, como também da economia neoclássica, é a teoria subjetiva do valor, isto é, que o valor de qualquer mercadoria é determinado pela utilidade marginal...