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Mostrando postagens com o rótulo Objetividade

Filosofia - Textos Diversos LI

  Marcos Guilherme Beichor - Digresses Clínicas a Partir de Foucault : 234 - O capitalismo bombardeia a subjetividade com as demandas que fomenta, faz reverberar seu mecanismo funcional por sedução – investe na realização dos desejos, das promessas, do sucesso, investe em imagens, estilos, ambientes, em modos de se vestir, modos de se comportar, modos de sentir, de pensar e de agir – para depois solicitar nossa correspondência, nossa fidelidade e nossa ‘inclusão’. 235 - Cita um comercial de uma mãe arrumando o filho em tempo recorde, com a mensagem publicitária final “bonitinha”: porque a vida é uma eterna competição! Segundo Lazzarato (parceiro de Negri, acrescento) , esse jogo de relações, essa engenharia que circula em torno de elementos abstratos – porém não menos reais – que passa a determinar as novas relações econômicas e vitais na atualidade, fomentando a produção de valores, a manipulação dos afetos e a regulação da informação, constitui o chamado ‘trabalho imaterial’....

Filosofia - Textos Diversos XXXVII - J. Chasin - Método Dialético

  J. Chasin - Método Dialético : 630 - Se a dialética trata da coisa em si e o positivismo recusa, evita tratar da coisa em si, nós estamos com dois troncos diametralmente distintos. Sujeito ilimitado que pode conhecer a totalidade do objeto. 631 - Assim como é o coletivo (classes sociais) que fazem a história, o sujeito do conhecimento também é coletivo. 632 - Crítica da intersubjetividade como árbitro do conhecimento (diz Chasin que foi Hegel criticando Kant): Se o verde me parece vermelho e se a todos o verde parece vermelho, o verde passa a ser objetivamente vermelho. Isto mostra que a intersubjetividade consolida o equívoco. Diz que, em Kant, a subjetividade organiza a objetividade. Porém, para Hegel… A objetividade é realmente uma subordinação da subjetividade. A objetividade implica na regência objetiva sobre a subjetiva. Como o conhecimento do método dialético subentende o objeto regendo a cognição, enfim o primado gnoseológico está no objeto não no sujeito, ainda que o ...

Filosofia - Textos Diversos XXXII - Hegel, Introdutório Para Lê-lo

 (continuação...) 545 - Hegel e a identidade de opostos:  1) este princípio imprincipiado deve ser, num sentido, uno e múltiplo. Dele todas as coisas devem proceder necessariamente. 2) Mas se "C" procede de "B" e "B" de "A", segue-se que "C" esteve contido antes em "B" e "B" contido em "A". Afinal, o primeiro princípio deve, de uma certa maneira, conter todas as demais coisas.  (...)  A idéia de uma "identidade de opostos" parece esquisita à primeira vista. Não será tão estúpida se refletirmos mais. Se admitirmos que no universo há seres opostos, contraditórios, e se admitirmos que tudo veio de um único ser, qual será a conclusão? Que, em algum momento, opostos são idênticos . São opostos e idênticos. 546 - Contradição e luta dos opostos. “Deve haver uma contradição no ovo, na semente e na criança”  Se tudo estiver profundamente pacificado dentro de cada um destes três exemplos, se nenhuma luta, c...

Filosofia - Textos Diversos XXVII - O Que é Isto – A Fenomenologia de Husserl

  Galeffi - O Que é Isto – A Fenomenologia de Husserl : 438 - Seria um método para conhecer a essência. A fenomenologia transcedental quis ir além da referência empírica, da questão das vivências. 439 - Nesta fenomenologia transcendental não nos havemos com ontologia apriórica, nem com lógica formal e matemática formal, nem com geometria como doutrina apriórica do espaço, nem com cromometria e foronomia apriórica, nem com ontologia real apriórica de qualquer espécie (coisa, mudança, etc.). 440 - É uma crítica da razão enquanto fenômeno da consciência constituinte. Reclamando, renovadamente, uma nova tarefa para a Filosofia do Sujeito, precisamente aquela capaz de superar o amadorismo empírico ou o transcendentalismo ingênuo (ou realista) das épocas anteriores. 441 - Conhecer parte da possibilidade de pôr em dúvida a própria capacidade de conhecer sem pôr em dúvida a consciência. 442 - … a tarefa da Fenomenologia Transcendental seria a d...

Marilena Chauí - O Que é Ideologia (Livro)

  Anotações Sobre “ O Que é Ideologia ”, de Marilena Chauí.     Parte 1 – Partindo de Alguns Exemplos :   1 – Aristóteles criou a Teoria das Quatro Causas Para Explicar o “movimento”, ou seja, “a realidade”. Hierarquizava as causas. A mais importante era a finalística (digamos). E a menos era a causa motriz, o trabalho propriamente dito, a realização. Imaginava que suas ideias explicavam a realidade. Na verdade, mais refletiam a realidade. Sociedade escravagista, desvalorização do trabalho. 2 – Na Idade Moderna, as explicações forma reformuladas. Agora, finalidade e “força matriz” combinavam-se na “máquina” homem. Valorização do trabalho, graças à ascensão da burguesia. Mais uma vez cai o mito da neutralidade objetiva e tal. 3 – A montanha é uma “coisa-para-nós”. Não há, de um lado, a “coisa-em-si” e, de outro, a “coisa-para-nós”, mas entrelaçamento do físico-material e da significação. 4 – Para Chauí, se o real não é constituído de coisas, tampouco o é de id...