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Livro: Karl Marx - O Capital, Livro III - Capítulos 29 e 30

                                                           Livro: Karl Marx - O Capital, Livro III - Capítulos 29 e 30 Pgs. 571-584: CAPÍTULO 29 : "As partes integrantes do capital bancário " 357 -  O capital bancário é constituído: 1) de dinheiro em espécie, ouro ou cédulas; 2) de títulos de valor. Estes, por sua vez, podem se decompor em: títulos comerciais, letras de câmbio, que são flutuantes, vencem periodicamente e cujo desconto constitui o verdadeiro negócio do banqueiro; e títulos públicos, como os da dívida pública, os do Tesouro, ações de todos os tipos, em suma, títulos portadores de juros, mas que se distinguem essencialmente das letras de câmbio. 358 - Títulos públicos: ... o capital, do qual o pagamento pelo Estado é considerado um fruto (juros), é, em todos esses casos, ilusório, fictício. A soma que foi emprestada...

YT - Paulo Gala, Uallace Moreira - Coreia do Sul e o sucesso asiático!

  Paulo Gala, Uallace Moreira e Gabriel Cassiano: Coreia do Sul e o sucesso asiático! 1 - Os próprios EUA fizeram a reforma agrária na Coréia do Sul e a educacional. Antes mesmo de Park. Os EUA não gostaram, porém, do general ter estatizado o sistema financeiro. 2 - Indica o texto "King Kong meets Godzilla" que compara as visões de Alice Amsden e Banco Mundial sobre o desenvolvimento coreano. Acho que é de Rodrik. Coloca que o BM ignora, por exemplo, as punições na política industrial. Ignora também o papel da ciência e tecnologia - engenharia reversa e posterior inovação -, algo que as multinacionais não ligariam. Ademais, Uallace é contra CEO, que só visariam o curto prazo. Gestão e propriedade continuaram ligadas. Propriedade familiar. 3 - Escopo e escala exigem concentração de mercado. Quando a KIA quebrou, a Hyundai que comprou. Governo proibiu a compra por multinacional. 75% do mercado de carros coreano é dominado por ela. Paulo coloca que esse "monopólio" é u...

Econ - Textos Variados LXXI (Pochmann)

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Pochmann - Economia Global e a Nova DIT : 188 - O texto me parece ser de 1999. Entretanto, já me parece sem noção de cara colocar Irlanda, Austrália, Brasil, Bulgária, e Índia num mesmo bolo chamado “países semi-periféricos”. Queria a Índia ser a Austrália, mesmo em 1999. 189 - A Inglaterra pôde comportar apenas 9% de sua força de trabalho no setor primário em 1900, enquanto os Estados Unidos possuíam 37% de sua população ativa no campo, a Alemanha 34%, a França 43%, a Itália 59%, a Espanha 67%, o Japão 69%, o México 71%, a Índia 72%, o Brasil 73%, a Rússia 77% e a China 81%, conforme aponta a pesquisa de Morris & Irwin (1970) . (Os EUA tinham isso, talvez pela extensão territorial, já que “vantagem comparativa” não deixa de ter alguma importância e poder, em algum grau, ser aproveitada, mas fato é que suas indústrias e serviços já apresentavam produtividade superior à inglesa nesses anos, segundo dados que vi). 190 - Aproveitando-se do fato de que o padrão de industrialização ...

Econ - Textos Variados LI

  Ernest Mandel - O Capitalismo dos Monopólios : 305 - Importância dos bancos no processo de formação de cartéis, trustes/fusões e holdings: Têm interesse em evitar que os lucros desçam a zero, em virtude duma concorrência cortante. Intervêm pois para acelerar – e algumas vezes impor – a concentração e centralização industriais. (...) Desta forma, os bancos podem tomar iniciativas de formação de grades trustes. 306 - Onde a concorrência prossegue? No interior dos setores não monopolizados da economia, que continuam a ser numerosos . (...) Entre monopólios “nacionais” no mercado mundial, essencialmente pela via normal da “guerra de preços” . (...) Contudo, a concentração do capital pode avançar até ao ponto de, no mesmo mercado mundial, subsistirem apenas algumas firmas num ramo industrial, o que pode conduzir à criação de “cartéis internacionais” que entre si partilham esses merca. 307 - Coloca que a I Guerra tem muito a ver com as potências imperialistas jovens precisarem exp...

Econ - Ernest Mandel - A Economia Capitalista

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  Ernest Mandel - A Economia Capitalista (Bom Texto) : 298 - Após uma série de considerações basilares sobre a crítica econômica marxista, Mandel flexibiliza, a meu ver acertadamente, algumas coisas do valor da força de trabalho que, me parece, não estão em Marx: Quando o desemprego maciço permanente decresce a longo prazo, designadamente como resultado da industrialização em profundidade e da emigração em massa, os salários podem subir, em período de alta conjuntura, acima do valor da força de trabalho. A luta operária pode provocar a longo prazo a incorporação neste valor do equivalente de novas mercadorias. O mínimo vital socialmente reconhecido pode aumentar em termos reais, ou seja, incluir novas necessidades. (...) Não existe, pois nenhuma “lei de bronze” que governa a evolução dos salários. A luta de classe entre o Capital e o Trabalho, determina-a em parte. 299 - Chama de pauperização o processo pelo qual a produtividade do trabalho cresce acima do salário real. Ou seja, ...

Econ - Textos Variados XLIX

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  Economistas Propõem Renda Per Capita na Desigualdade : 256 - Economistas propõem método que calcula rendimento per capita da maior parte da população, o que reduz as distorções da iniquidade . Eu já tinha percebido a falha. O gráfico abaixo explica o motivo: Eduardo Kamitani - A Crise do Capital na Visão de Ernest Mandel : 258 - Coloca que a capacidade de produção excedente só aparece quando o ciclo de expansão do investimento termina. É aí que dá pra ver se estavam nadando pelado, quando a maré baixa. Mandel reclama que geralmente só enfatizam esse lado conjuntural/cíclico da coisa. Como se uma crise tivesse apenas uma determinação. Afirma que a queda da taxa de lucro pelo aumento da composição orgânica (fator estrutural), por exemplo, está sempre aí. 259 - Os investimentos migram para a esfera improdutiva - valorização financeira ou “guerra”. 260 - Lembra que, para Marx, só há troca quando não há valor de uso para o vendedor de uma mercadoria, mas há nela valor de uso para ...

Econ - Uallace Moreira Lima - O debate sobre o processo de desenvolvimento econômico da Coréia do Sul IV

 (continuação...) 623 - Excepcionalidades da Coréia:  o mercado coreano passou a ser altamente concentrado, com pequenas e médias empresas tendo pouco espaço no país. Segundo Kim (2005a), um exemplo da alta concentração que predominou no país é o fato de que em 1977, 93% de todas as mercadorias e 62% de todas as vendas foram produzidas em condições de monopólio, duopólio ou oligopólio, sendo que os três maiores produtores eram responsáveis por mais de 60% de participação no mercado. Além do mais, os dez maiores chaebols foram responsáveis por 48,1% do PNB em 1980, ficando evidente o alto nível de concentração de mercado e o poder dos chaebols na Coreia do Sul. 624 -  Os anos 1960 foram marcados pelo processo de reestatização do sistema bancário, fazendo com que o comando estatal predominasse tanto sobre os fluxos de crédito interno como também externo, com o objetivo de financiar o processo de industrialização.  Os bancos eram estatais. 625 - A privatização do sistem...

Econ - Fernando Dall'Acqua - Crescimento e Estabilização na Coréia do Sul 1950-86 III

 (continuação...) 530 -  A desvalorização do câmbio só ocorreu no início de 1980, quando as medidas contracionistas já estavam reduzindo a absorção doméstica. A Coréia beneficiou-se, assim, por ter iniciado o ajustamento econômico em 1979, antes que os empréstimos externos voluntários cessassem com a crise da dívida externa de 1982. 531 - O ajuste no Brasil chegou tarde:  O objetivo prioritário era equacionar rapidamente o desequilíbrio externo, o que forçou uma brutal mudança de preços relativos e uma dramática compressão da demanda doméstica que liberasse recursos para exportação. 532 -  A Coréia seguiu uma trajetória econômica inversa. Inicialmente, o programa resultou em uma forte recessão. Em 1980, o PIB declinou 5,2%, o primeiro resultado negativo de toda a história moderna da Coréia, ao mesmo tempo em que o déficit em transações correntes alcançava o recorde de 8,7% do PIB. Logo a seguir, a economia iniciou uma firme recuperação. A produção aumentou 6,2% em 19...

Fagner Enrique (PP) - Mário Pedrosa e o Golpe de 1964 I

  Fagner Enrique (PP) - Mário Pedrosa e o Golpe de 1964 :           287 - Sobre a inclinação de Rui Barbosa e Benjamin Constant, afirmou que esses primeiros homens da república visavam imitar os Estados Unidos, que teria inclusive crédito mais barato para o Brasil, e que o regime de 64 retoma um pouco disso. Vê-se, portanto, que a opção de uma parcela das classes dominantes brasileiras pela substituição da Europa pelos Estados Unidos, enquanto parceiro comercial exclusivo e modelo político, econômico e social a ser seguido, vem de longa data. 288 - Pedrosa, citando trechos de um discurso proferido por Roberto Campos, ministro do Planejamento do Governo Castelo Branco, no Comitê Interamericano Econômico e Social da Aliança (trata-se da Aliança para o Progresso do Presidente John Kennedy), escreve: “se pudesse […] o Dr. Campos daria ‘contornos de alta prioridade ao incremento da produção e produtividade agrícola’ e não ‘à promoção do desenvolvimento indus...

Dados e Fatos (Brasil) - Parte XVII

Joaquim Barbosa e Liberdade de Imprensa (Corte Americana) : 314 - Texto de Élio Gaspari, se imaginando William Rehnquist a escrever uma carta a JB. Um caras que presidiu a Suprema Corte por 19 anos e foi marcado pelo seu racismo. Este de 72 a 2005 na Corte. Ajudou a desmanchar o ativismo judicial. 315 - Imprensa e quebra de sigilo era o tema. O que ele defende? “ A censura será defendida sob o disfarce de sua condenação, desviando-se o debate para a questão de um sigilo que não foi quebrado pela imprensa. Bloquear a notícia não restabelece o sigilo, apenas estabelece a censura .” 315 - Responderam com uma carta de “Earl Warren”, o presidente do “ativismo judicial”. 316 - O que era o tal “ativismo judicial”? Warren explica: “ (...) sul racista, onde se manteve a segregação e se impediu o voto negro até um século depois da guerra civil. Réus indigentes passaram a ter direito a advogados gratuitos, confissões arrancadas em delegacias por policiais truculentos deixaram de ter validade...

Dados e Fatos (Brasil) - Parte II

    Um Retrato em Branco e Preto das Desigualdades Raciais : 24 - Marcelo Paixão mostra que a coisa vai muito além da escravidão. “ quando pegamos dados, lá pelos idos de 1950, verificamos que quase 70% da população negra no Brasil era analfabeta ”. 25 - Os dados são de 2006: Se a criança está na escola fora da série correta ou se ela está fora da escola, ela está inadequada ao sistema de ensino. No primeiro ciclo do ensino fundamental (7 a 10 anos), em 2006, 62,2% das crianças brancas estão adequadas; e entre as crianças negras o índice é de 52,2%, uma diferença de dez pontos percentuais. Analisando esse mesmo indicador com relação ao segundo ciclo do ensino fundamental (crianças de 10 a 14 anos), os índices são de 49,8% para crianças brancas e 33,1 entre as crianças negras. (...) Entre os 15 e 17 anos, esse indicador é de 37,4% entre os brancos e 19,3% entre os negros . 26 - No período estudado entre 1995 e 2006, a taxa bruta de escolaridade do ensino superior (popul...

Karl Marx - O Capital, Livro I - Capítulo XXV (Último!)

  XXIV - A Teoria Moderna da Colonização       555 – “Na Europa ocidental, a terra natal da Economia Política, o processo da acumulação primitiva está mais ou menos completado”.   556 – “De início, Wakefield descobriu nas colônias que a propriedade de dinheiro, meios de subsistência, máquinas e outros meios de produção ainda não faz de uma pessoa um capitalista se falta o complemento, o trabalhador assalariado, a outra pessoa, que é obrigada a vender a si mesma voluntariamente. Ele descobriu que o capital não é uma coisa, mas uma relação social entre pessoas intermediada por coisas ”. Marx fala do modelo de colonização inglesa nos EUA: fabricação de trabalhadores assalariados. Doutrina de Wakefleld.   557 – Enquanto o trabalhador tem meios de produção e pode se auto sustentar... Difícil existir capitalismo desenvolvido mesmo. Tem que haver o trabalhador assalariado “livre”. As emigrações para as colônias de ingleses achando que iam “fazer e acontece...

Karl Marx - O Capital, Livro I - Capítulo XXIII

  XXIII - A Lei Geral da Acumulação Capitalista       1. Demanda crescente de força de trabalho com a acumulação, com composição constante do capital     445 – Composição do capital = composição orgânica. Composição-valor. É o capital constante.   446 – “ Acumulação do capital é, portanto, multiplicação do proletariado .”    447 - Já em 1696 dizia John Bellers : “Se alguém tivesse 100 mil acres de terra e igual número de libras em dinheiro e em gado, o que seria esse homem rico sem o trabalhador, senão um trabalhador? E como os trabalhadores tornam pessoas ricas, então quanto mais trabalhadores houver, tanto mais ricos. (...) O trabalho dos pobres é a mina dos ricos”   448 – Mais um usando a natureza humana para justificar safadagem. Sir F. M. Eden (segundo Marx, o único discípulo significativo de A. Smith no Século XVIII): “ O que convém ao pobre não é uma situação abjeta ou servil, mas uma condição cômoda e liberal de d...