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Econ - Maurício Chalfin Coutinho - Incursões Marxistas (Economia Brasil)

  Anotações Sobre “ Economia Pura ” (Antigos V).   Pura entre aspas .     Obs.: Estes textos da pasta NÃO estão organizados por ordem de data. Ordem alfabética.   Maurício Chalfin Coutinho - Incursões Marxistas (Economia Brasil) : 1 – Defende que a economia política marxista não exerceu um impacto decisivo no pensamento econômico brasileiro . Cita Guido Mantega como autor que discorda sobre não haver essa influência. CEPAL é que comandou a parada e os “marxistas” teorizavam de acordo com os objetivos pragmáticos da orientação política, defende. A subordinação ao desenvolvimentismo revela também a pequena criatividade do marxismo brasileiro. 2 - Os trabalhos de Sergio Silva (1976), João Manuel Cardoso de Mello (1985) e Ignácio Rangel (2000) são três bons exemplos do que aqui se denomina de estudos de desenvolvimento econômico influenciados pelo marxismo. A temática destes trabalhos é a da industrialização; no caso de Rangel, trata-se de ensaios sobre as...

Econ - Debate de Economistas Brasileiros Sobre Fim do Socialismo (1990) III

 (continuação...) 139 - Ozéas Duarte:  Nessa concepção de sociedade, só se pode pensar o mercado tal como Lênin o concebeu, como recuo, mercado como sinônimo de capitalismo e como um recuo necessário numa situação histórica determinada.  (Ao que parece, ele está defendendo o mesmo agora). 140 - Maria Hermínia:  Eu obviamente penso que nós temos que abandonar a aposta na revolução. (...) Quando eu e a Lenina estivemos na União Soviética, os reformistas mais ardorosos, os reformistas mais empenhados diziam que queriam social-democracia. 141 - Vilmar Faria também é explícito: Resumindo:  seja por razões de natureza pragmática, seja por razões de natureza mais teórica, a minha conclusão pessoal é que o socialismo científico acabou. E a meu ver o ataque ao socialismo real não pode ser uma defesa acrítica do socialismo teórico, porque às vezes tenho a impressão de que é isso o que fazemos. Diante disso, quais as alternativas que se abrem, no meu modo de entender? A pr...

Econ - Debate de Economistas Brasileiros Sobre Fim do Socialismo (1990) II

 (continuação...) 131 - Coloca que a análise não deve almejar a autonomia do indivíduo no processo de trabalho e enfatiza a cooperação social e subordinação dela decorrente segundo ela:  A subordinação técnica e hierárquica continua. Aqui como em qualquer sociedade complexa imaginável. A idéia de quem quiser caçar caça é um completo absurdo. Isso de dizer que não vamos abrir mão da autonomia dos indivíduos não leva a nada. (...) vocês não vão imaginar que a gente vá regressar a uma sociedade primitiva em que quem quiser caçar caça, quem quiser pescar pesca. A complexidade da divisão social do trabalho é crescente e será crescente.  Daí vai defender inclusive um “mínimo de hierarquia”. Mais à frente: “ Eu considero que não há nenhuma sociedade, a partir do desenvolvimento tecnológico, em que a autonomia no processo de trabalho seja viável. Vou dar um exemplo. No Japão, as multinacionais e as grandes corporações organizam o processo de trabalho justamente sem autoritarismo ...

Econ - Debate de Economistas Brasileiros Sobre Fim do Socialismo (1990) I

  Debate de Economistas Brasileiros Sobre Fim do Socialismo (1990) : 123 - Singer afirma que o planejamento central além de não ter evitado ciclos de estagnação, ainda possivelmente desenvolveu as forças produtivas menos que o capitalismo. 124 - A igualdade - no tocante à hierarquia - era utópica. Ninguém conseguiu nem sequer tentar pôr em prática um sistema que fosse centralmente planejado e que garantisse a participação de todos nas decisões. 125 - Economia do planejamento: Ela tende a ser muito hierárquica e provavelmente muito coatora da liberdade, sobretudo individual, sem falar das liberdades políticas. 126 - Ele defende portanto, planejamento parcial. Acho que seria tipo o modelo chinês. Há atividades que têm produtos não padronizados, pela sua natureza. Tipicamente o vestuário, mas há muitos exemplos. Esse tipo de atividade é muito melhor coordenada por competição de mercado, e não por planejamento. Produtos padronizados — como produtos químicos, aço, cimento e tantos o...

Econ - Textos Variados XL

  Bastiat - O Pequeno Arsenal do Defensor do Livre-Comércio : 401 - Texto de 1845. Discussão bem superficial. Gostei desse raciocínio - e alguns outros que os liberais nunca fazem quando é contra si: Suponha que alguém lhe diga: "Mesmo concedendo que o sistema protecionista seja injusto, tudo foi organizado com base nele: o capital foi investido, direitos foram adquiridos; o sistema não pode ser mudado sem sofrimento." Responda: "Toda injustiça é lucrativa para alguém (exceto, talvez, a restrição, a qual no longo prazo não beneficia ninguém); expressar alarme quanto ao deslocamento que um fim à injustiça causa à pessoa que está lucrando com ela é o mesmo que dizer que uma injustiça, somente porque existiu por um momento, deva perdurar para sempre."   Belluzzo e Conceição - Capital Financeiro e Empresa Multinacional (Antigo) : 402 - Ensaio escrito em 1980 . 403 - A presença deste duplo movimento analítico na obra de Hilferding levou alguns autores, Sweezy entre...