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Livro: João Bernardo - Economia dos Conflitos Sociais - Capítulo 3 (PARTE "A")

                                                                             Livro: João Bernardo - Economia dos Conflitos Sociais Pgs. 170-197 " CAPÍTULO 3 : "Integração econômica " 131 - Cria os conceitos "condições gerais de produção" e "unidades particularizadas de produção":  Enquanto as CGP iniciam a generalidade das remodelações tecnológicas e dão aos seus efeitos o âmbito mais vasto possível, cada UPP limita-se a veicular tais efeitos ao longo da linha de produção em que diretamente se insere, e dessa apenas . Instituições repressivas, as de saúde, ensino, urbanismo e afins entram nas CGP. Há, ainda, energia, transportes, comunicações... Infraestruturas em geral. 132 - Repressão e mais-valia relativa:  Sob este ponto de vista, a distinção entre a mais-valia absoluta e a...

Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx III - Capítulos 20 e 21

   Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx - Livro Terceiro (Volume III, na verdade) Epistemologia, classes sociais e tecnologia em "O Capital" - Volume III III Seção: Classes sociais: Os gestores Pgs. 1-33: " CAPÍTULO 20 : "O papel econômico do Estado em 'O Capital' " 1 - Resumindo as primeiras páginas: o Estado não serve só para reprimir, mas também - e talvez principalmente - para organizar as "condições gerais de produção". 2 - .Na sequência, muita coisa que não concordo. Inclusive na crítica que fez a Poulantzas. Tudo que o Estado faz ou que acontece no capitalismo parece ser um "plano dos gestores". Curioso, já que JB enfatiza tanto a prática proletária. É como se essa fosse sempre ocultamente guiada pelo capitalismo em todas as suas reivindicações. 3 - Coloca quer Marx oscila - e cita trechos - entre considerar o Estado e suas leis como mera expressão de uma realidade econômica ou como um agente externo que atua sobre a me...

Livro: Paul Krugman - Introdução à Economia (2015) - Parte XI

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      Livro: Paul Krugman - Introdução à Economia (2015) - Parte XI Pgs. 338-386: 209 - Propriedade pública em vez de monopólio natural? Falha de mercado é substituída pela possibilidade de falha de governo (estatais podem descuidar dos custos e estagnarem tecnologicamente, além de seus contratos e prioridades correrem o risco de focar em medidas ineficientes economicamente e eficientes eleitoralmente). A vantagem certa é que maximizar a eficiência, buscando tão somente a redução de custo marginal, irá resultar em grandes excedentes do consumidor, já que a empresa não quer maximizar o lucro. 210 - Preço regulado corre alguns dos riscos das estatais também. Estagnação dos custos etc. Ademais, é muito difícil fixar preço de equilíbrio, o qual não irá gerar escassez nem carestia. A informação fornecida pelos produtores privados pode ser viciada. Tendem a exagerar custos e fornecer qualidade ruim para maximizar os lucros. 211 - Enfim, alguns defendem nada fazer com os monopól...

Livro: Paul Krugman - Introdução à Economia (2015) - Parte X

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      Livro: Paul Krugman - Introdução à Economia (2015) - Parte X Pgs. 323-337: 189 - O capítulo 13 é sobre outras estruturas de mercado, começando por Monopólios. Começa com a grande revelação, para mim, de que diamantes não são tão raros quanto várias outras pedras preciosas segundo os geólogos. Como os "De Beers" têm ou tinham praticamente o monopólio da coisa, controlando quase toda a oferta, tornam o bem artificialmente mais escasso que o normal a fim de fazer parecer a joia mais rara e cobiçada. Reforçando isso com marketing. Enfim, valorizam artificialmente a parada.  190 - Importante : para ser considerado um monopólio, não basta ser um só produtor. Também é requisito que o produto vendido não seja "diferenciado", ou seja, tem que ser um bem insubstituível na opinião dos consumidores do bem. Coca é meio que substituível (tem Pepsi e tal), então é competição oligopolista. Por isso que foi importante tornar o diamante algo "único". Não basta ser dif...

Karl Marx - Citação

  KARL MARX - Uma mera citação... Parágrafo único (quase isso): Isto aqui é uma mera citação que vi por aí. Que cada pessoa decida se ele está sendo por demais determinista, etapísta ou economicista ou se nada disso. Se é materialismo histórico-dialético em boa forma ou se nem existe isso. ... Ou mesmo se a citação é falsa ou mal traduzida. Enfim, as intermináveis discussões entre as correntes do marxismo:   “A minoria substitui a observação crítica pela intuição dogmática, a intuição materialista pela idealista. Para ela, a roda motora da revolução não são as circunstâncias reais, mas a vontade. Nós, ao contrário, dizemos aos operários: terão que passar por quinze, vinte, cinquenta anos de guerras civis e lutas entre os povos, e não apenas para transformar as circunstâncias, mas para transformar a vós mesmos, capacitando-os para o Poder, se não for assim, podemos deitar e dormer”. [i] [i] MARX, Carlos. “Dos alocuciones del Comite Central de la ‘Liga de los Justos’ a sus afili...

YT - TV Boitempo - Crise e legado da Revolução Russa | Zé Paulo Netto, Lenina Pommeranz e Luis Fernandes

  Crise e legado da Revolução Russa | Zé Paulo Netto, Lenina Pommeranz e Luis Fernandes 1 - Evento por ocasião dos cem anos da Revolução Russa. 2 - Só há transição socialista, para Paulo Netto, se há socialização do poder político (não da política... "todos podem participar", menos do que for decisivo). Conselhos, pluripartidarismo. Também é imprescindível a socialização da economia. Sovietes não poderiam ter definhado. Autogestão é necessária. Com planificação.  3 - Seriam os modelos soviéticos de alguma forma reformáveis por dentro? Nunca se conseguiu algo satisfatório nesse sentido. 4 - Pela fala dele, não parece possível sequer falar em Socialismo na URSS. 5 - Reflexão teórica de Lênin se transformou em ação política. O capitalismo entrava na fase imperialista, dinamizando outras partes do globo e gerando tensão entre essa dinâmica e a estrutura politica dessas periferias. Logo, o "elo fraco" tornava possível a tomada do poder. 6 - Coloca que o programa da Comun...

YT - Humberto Matos - BATE-PAPO COM FERNANDO HORTA SOBRE FASCISMO

  BATE-PAPO COM FERNANDO HORTA SOBRE FASCISMO 1 - A primeira característica do fascismo é a deslegitimação da política e dos políticos. O monstro do fascismo teria sido solto no Brasil e dá trabalho para reaprisionar.  2 - Os limites da democracia se tornam flexíveis e determinados grupos são desumanizados para banalizar o mal para viabilizar possíveis mortes. Alguns mereciam ir mesmo aos campos de concentração para os apoiadores do fascismo. 3 - Pequenos comportamentos legitimam depois o fascismo. Achar normal pequenas violências ou desumanizações. 4 - Fernando coloca que o conceito de totalitarismo é inútil e já foi abandonado nos EUA desde os 70. Apenas países periféricos usariam. Nem a Alemanha Nazista se encaixaria plenamente no conceito. 5 - Fernando crê que Trump é mais aproveitador que fascista. Até direitos LGBT já defendeu. 6 - Fascismo tem pé nos trabalhadores. São populares. Não é apenas a elite impondo. Não é à toa que até URSS, EUA e Churchill tivessem que se uni...

Econ - Debate de Economistas Brasileiros Sobre Fim do Socialismo (1990) II

 (continuação...) 131 - Coloca que a análise não deve almejar a autonomia do indivíduo no processo de trabalho e enfatiza a cooperação social e subordinação dela decorrente segundo ela:  A subordinação técnica e hierárquica continua. Aqui como em qualquer sociedade complexa imaginável. A idéia de quem quiser caçar caça é um completo absurdo. Isso de dizer que não vamos abrir mão da autonomia dos indivíduos não leva a nada. (...) vocês não vão imaginar que a gente vá regressar a uma sociedade primitiva em que quem quiser caçar caça, quem quiser pescar pesca. A complexidade da divisão social do trabalho é crescente e será crescente.  Daí vai defender inclusive um “mínimo de hierarquia”. Mais à frente: “ Eu considero que não há nenhuma sociedade, a partir do desenvolvimento tecnológico, em que a autonomia no processo de trabalho seja viável. Vou dar um exemplo. No Japão, as multinacionais e as grandes corporações organizam o processo de trabalho justamente sem autoritarismo ...

Gustavo Machado - Trotsky e a burocratização da URSS, O significado da revolução política (e outro sobre Silvia Federici)

  Gustavo Machado - Trotsky e a burocratização da URSS, O significado da revolução política : 146 - Levanta-se contra a interpretação de Chasin e outros de que Trotsky colocava a solução da URSS de Stálin por mera revolução política. Troca dos pastores para retomada do caminho certo. 147 - Como se sabe, em 1926, dois importantes líderes da revolução de outubro (Zinoviev e Kamenev) rompem com Stalin e se aliam a Trotsky, em uma coalizão que ficou conhecida como oposição unificada . Kamenev era bastante otimista quanto ao próximo Congresso, que bastava Trotsky querer enfrentar. Resposta dele a Kamenev: “ Não me sinto em absoluto fatigado, porém penso que devemos nos armar de paciência por um tempo bastante considerável, por todo um período histórico. Não é questão hoje de lutar pelo poder, mas de se prepararem os instrumentos ideológicos e de organizar a luta pelo poder em benefício de um novo impulso da revolução. Quando sobrevirá este novo impulso, não o sei ”. (...) Aponta, ass...

Maurício Tragtenberg - Textos Diversos V

  Franz Kafka : 363 - Único texto que não lerei de todo meu planejamento, pois já vi que é spoiler. Deixa pra depois de Kafka.   Introdução ao Leitor Brasileiro : 364 - Universidade e Ditadura. A avaliação dos currículos dependia de parecer de Assessorias de Segurança e Informação que não constavam dos processos de contratação. Foi quando a delação se constituiu para muitos em estratégias de ascensão universitária. 365 - Trata-se de uma introdução a um texto de Weber sobre universidade. 366 - O texto de Weber é atual, pois, com a Nova República, Assembléia Nacional Constituinte e tudo o mais, a Unicamp teve seu campus invadido por tropas militares à procura de um professor para detê-lo. Nem nos piores tempos da ditadura militar o campus da Unicamp sofreu invasão. 367 - Weber denunciando os limites “internos” da universidade à livre-ciência no caso da perseguição a Michels: Weber pensou que isso se devia à incontida sinceridade com que Michels havia criticado a situação...

Luis Felipe Miguel - Elementos Para Uma Teoria Ampliada da Representação Política II e outro

 (continuação...) 245 - A crítica que se faz ao conceito de ideologia é o de supor o “observador privilegiado”, o que pode conduzir a políticas nefastas e autoritárias, como mostra a experiência da URSS. O partido sabia o que era melhor para os atingidos. A “consciência correta”. 246 -  Convém notar que, na prática cotidiana, o preceito da inexistência do observador privilegiado é, com certa freqüência, deixado de lado. Julgamos legítimo intervir, por exemplo, para impedir um ato de automutilação ou um suicídio, da mesma forma como obrigamos as crianças a comer verduras ou ir à escola. 247 - Alguns entendem que a representação seria mais adequada se pretendesse repetir os diversos critérios de classificação (classe, gênero, raça, renda) do macrocosmo no microcosmo que numa eleição “livre”. Cotas e até sorteio de representantes baseadas nelas poderiam entrar aqui. 248 - Mídia e controle da agenda pública:  Há um forte incentivo para que as intervenções e os projetos dos pa...

Cecília Lima de Queiros Mattoso - Classes Sociais (Sobre a C e D)

  Cecília Lima de Queiros Mattoso - Classes Sociais (Sobre a C e D) : 103 - Diz que o conceito pré-moderno de classe era estático e servia às classificações úteis ao Império Romano. Só mais tarde deixaria de ter relação com o nascimento. 104 - Weber ia além de Marx no número de classes: Para Weber, o tipo de oportunidade no mercado é decisivo para o destino de um indivíduo. Nas bases dessa definição, Weber distinguia dois tipos de classes privilegiadas: as classes proprietárias (donos de terras, prédios, pessoas etc) e as classes comerciais (pessoas que possuem bens, serviços e habilidades que podem ser oferecidas no mercado, como banqueiros, mercantilistas etc). As classes desprivilegiadas podiam ser divididas em três: as qualificadas, semiqualificadas e sem qualificação . (...) Ele percebia quatro classes: a classe trabalhadora, a pequena burguesia, os especialistas e a classe privilegiada. 105 - Ainda Weber: Ele identificava três construtos ou dimensões de desigualdade: 1) cl...

PP - Textos Diversos XXXVII

  Tomás Holguín (PP) - Autodefesas e Polícias Comunitárias no Méxicos : 1134 - Uma realidade dos municípios de vocação rural (2014): Atualmente temos uma presença de grupos de autodefesas ou polícias comunitárias em pelo menos 11 estados da república, ou seja, em pelo menos 106 municípios de nosso país, os quais ocupam 5,11% da área total do México. (...) Uma pesquisa revela que 58% da população de Michoacán aprova a existência das autodefesas comunitárias. (...) Em Guerrero as polícias comunitárias recebem o apoio de parte da população por meio de doações voluntárias de 200 ou 300 pesos mexicanos, que a faz com gosto, comparando que antes tinha que pagar cotas ao crime organizado de 1.000 ou 2.000 pesos mexicanos. Dizem resolver quase todo o problema da criminalidade. (...) e toda forma eles fundamentam estas ações na própria constituição mexicana (artigo 39, “O povo tem o inalienável direito de modificar ou trocar seu governo”). 1135 - Governo criou isso. Com a desculpa menti...