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Livro: Hunt, E. K. - História do Pensamento Econômico - Capítulo 11

                  Livro: Hunt, E. K. - História do Pensamento Econômico Pgs. 403-444 " CAPÍTULO 11 : "Teorias Neoclássicas da Firma e da Distribuição de Renda "   A Contribuição de Marshall à Teoria da Utilidade e à Teoria da Demanda 321 - Basicamente um aperfeiçoamento da noção de utilidade marginal. Foi o que achei.  Além de explicar a determinação de uma curva de demanda partindo de uma curva de utilidade, Marshall definiu e elaborou a noção da “elasticidade-preço da demanda”, definiu e discutiu sua noção de “excedente do consumidor” e mostrou como circunstâncias excepcionais poderiam levar a uma curva de demanda positivamente inclinada . 322 - Como era muito cínica a "teoria da abstinência" que Senior usava, Marshall preferia outra palavra:  Marshall esperava poder evitar esse embaraço substituindo a palavra abstinência por espera . Era o "sacrifício" da espera do consumo. Simetria entre as Teorias Neoclássicas da Família e...

Livro: Hunt, E. K. - História do Pensamento Econômico - Capítulo 10

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                 Livro: Hunt, E. K. - História do Pensamento Econômico Pgs. 355-402 " CAPÍTULO 10 : "O Triunfo do Utilitarismo " A Economia de Jevons, Menger e Walras 283 - Período entre 1840 e 1870:  Desenvolveu-se, na Europa e na América do Norte, um mercado financeiro grande e bem-organizado, que conseguia canalizar muito bem os pequenos recursos de capital de milhares de indivíduos e de pequenas firmas para as mãos das grandes sociedades anônimas . 284 - Hunt diminui um pouco a "revolução marginalista": ... o grande significado das ideias de J evons, Menger e Walras estava em como eles mudaram a forma da economia utilitarista e não em qualquer grande mudança em seu conteúdo. O marginalismo permitiu que a visão utilitarista da natureza humana, que era considerada somente uma maximização racional e calculista da utilidade, fosse formulada em termos de cálculo diferencial . A Teoria da Utilidade Marginal e da Troca, de Jevons 285 -...

Econ - Ricardo Luis Chaves Feijó - Repensando a Revolução (Aspas) Marginalista V

 (continuação)... 162 - De toda forma, valor, que subordina o objetivo e o subjetivo, será, em Menger: “ um juízo que as pessoas envolvidas em atividades econômicas fazem sobre a importância dos bens de que dispõem para a conservação de sua vida e de seu bem-estar" e portanto "só existe na consciência das pessoas em questão” . (...)  Menger e seus discípulos Bõhm-Bawerk e Wieser diferenciam o valor de troca puramente objetivo do valor de troca subjetivo. O bem tem duas importâncias subjetivas: pode ser usufruído diretamente e a coisa dada em troca dele pode ser usufruída. O valor subjetivo conteria esses dois ramos distintos de valor de uso e valor de troca subjetivo. Como na sociedade sempre há alguma troca de bens, todo bem adquire um segundo valor subjetivo possível, como uma forma de troca com outros bens ou como uma potencialidade para se obter outros bens. A troca é precedida da comparação e escolha entre esses dois valores. O valor subjetivo total do bem é determinado ...

Econ - Ricardo Luis Chaves Feijó - Repensando a Revolução (Aspas) Marginalista IV

 (continuação...) 156 - Menger chamava seu método de genética-causal (tem até uma coincidência com Marx, embora no geral o método seja diferente e até antagônico): “ Na exposição que segue procuramos reduzir os complexos fenômenos da economia humana aos elementos mais simples, ainda acessíveis à observação segura, dar a cada um desses elementos simples o peso que por natureza lhes cabe e, com base nisso, investigar novamente como os fenômenos mais complexos evoluem novamente a partir de seus elementos mais simples ”. Cf. Menger (1988, p. 30). 157 - Ainda Menger: …  à teoria pura, cabe investigar o valor; os preços são fenômenos aleatórios que devem ser estudados pela estatística. (...) Mas a discussão do valor é apenas o capítulo III do Grundsätze. O livro de Menger expõe outros elementos antes e depois desse capítulo, que são vistos como verbalização excessiva ou fatos óbvios pelos leitores não acostumados a percorrer em profundidade o saber econômico e filosófico, preocupado...

Econ - Ricardo Luis Chaves Feijó - Repensando a Revolução (Aspas) Marginalista III

 (continuação...) 150 -  Eles estavam inseridos em contextos culturais muito distintos, ligados a raízes filosóficas inteiramente díspares: o utilitarismo na Inglaterra, a filosofia aristotélica na Áustria e a filosofia cartesiana na Suíça.  O neokantismo não influenciou muito Menger, afirma. 151 -  Leon Walras seguiu o pai em sendo também um reformador social. Suas idéias sociais tinham afinidades com as de Mill, Henry George e os fabianos. Ele clamava pela nacionalização das terras - o Estado deveria comprá-las de seus proprietários . Queria que a renda da terra substituísse os impostos. (...)  Screpanti (1995, p.170) diz que Walras era a favor de um moderado reformismo socioeconómico, misturando liberalismo com intervenção do Estado. Ele considerou a si mesmo um "socialista científico". Entre as medidas intervencionistas que defendia consta também a nacionalização dos monopólios naturais, a intervenção das autoridades monetárias para estabilizar os preços e o...

Econ - Ricardo Luis Chaves Feijó - Repensando a Revolução (Aspas) Marginalista II

(continuação...) 142 -  O núcleo abstrato da teoria trata de um objeto tido como "natural" e regido por leis naturais. Jevons e Walras vêem essas leis como se elas tivessem um substrato psicológico, embora só Jevons tenha aplicado as idéias de Bentham na investigação dos elementos psicológicos, Walras mais os assume do que os investiga e Menger trata não da psicologia do consumidor, mas das relações naturais "exatas" que se estabelecem entre a estrutura das necessidades e os bens. 143 -  Levaria mais de uma década para receber uma acolhida maior por parte de importantes economistas.  (Ou seja, lá pelos anos 80 do Século XIX). (...)  Blaug (1972, p.274) narra-nos, citando Howey (1960, caps. 26 e 27), que a revolução marginalista permaneceu desconhecida a seus contemporâneos e que só na passagem do século o termo se tornou mais freqüente entre historiadores do pensamento econômico. Para Blaug (Idem, p. 277), não se trata de revolução mas de mudança gradual. Para Hutch...

Econ - Ricardo Luis Chaves Feijó - Repensando a Revolução (Aspas) Marginalista I

Ricardo Luis Chaves Feijó - Repensando a Revolução (Aspas) Marginalista : 131 - Revista de 1998 da UFRGS. Contesta que exista uma “revolução teórica”. O autor tem livros sobre temas diversos, inclusive HPE. Tem livro também sobre Escola Austríaca. 132 - Walras, Jevons e Menger: não há homogeneidade entre suas obras , o que têm em comum é repudiar a teoria clássica. Repúdio que já não era novo. 133 - A ideia de “revolução” marginalista surgiu em livro de 1911. Mais: Muito antes de Kuhn (Thomas), os historiadores do pensamento econômico utilizaram o conceito de revolução para descrever certos períodos na evolução das idéias econômicas . 134 - Ainda sobre o que há de comum: a) centro da atenção é a eficiência alocativa, mais que o crescimento econômico; b) A noção de utilidade passa a fazer parte ativa na teoria do valor ; c) somem classes e ficam apenas agentes individuais. 135 - Só Jevons tenta calcular prazer e dor. 136 - O uso da matemática na solução de problemas alocativos s...

Econ - Textos Variados VI (Blog Conhecimento Econômico)

 (continuação...) 247 - Sobre valor-trabalho: em Menger, os bens finais (mercadorias) são os “inferiores” e os de capital são os “superiores”.  Ele explica que não é o valor do bem de ordem superior que define o valor dos bens de ordens inferiores, mas o inverso que acontece. Na verdade a relevância dos itens de ordem inferior é que daria valor aos bens de ordem superior. No caso também, a utilidade previsível e a necessidade humana dos bens de ordens inferiores é que fazem o bem de ordem superior (no caso a ferramentaria e os bens de capital) terem utilidade, e consequentemente – segundo ele -, valor. 248 - Afirma, não sei se com razão, que Menger utiliza uma teoria do valor na produção e outra no consumo, o que seria absurdo.  O valor subjetivo tem caráter individual, o que faria cada pessoa ter uma teoria do valor diferente para uma mesma mercadoria e para cada mercadoria diferente, evidentemente não servindo para definir uma teoria única do valor. Uma contradição clar...