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Manolo (PP) - Os Anarquistas e a Geografia Urbana (Kropotkin e Reclus)

  Manolo (PP) - Os Anarquistas e a Geografia Urbana (Kropotkin e Reclus) : 567 - Ambos são da primeira onda do anarquismo (1860-1930), antes deste ser desmantelado provisoriamente (até 1960) pelos inimigos de todo espectro que chegaram ao poder entre 1917 e 1930. (...) Kropotkin e Reclus chegam à conclusão de que as cidades são um lugar de encontros e um espaço fértil para atuação política, por terem sido os lugares onde surgiram os embriões da democracia moderna. 568 - O príncipe rejeitou seu título nobre e se filiou a uma seção da AIT em 1872. Foi preso em 74 e passou por vários países até voltar à Rússia apenas em 1917 para colaborar com o processo revolucionário, mas a escalada dos bolcheviques ao poder através de um golpe de Estado fê-lo crítico acerbo desta forma de condução de um processo revolucionário – em conformidade com sua longa crítica a qualquer governo, mesmo revolucionário . 569 - Manolo defende que, ao contrário do que se diz por aí, a questão urbana não é s...

Kant, Immanuel - Que é o iluminismo? (1784)

  FICHAMENTO não foi feito por mim FICHAMENTO   TEXTO   Resposta à pergunta: Que é o iluminismo? (1784). Kant, Immanuel.   1 - Kant, utilizando o axioma latino “ sapere aude !” - numa das traduções possíveis: “ouse conhecer” -, provoca o ser humano a abandonar sua “menoridade” a fim de se guiar por seus próprios entendimentos. Seria, assim, a “ palavra de ordem ” do Iluminismo (p. 1 ). Exceção feita apenas aos que apresentassem dificuldades de entendimento.   2 - Culpa a preguiça e covardia pelo comportamento passivo de grande parte dos homens, que acabam sendo “tutelados” por outros. “Se eu tiver um livro que tem entendimento por mim, um director espiritual que em vez de mim tem consciência moral, um médico que por mim decide da dieta, etc., então não preciso de eu próprio me esforçar. (...) É, pois, difícil a cada homem desprender-se da menoridade que para ele se tomou quase uma natureza. Até lhe ganhou amor e é por agora realmente incapaz de...

HOBBES E LOCKE: duas propostas políticas para a guerra civil inglesa (sec. XVII)

     FICHAMENTO e, depois, RELATÓRIO DE LEITURA (não foram feitos por mim) TEXTO   ARAÚJO, Cletiane Medeiros; COSTA, Saulo Felipe; MELO, Vilma Felipe Costa de. HOBBES E LOCKE: duas propostas políticas para a guerra civil inglesa (sec. XVII). Problemata: R. Intern. Fil. Vol. 02. No. 02. (2011), pp. 196-227.   Primeiro… O FICHAMENTO   1 - O artigo se propõe a analisar o pensamento político de Thomas   Hobbes e John Locke, autores que viveram os anos da Guerra Civil Inglesa, que, como é sabido, culminou na “ Revolução Gloriosa ”, responsável pela constituição da “ primeira monarquia parlamentarista do mundo ” (p. 197).   2 - Em Hobbes, há uma tendência humana à discórdia e combate de todos contra todos. Esse seria o “estado de natureza” e teria no mínimo três grandes motivadores inseridos na natureza do homem: a competição; a desconfiança; e a glória. Para contornar isso, garantindo-se a paz e a vida, apenas a instituição de um organ...

Cap. 10. “Os princípios do luteranismo”. In: As fundações do pensamento político moderno. (Skinner)

    FICHAMENTO e, depois, RELATÓRIO DE LEITURA (não foram feitos por mim) TEXTO   Cap. 10. “Os princípios do luteranismo”. In: As fundações do pensamento político moderno. Skinner, Quentin. São Paulo: Companhia das Letras. 1996.   Primeiro… O FICHAMENTO   1 - Skinner considera um erro começar a história da Reforma luterana pela célebre afixação das 95 teses na porta da igreja do Castelo, em Wittenberg, evento que marcaria tão somente o meio - ou no máximo o apogeu - de um processo que se iniciou já quando Lutero assumiu a cátedra de teologia da universidade local.   2 - O homem, em Lutero, é decaído, condenado ao pecado e à incapacidade de entender os desígnios de Deus (o “Deus escondido”). Em polêmica com Erasmo, que inicialmente parecia ser um aliado, Lutero assumiu uma postura anti-humanista e rejeitou a possibilidade de a razão humana desvelar como Deus quer que as pessoas ajam. Concebe o ser humano como uma criatura abandonada pe...

O Homem do Século XVI (FEBVRE, Lucien)

   FICHAMENTO e, depois, RELATÓRIO DE LEITURA (não foram feitos por mim) “O Homem do Século XVI”. FEBVRE, Lucien.   1 - Trata-se de uma conferência realizada na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP em 2 de setembro de 1949.   2 - Afirma que desde a Renascença, o homem, graças aos descobrimentos da ciência, teve que ser colocado no mesmo terreno das demais criaturas que estão sujeitas às leis da natureza e não a qualquer outra especial como queria o cristianismo. Adaptando-se e se transformando lentamente, a religião não deixará de ressaltar, porém, a autonomia de consciência, a qual difere moralmente o ser humano.   3 - Coloca a necessidade de a História se ocupar não apenas das obras - e muitas vezes apenas no sentido negativo - dos homens, mas do próprio homem, o qual, ao contrário do que se costuma dizer, não é sempre o mesmo. Pelo contrário, muda profundamente de época para época, como não poderia deixar de ser tendo em vista as mud...