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Livro: João Bernardo - Economia dos Conflitos Sociais - Capítulo 3 (PARTE "B")

                                                                              Livro: João Bernardo - Economia dos Conflitos Sociais (...)  Pgs. 198-234 " CAPÍTULO 3 : "Integração econômica " 151 - JB coloca, ao que lembro com razão, que Marx, por vezes, não foi cem por cento coerente nas exemplificações sobre trabalho produtivo e improdutivo. É muito difundida entre várias correntes marxistas a definição que considera como improdutivos aqueles trabalhadores inseridos em processos cujo output não regresse, enquanto input, aos ciclos de produção; e também na obra de Marx podem encontrar-se algumas afirmações neste sentido. O trabalho produtivo se classificaria, então, não como o produtor de mais-valia, mas como o produtor dos inputs dos processos de produção . 152 - ... Di...

YT - Schopenhauer | O Mundo Como Vontade e Representação

  Schopenhauer | O Mundo Como Vontade e Representação 1 - "O mundo é minha representação". A coisa em si (coberta pelo "véu de Maia" dos orientais, cita Schopenhauer), em Kant, é o "nômeno". A coisa para si, o "fenômeno". Não conhecemos o sol em si, mas o sol tal como ele se apresenta aos nossos sentidos. É a representação. 2 - Enquadra tempo e espaço em intuições, por exemplo. Intuição tempo e intuição espaço.  3 - Há algo "inconsciente" que rege as representações (Schopenhauer é precursor dessa ideia de inconsciente, não com a palavra), que é a vontade. A vontade cria a ideia. Não estamos plenamente controlando nossas ações e pensamentos.  4 - A vontade é "cego robusto" que carrega um aleijado que enxerga.  5 - A natureza é terrível para o indivíduo e ótima para a espécie. A vontade nos faz casar (ele vê como sacrifício).  6 - A vontade é satisfeita sempre de forma passageira. Não há exatamente como ser feliz. O paraíso seri...

YT - O que é Pós-modernismo?

  O que é Pós-modernismo? 1 - Daniel coloca que essa contraposição à modernidade teve diferentes significados inicialmente (antes da elaboração sistematizada de Lyotard - A condição pós-moderna em 1979).  2 - Inicia o vídeo dizendo que palavras como "liberalismo" (formulada durante a luta contra Napoleão), "modernismo" (formulada na Nicarágua por Ruben Dario) foram fundadas na língua espanhola. Outro poeta, que viveu a guerra civil espanhola, foi o primeiro a usar "pós-modernismo". Seriam os modernistas mais conservadores, que apoiavam os fascistas. Eram adversários dos ultramodernistas, como Lorca, Borges e Neruda. 3 - Outro uso intermediário do contemporâneo para o pós-modernismo foi a ideia de que o Estado ganhava força sobre a burguesia. Seria a era "pós-moderna". O avanço do "socialismo". 4 - O poeta Charles Olson usava o termo em sentido positivo. A superação da modernidade. O principal representante disso seria o maoísmo (no futu...

Marx - Para Uma Crítica da Economia Política II

 (continuação...) 475 - Critica a filosofia da consciência:  Assim, para a consistência filosófica - que considera que o pensamento que concebe é o homem real, e que, portanto, o mundo só é real quando concebido-para esta consciência, é o movimento das categorias que lhe aparece com um verdadeiro ato de produção (o qual recebe do exterior um pequeno impulso, coisa que esta consciência só muito a contra gosto admite> que produz o mundo. 475 - A “totalidade concreta”: ... não é de modo nenhum, porém, produto do conceito que pensa e se gera a si próprio e que atua fora e acima da intuição e da representação; pelo contrário, é um produto do trabalho de elaboração, que transforma a intuição e a representação em conceitos . 477 - Lembra que desde a Antiguidade que existe dinheiro.  O dinheiro pode existir, e de fato existiu historicamente, antes do capital, dos bancos, do trabalho assalariado, etc.; deste ponto de vista pode afirmar-se que a categoria mais simples pode expri...

Econ - Textos Variados XXXIV (CCE)

Isabela Nogueira - Sobre Finlândia : 166 - Passou um período lá. Das manifestações estudantis para que estrangeiros não paguem taxas nas universidades públicas, passando pela importante uniformidade salarial, política de migração digna, auxílio-desemprego e acesso livre aos bens públicos (gratuitos ou quase), a sensação era de forte preocupação com a dignidade humana . 167 - Afirma que o Estado dava ampla proteção social se as pessoas seguissem algumas obrigações (para o próprio bem pessoal e coletivo). Por exemplo, levar recém-nascidos e crianças para acompanhamento e aconselhamento constante nas redes de saúde. Coisa do tipo. 168 - Vida longa ao subdesenvolvimento, prega sarcasticamente, já que na Finlândia...: Esqueça a roupa limpa e a casa cheirosa que a dona Maria deixa semanalmente para você por menos de 1% do seu salário. E o conserto da pia que o Manoel faz por uma cervejinha? (...) Suas unhas então, que depressão… Quando você for ao cinema, quem cuida dos bebês, me diz? Ad...

Econ - Blog Conhecimento Econômico - A teoria do valor

  Blog Conhecimento Econômico - A teoria do valor : 224 - O mesmo Ricardo fala logo no comecinho da obra sobre casos específicos de quadros valiosos (obras de arte, no caso), moedas raras, vinhos escassos (produzidos com uvas raras), etc. Porém, o grosso das mercadorias seria determinado, segundo ele, por trabalho necessário à produção (que eu chamo de “trabalho demandado”). Assim, a leitura de Ricardo, você poderá confirmar logo adiante nesse mesmo texto, refuta a ideia central (e absurda) da teoria do valor de Eugene Von Bohm-Bawerk . 225 - Marx escreve que algo pode ter valor-de-uso sem ter necessariamente valor, como: o ar, a terra, a água, o mar, enfim, grandezas naturais úteis ao ser humano. Mas por que não são valor? Porque não possuem trabalho social médio “cristalizados” (ele utiliza essa expressão). 226 - A teoria dos “riscos do capitalista” é ridícula. Primeiro que o lucro é a regra. Segundo que “ os trabalhadores em geral correm vários riscos sim (de perder o empr...

Maurício Tragtenberg - Textos Diversos I

  SEÇÃO MAURÍCIO TRAGTENBERG   A Censura e o Complô das Belas Almas : 298 - Critica que possa haver uma boa censura. Esta pressupõe sempre minoria dominante e maioria dominada. Não aborda as exceções que dificultam a discussão (18 anos para pornô, sei lá). No geral, está certo.   A Democratização e a Representação Discente : 299 - A reformulação do âmbito de representação de setores da comunidade acadêmica com a passagem de 1/10 a 1/3 da representação caminha paralela ao desgaste do atual regime político-militar que, através de uma auto-reformulação procura manter-se . Um décimo é na representação nos órgãos. Um terço é nos votos. 300 - Eis que parece-nos limitada a luta pela simples suplementação de verbas, sem que o controle sobre as mesmas seja exercido pelos legítimos representantes da comunidade acadêmica. Quem sabe se a exigência de prestação de contas da burocracia universitária à comunidade acadêmica das verbas estatais que manipula, não possa se constitui...

Filosofia - Textos Diversos LXXIV - Thomas Mann - Schopenhauer

    Thomas Mann - Schopenhauer : 585 - Platão e cristianismo. Perfeição quase inalcançável. … a filosofia de Platão mostra o parentesco e a aliança entre a ciência e o ascetismo moral . 586 - Kant: Toda a nossa experiência do mundo -dizia ele - está submetida a três leis e condições que são as "formas em que necessariamente se elabora todo o nosso conhecimento. Chamam-se tempo, espaço, causalidade. Mas não apreendem o mundo tal como ele pode ser em si e por si, independentemente de nosso esforço por percebê-lo, a "coisa em si"; atêm-se somente à sua aparência fenomenal, porque não são mais que as formas de nosso conhecimento. 587 - Em Schopenhauer, a vontade cria tudo. A vontade de vida. A inteligência vem em segundo lugar. Instrumento da primeira. 588 - Todos os compêndios nos ensinam que Schopenhauer foi em primeiro lugar o filósofo da vontade e, em segundo lugar, o do pessimismo. Mas, não há primeiro nem segundo; as duas coisas não são mais que uma: ê1e foi ...

Filosofia - Textos Diversos XXX - Hannah Arendt - A Crise da Cultura

  Hannah Arendt - A Crise da Cultura : 486 - A Europa é mais irritantemente esnobe culturalmente que os EUA, escreve. Coloca que mais pessoas passaram progressivamente a ter mais tempo para lazer (cultura de massa). 487 - A "boa" sociedade, na forma em que a conhecemos nos séculos XVIII e XIX, originou-se provavelmente das cortes europeias do período absolutista, e sobretudo da corte de Luís XIV, que soube reduzir tão bem a nobreza da França à insignificância política mediante o simples expediente de reuni-los em Versalhes, transformá-los em cortesãos e fazê-los se entreter mutuamente com as intrigas, tramas e bisbilhotices intermináveis engendradas inevitavelmente por essa perpétua festa. 488 - Coloca que antes a sociedade era apenas esses salões da vida, que Robespierre e companhia denunciavam como hipócritas. Depois é que veio a sociedade de massas. 489 - O cara que usa um lindo quadro para tapar buraco na p...

Filosofia - Textos Diversos XXV - Freud - Textos Selecionados

  Freud - Textos Selecionados : 402 - Nem tudo é razão. Temos impulsos. Talvez tudo isto não tivesse nada de novo em si. Mas Freud mostrou que essas necessidades básicas podiam vir à tona disfarçadas e tão modificadas que não seríamos capazes de reconhecer sua origem. 403 - Fazia uma arqueologia da alma para escavar o passado. 404 - O bebê é puro “id”. Aí vem o princípio da realidade (ou seja, à necessidade de encontrar objetos que possam satisfazer ao id sem transgredir as exigências do superego ) e com ele o ego. Passamos a reprimir nossos desejos. O superego é a repressão que vem de fora. Repressão aos desejos (isso é feio) gera neuroses e pode virar uma histeria. O autor cita o exemplo da mulher que tinha uma irmã e se apaixonou pelo cunhado. Assim que a irmã morreu pensou que agora era livre pra casar com ele. Viu o quanto isso era horrível e reprimiu até esquecer que houve isso. 405 - Não podemos ter presente em nossa consciência, o tempo todo, todas as experiências que...

Filosofia - Textos Diversos III

  Althusser - Sobre Brecht e Marx : 48 - Texto de 1968. 49 - A filosofia e o teatro são fundamentalmente determinados pela política, e, contudo, fazem todos seus esforços para eclipsar essa determinação, para negar essa determinação, para fingir que escapam à política. 50 - Coloca que Marx e Brecht deixaram claro que a filosofia e o teatro que se dizem apolítico fazem sim política. 51 - Tudo isso não significa identidade entre teatro/filosofia e política. Trata-se de influência. 52 - Faz uma série de comentários técnicos sobre teatro dos quais não entendo muito.                   Alvaro Bianchi - Lenin e a Filosofia, Notas Para Uma Leitura Metodológica: 53 - A ortodoxia marxista para Lukacs estaria no método. O análise da “unidade concreta do todo” contra o fetichismo das formas econômicas e reificação das relações sociais. 54 - Enfim, a totalidade concreta seria a categoria fundamenta...