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Mostrando postagens com o rótulo Inercial

Livro: Marcelo de Paiva Abreu - A Ordem do Progresso (2014) - Capítulo 14

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                                Livro: Marcelo de Paiva Abreu - A Ordem do Progresso (2014) Pgs. 295-326 " CAPÍTULO 14 : "A ÓPERA DOS TRÊS CRUZADOS, 1985-1990 " 335 - Texto de Eduardo Marco Modiano.  A inflação brasileira parecia ter propriedades específicas e uma dinâmica própria, resistindo às pressões deflacionárias da recessão e do desemprego . (...) O primeiro grande salto da inflação ocorreu em fins de 1979. O segundo choque do petróleo, a política interna de fixação de “preços realistas” e o simultâneo aumento da frequência dos reajustes salariais de anual para semestral, dobraram a taxa de inflação, que passou de 50% para 100% ao ano. O segundo grande salto da taxa de inflação aconteceu em 1983, impulsionado por uma maxidesvalorização de 30% do cruzeiro em fevereiro.2 Foi, então, alcançado o patamar de 200% ao ano . Passam a ganhar atenção as teorias de inflação inercial: 336 - ... E...

Livro: Marcelo de Paiva Abreu - A Ordem do Progresso (2014) - Capítulo 13

                               Livro: Marcelo de Paiva Abreu - A Ordem do Progresso (2014) Pgs. 277-294 " CAPÍTULO 13 : "AJUSTE EXTERNO E DESEQUILÍBRIO INTERNO, 1980-1984 " 315 - Dois autores aqui. Texto de Dionísio Dias Carneiro e Eduardo Marco Modiano.  A dificuldade de renovação de empréstimos evidenciava que já não havia disposição dos credores internacionais para financiar um ajuste sem pesados custos internos no curto prazo. (...)   Do final de 1980 a meados de 1984, as linhas gerais de política macroeconômica passaram a ser ditadas pela disponibilidade de financiamento externo . 316 - Período "tudo por divisas" - 81/82:  A lógica dessa política é fazer com que a queda da demanda interna tome as atividades exportadoras mais atraentes, ao mesmo tempo que reduz as importações . Vieram o arrocho salarial (regras de reajuste mais rígidas) e controle de gastos (corte de inves...

Livro: Fabio Giambiagi... - Economia Brasileira Contemporânea (1945-2010) - Capítulo 5

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                                                                                                           Livro: Fabio Giambiagi... - Economia Brasileira Contemporânea (1945-2010) Pgs. 115-148 " CAPÍTULO 5 : "Esperança, Frustração e Aprendizado: A História da Nova República (1985-1989) " 115 - Texto aqui de Lavínia Barros de Castro.  116 - O ano de 1984 contava com um cenário externo positivo e alívio nas contas externas trazido pela maxidesvalorização e maturação dos investimentos do II PND. O preço do petróleo e o juros dos países caiam. A economia voltava a crescer forte, até pela recuperação de boa parte do hiato. O déficit fiscal também tinha caído bastante. Problema agora eram a inflação - 224% em 1984 e ...

YT - Ep.06 da série 'ECONOMIA BRASILEIRA' : 1986 – 1987 – Plano Cruzado e reformas

  Ep. 06 da série 'ECONOMIA BRASILEIRA' : 1986 – 1987 – Plano Cruzado e reformas 1 - O novo golpe não veio. A legitimidade veio com o fim da inflação. Por uns meses... 2 - Não dava para fazer um plano ortodoxo para domar a inflação. Seria pedir um golpe. Ademais, poderia não resolver (como não resolveu em Figueiredo) o problema principal: a indexação da economia. Austeridade nenhuma dava jeito. Podia fazer a que quisesse. 3 - ... Inflação inercial: a origem desta era tributária. Em 1964, criou-se um sistema de indexação generalizada baseada na correção monetária. Impostos e rendimentos financeiras eram indexados à inflação. Naturalmente isso se espalhava para as rendas do trabalho. Mário Simonsen já falava em 1970 desse problema. Em tese, era um jeito de conviver bem com a inflação que acabou se mostrando, mais tarde, um problema. Como reduzir a inflação se fosse necessário? Como parar tal inércia?  4 - ... O "remédio" correção monetária via criando práticas informais...

Econ - Agenor Castoldi - Texto IX (Parte 4)

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 (continuação...) 240 - Vieram os inercialistas:  a primeira coisa que fizeram foi distinguir os fatores aceleradores, mantenedores e sancionadores da inflação . Colocavam que as três ou quatro teorias anteriores só focavam nos fatores aceleradores: (a) pontos de estrangulamento de oferta e conflitos distributivos, (b) excesso de gasto público ou (c) excesso de quantidade de moeda gerada por déficit público. 241 - …  Com a indexação informal, realizada por reajustes defasados ou assincrônicos, os preços relativos vão sendo continuamente equilibrados e desequilibrados. Não há nenhum ponto de equilíbrio dos preços relativos, apenas um vetor de equilíbrio. Ao redor desse vetor, os preços nominais fixos temporariamente caem em termos reais durante o período entre reajustes e sobem no momento do reajuste. (...) Se já houver uma indexação formal – como, aliás, era o caso da economia brasileira na época –, a inercialização da inflação será naturalmente facilitada. E se as empres...

Econ - Agenor Castoldi - Texto IX (Parte 3)

(continuação...) 234 -  É importante destacar que durante toda a década de 80, quando o país era uma economia muito mais fechada, era comum observar-se (principalmente por parte dos setores oligopolizados) a concessão de reajustes nominais de salários, desde que o mercado absorvesse aumentos de preços para compensar os reajustes. Na prática, ocorria uma transferência de renda dos trabalhadores não organizados para os mais organizados. (...) Com o processo de abertura comercial, essa prática ficou inviabilizada nos setores produtores de tradeables, uma vez que aumentos de preços tornam os produtos importados mais competitivos, podendo levar até mesmo à incapacidade de concorrer com os mesmos. 235 - Brasil de Figueiredo:  Após dois ajustamentos (1981 e 1983) com efeitos recessivos – o último envolvendo uma maxidesvalorização do cruzeiro –, o ajuste de fluxo das contas externas foi finalmente alcançado. A inflação, porém, ao invés de cair como esperavam os dirigentes da economia,...

Econ - Agenor Castoldi - Texto IX (Parte 1)

  Agenor Castoldi - Texto 9 - A Inflação e Suas Explicações : 225 - Numa segunda etapa – 1984 a 1986 –, a balança comercial foi reequilibrada devido à desvalorização cambial, e o país voltou a crescer, embora baseado no aumento do consumo. 226 - Podem causar inflação de demanda : a) aumento da renda disponível, seja por aumento real de salário ou redução de tributação; b) expansão do gasto público; c) expansão do crédito e redução dos juros; d) expectativa dos agentes, como nas antecipações de compras temendo descongelamento de preços de plano baseado no congelamento. 227 - Causas da inflação de custo : a) subida de juros; b) desvalorização cambial; c) choque de preços externos, como o do petróleo; d) aumento de salários sem o da produtividade ou dos encargos sociais; e) aumento de tributos em geral.. 228 - Inflação inercial geralmente tem a ver com indexação da economia. O aspecto mais negativo da indexação é o fato de a mesma tornar a inflação rígida para baixo, is...