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Mostrando postagens com o rótulo Park

Livro: Ha-Joon Chang - Maus Samaritanos - Apresentação e Prólogo

                                                                Livro: Ha-Joon Chang - Maus Samaritanos, O Mito Do Livre-Comércio e a História Secreta do Capitalismo Pgs. 1-38 " APRESENTAÇÃO e PRÓLOGO " 1 -  Maus samaritanos: o mito do livre-comércio e a história secreta do capitalismo / Ha-Joon Chang; tradução Celina Martins Ramalho .— Rio de Janeiro: Elsevier, 2009 . 2 - Pouco a destacar na apresentação. Chang - comentado por Bresser-Pereira - coloca List como primeiro a usar o raciocínio do "chutando a escada". 3 - Estratégia nacional-desenvolvimentista segundo Bresser/Chang:  O que esses países fizeram, argumenta ele, foi (1) selecionar determinados setores industriais e os protegerem e apoiarem; (2) tendo a propriedade dos bancos, dirigir o crédito para aqueles setores; (3) estabelecer empresas estatais n...

Livro: Alice H. Amsden - A Ascenção do "Resto" - Capítulo 8 (PARTE "B")

                                                                                               Livro:  Alice H. Amsden - A Ascenção do "Resto" (...)  Pgs. 395-430 " CAPÍTULO 8 : "Empresas líderes nacionais " 247 - Não agravar a distribuição de renda era uma meta explícita do BNDES brasileiro. Com isso, não criou líder nacional em manufatura, afirma Amsden. O mesmo para a Argentina, que favoreceu dispersão e empresas de pequeno e médio porte. Até o percentual das empresas de capital aberto caiu entre os anos trinta e os cinquenta. O período de apoio a grandes grupos foi pequeno, em meados dos anos 70. A crise de energia, na verdade, começou um processo de desindustrialização. 20% das maiores indústrias fecharam entre 1975 e 1982. 248 - Cita a...

YT - Paulo Gala e Uallace Moreira - Vídeos Diversos VII

  Sucesso da Coreia e fracasso do Brasil e Argentina: Por que? 1 - Não tem muita novidade. Só os "mapas" legais de Hidalgo e tal sobre o "S" do desenvolvimento. Países que "sobem" o S saem do "campo gravitacional" dos produtos simples. São puxados para o topo do "S" pela complexidade econômica no Gráfico "PIB PC x Índice de complexidade". 2 - Afirma que o caso irlandês tm muito a ver com ser um centro de atração de multinacionais que buscam imposto baixo para acessar o mercado europeu. POSCO, a gigante estatal do aço na Coreia do Sul 3 - Coloca que nem o Banco Mundial nem os chaebols topavam a empresa. Não era "vantagem comparativa". Park entendi que era estratégica e topou sozinho. Vinte anos depois o Banco Mundial considerou a empresa uma das siderúrgicas mais produtivas do mundo. Paulo acredita que produzia mais aço do que as três juntas do Brasil. Só foi privatizada em 1997. Governo ainda manteve uma boa particip...

Econ - Luciano Coutinho - Coréia do Sul e Brasil, Paralelos, Sucessos e Desastres II

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 (continuação...) 438 - Detalha como Park controlava de certa forma os “chaebols”, até humilhando líderes que descumprissem as metas, em casos extremos. 439 - Brasil não teve tanto suas “chaebols”, campeãs do setor privado. Multinacionais e estatais eram mais presentes. 440 - Lá na Coréia, a estatização financeira teria gerado crédito longo e juros baixos. Isso garantia também consonância com os planos governamentais. Existia alavancagem de 6:1 na relação “capital de terceiros”/ “capital próprio”. O sistema financeiro do Brasil era bem menos potente, diz Coutinho. Faltam dados e mais explicações dos porquês, mas ok, deve ser verdade. 441 - As multinacionais ocupavam os setores de maior valor agregado e uma miríade de empresas nacionais ficava subordinada fornecendo insumos para as “grandonas” ou produzindo commodities semi-processadas. 442 - Quadro comparativo interessante: 443 - O sexto plano (82-86) focou na microeletrônica e parcerias variadas com o Japão para tanto. Profissiona...

Econ - Luciano Coutinho - Coréia do Sul e Brasil, Paralelos, Sucessos e Desastres I

Luciano Coutinho - Coréia do Sul e Brasil, Paralelos, Sucessos e Desastres : 433 - Afirma que já nos anos 50 os EUA inspiraram a educação básica na Coréia e um amplo programa de alfabetização. O texto parece ser de 2000. 434 - Desde o primeiro plano quinquenal de Park houve aumento das exportações. Cresciam 32% ao ano. Saíram de 3 para 12% do PIB ao fim do segundo Plano. Até o segundo choque do petróleo e choque dos juros (Volcker), continuou na casa dos trinta e poucos % ao ano. 435 - Na falta de poupança, o crescimento era sustentado externamente. A política de substituição de importações também imperava. O 3º Plano (72-76) foi o da indústria pesada, a qual teve alta importância também no 4º (77-81). 436 - As indústrias cresciam visando mercado interno e externo. Isso não evitou alta subida do endividamento externo e a dependência de petróleo. 437 - Geisel tinha as mesmas pretensões que o 3º e 4º da Coréia - e até conseguiu a evolução da indústria pesada e substituição de impor...

Econ - A Irrelevância da Desigualdade (A DIREITA Discutindo Economia no Orkut) II

 (continuação...) 29 -  Fernando, acho que houve distribuição no longo prazo justamente porque o Estado interveio de alguma forma. Nos EUA, a política Keynesiana do pós-guerra distribuiu renda. Na Coréia do Sul, houve uma política ativa para combater a desigualdade resultante do crescimento acelerado, por parte da ditadura de Park Chun Hee. Além disso, qual seria o mecanismo "natural" de distribuição por parte do mercado ? Não quero ficar só nos achismos, mas agora estou sem tempo para postar. 30 - Google tradutor de um artigo:  Há evidências de que a desigualdade de riqueza dos EUA diminuiu significativamente entre 1920 e 1970 (Davies e Shorrocks [31], Wolf e Marley [97] e Kopczuk e Saez [59]). Wolf [94], por exemplo, documenta que a parcela da riqueza total detida pelo 1% do topo dos indivíduos caiu de 38% em 1922 para 19% em 1976. Conforme explicado por Kopczuk e Saez [59], a diminuição ocorreu entre o início da Grande Depressão e o fim da Segunda Guerra Mundial, e pro...

Econ - Uallace Moreira Lima - O debate sobre o processo de desenvolvimento econômico da Coréia do Sul I

  Uallace Moreira Lima - O debate sobre o processo de desenvolvimento econômico da Coréia do Sul : 593 - Se for verdade que o cenário externo se mostrou favorável à Coreia do Sul, é inegável que a coesão entre Estado orientado por uma elite desenvolvimentista e oligopólios privados que aceitavam – e em certa medida influenciavam – a oferta de subsídios e a orientação estratégica estatal maximizou a oportunidade externa. (...) Por exemplo, é provável que os governos dos Estados Unidos e do Japão tenham feito gestões junto a seus bancos privados para que não interrompessem o financiamento externo à Coreia durante a crise financeira global de 1982, mas a capacidade de geração de reservas cambiais por meio de exportações industriais afastava essa decisão bancária do tipo de ajuda a fundo perdido, uma característica da década de 1950, ou seja, os bancos fizeram um bom investimento que recuperaram rapidamente. 594 - Banco Mundial e afins colocam o segredo na ênfase nas exportações. A c...

Econ - Site Voyager - Coréia do Sul Tem Quase Nada de Liberalismo II

 (continuação...) 351 -  Pierre Rousset descreveu, em 1984, a evolução fulgurante do grupo Daewoo: « Emprega diretamente 70.000 pessoas, embora tenha sido criado há apenas dezassete anos a partir de uma pequena indústria têxtil. Devido ao apoio de Park Chung Hee, Kim Woochong criou um império a nível comercial, na construção naval, na construção civil, no setor automóvel, têxtil, financeiro, nas telecomunicações, no setor eletrónico e no vestuário. Em Pusan, possui a maior fábrica têxtil do mundo e, em Oskpo, um estaleiro naval ultramoderno. Cria estaleiros consideráveis no Médio Oriente. Atualmente investe em semicondutores 352 -  A Coreia contrai o primeiro empréstimo junto do Banco Mundial, em 1962, e assina um primeiro acordo com o FMI em 1965 (sob pressão dos Estados Unidos). A vontade da ditadura coreana colaborar com o Banco baseia-se mais em objetivos políticos do que em objetivos econômicos . Usaram a dar legitimidade ao regime sobre a opinião pública nacional e ...

Econ - Site Voyager - Coréia do Sul Tem Quase Nada de Liberalismo I

Site Voyager - Coréia do Sul Tem Quase Nada de Liberalismo : 341 - A Coreia, mais do que produzir o que importava, adaptou as suas atividades de exportação à procura do mercado mundial, conseguindo favorecer as indústrias que possuem uma percentagem elevada de valor acrescentado. 342 - Era uma ditadura protegida pelos Estados Unidos. Destaca-se, ainda, a utilização permanente da repressão sobre o movimento operário (proibição de sindicatos independentes) , 343 - Coloca que a Coréia não ter grandes recursos naturais foi bom para não despertar os EUA para a possibilidade de considerá-la uma zona de abastecimento. 344 - Governo instalado pelos EUA no Sul: A comissão das Nações Unidas sobre a Coreia faz saber que, em agosto de 1949, oito meses antes de 30 de abril de 1949, 89.710 pessoas foram detidas no âmbito do “Decreto para a proteção da paz nacional”. Estima-se em milhares a perda de vidas humanas, ou mesmo, em dezenas de milhares. Diversos líderes históricos da luta anti-japones...

Econ - Fernando Dall'Acqua - Crescimento e Estabilização na Coréia do Sul 1950-86 II

 (continuação...) 522 -  Particularmente na década de 70, para induzir o relutante setor privado a investir nas indústrias química e de maquinaria pesada, o governo ampliou o controle sobre o sistema bancário para conceder empréstimos preferenciais e incentivos, através de taxas de juros favorecidas. Em outras palavras, o governo selecionava empresas para empreender novos projetos nas áreas prioritárias e garantia crédito subsidiado para viabilizar os investimentos . (...)  Dessa forma, ajudava a criar enormes conglomerados (chaebols) e uma estrutura industrial altamente concentrada. 523 - Diferença com o Japão: enquanto " no Japão se preservou a prática de subcontratação pela qual as pequenas empresas desempenham um importante papel no suprimento de componentes e materiais às grandes empresas, na Coréia a industrialização foi acompanhada pela integração vertical para se alcançar as vantagens associadas às economias de escala ". 524 -  O quarto plano qüinqüenal de de...

Econ - Fernando Dall'Acqua - Crescimento e Estabilização na Coréia do Sul 1950-86 I

  Fernando Dall'Acqua - Crescimento e Estabilização na Coréia do Sul 1950-86 : 508 - O texto é de 1991. Foca na Coréia Pós-Guerra. 509 - Ao contrário do Japão, que também foi devastado pela guerra, a Coreia não dispunha de conhecimento tecnológico e administrativo que pudesse ser prontamente utilizado na restauração económica. 510 - De 1947 a 1949 houve uma profundo reforma agrária na Coréia. 511 - Ao contrário de Hong-Kong e Cingapura, onde a falta de recursos naturais tornou a industrialização "para fora" a opção óbvia, na Coréia esta orientação vai se delineando apenas gradualmente, na medida em que as restrições à continuidade do crescimento econômico impõem uma pragmática adaptação do modelo coreano às oportunidades abertas pelo comércio internacional. 512 - Sob o governo do General Park elaborou-se o primeiro qüinqüenal de desenvolvimento econômico (1962-66) que, ao invés de orientado para exportação, procurava essencialmente promover a substituição de importaç...

Econ - Economia Mainstream - Teoria Neoclássica Explica a Coréia

  Economia Mainstream - Teoria Neoclássica Explica a Coréia : 472 -  Nós estamos falando de um país que entre 1961 e 1997 teve a força de trabalho crescendo 3,1% ao ano, muito mais do que a velocidade de crescimento populacional, porque aumentou enormemente a taxa de participação da mão-de-obra. A carga horária de trabalho, que já era uma das mais altas do mundo em 1960, aumentou cerca de 0,1% ao ano até 1997. A escolaridade da força de trabalho, que era 3,12 anos em 1960, foi para 10,2 anos em 1997. Se a gente aplicar retornos mincerianos para essa mudança na escolaridade, encontraremos um estoque de capital humano por trabalhador que cresceu em média 2% ao ano no período. Só pelo lado do fator trabalho a gente já tem 3,1%+0,1%+2%=5,2% a.a; ou seja, um absurdo completo.  (Eu diria que tem que ver se esse tal retorno minceriano é factível). 473 -  Pelo lado do estoque de capital, a taxa de poupança, que era 4% do PIB em 1960, foi para 44% do PIB em 1997; mais do que ...