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Mostrando postagens com o rótulo Gnosiologia

Filosofia - Textos Diversos LXXIV - Thomas Mann - Schopenhauer

    Thomas Mann - Schopenhauer : 585 - Platão e cristianismo. Perfeição quase inalcançável. … a filosofia de Platão mostra o parentesco e a aliança entre a ciência e o ascetismo moral . 586 - Kant: Toda a nossa experiência do mundo -dizia ele - está submetida a três leis e condições que são as "formas em que necessariamente se elabora todo o nosso conhecimento. Chamam-se tempo, espaço, causalidade. Mas não apreendem o mundo tal como ele pode ser em si e por si, independentemente de nosso esforço por percebê-lo, a "coisa em si"; atêm-se somente à sua aparência fenomenal, porque não são mais que as formas de nosso conhecimento. 587 - Em Schopenhauer, a vontade cria tudo. A vontade de vida. A inteligência vem em segundo lugar. Instrumento da primeira. 588 - Todos os compêndios nos ensinam que Schopenhauer foi em primeiro lugar o filósofo da vontade e, em segundo lugar, o do pessimismo. Mas, não há primeiro nem segundo; as duas coisas não são mais que uma: ê1e foi ...

Filosofia - Textos Diversos LXVI

  Pragmatismo : 464 - Uma tese   como pragmatismo de William James defende que quaisquer que sejam as teses o seu método consiste em perguntar que efeitos práticos decorrem de quaisquer delas . (Nisso ele está certo). 465 - Associa muito a utilidade que a questão pode ter na prática cotidiana. Aí vale alguma especulação. 466 - Explica muito pouco.   Raul Landin Filho - Descartes e o Destino da Revolução Racionalista : 467 - Filosofia como árvore cujo tronco é a física; as raízes a metafísica; e os ramos e galhos são as ciências. O projeto cartesiano a coloca, portanto, como fundamento unificador dos saberes. Deve-se saber que algo é verdadeiro, deve-se ter um ponto seguro. Filosofia entra/entraria aí. 468 - Descartes, no seu ato radical de duvidar de tudo, inclusive se a própria razão não poderia nos enganar (acho que aqui que entra aquela história de poder ter sido implantada por um gênio maligno), só consegue chegar a uma certeza inicial: Eu penso. Só o at...

Filosofia - Textos Diversos LXIV - Pragmatismo e Neopragmatismo

  Pragmatismo e Neopragmatismo : 453 - Paulo Ghiraldelli Jr. Afirma que: Nietzsche, por exemplo, foi reconhecido por muitos como tendo uma postura pragmática no campo da teoria do conhecimento. Algumas das "teses contra Feuerbach", de Marx, mostraram uma face pragmatista quanto à questão de critérios de verdade. Wittgenstein este próximo de posições pragmatistas em vários momentos, se é que não adotou algumas. 454 - A definição de “verdade” que James deu e neopragmatistas (Rorty, Putnam) defenderam me parece por demais relativista (o que o autor diz que não é), pois vincula a verdade a uma espécie de consenso útil, ao que entendi. Posso estar errado. 455 - Peirce, James e Dewey eram filósofos não metafísicos no sentido de que eles queriam evitar uma das características do pensamento metafísico-platônico a dualidade. Entre pensamento e matéria, entre alma e corpo, entre ideal e real, entre liberdade e necessidade, entre história e natureza, os velhos pragmatistas definir...

Filosofia - Textos Diversos XLV (Kant)

  Kant - Coletânea de Textos (Inclusive Sobre Neoliberalismo) : 111 - O texto sobre neoliberalismo eu já fichei em outra pasta, então vou apenas fichar os inéditos. 112 -   Kant concorda com Hume e com os empíricos quanto ao fato de que devemos todos os nossos conhecimentos às impressões dos sentidos. Mas, e nesse ponto ele concorda com os racionalistas, nossa razão também contém pressupostos importantes para o modo como percebemos o mundo á nossa volta. Em nós mesmos, portanto, existem certas condições que determinam nossa concepção do mundo. 113 - Para Kant, há formas que existem em nossa consciência antes de qualquer experiência. Exemplos: tempo e espaço. Não existem fora de nós mesmos, afirma. 114 - Para Kant, a lei da causalidade não está na natureza, mas dentro de nós. 115 - Ele concorda com Hume em que não podemos saber com certeza como o mundo é "em si". Só podemos saber como o mundo é "para mim" e, portanto, para todos os homens. (...) Em compensa...

Filosofia - Textos Diversos XLIV - Bertrand Russell, Os Problemas da Filosofia (1912)

  Julian Baggini - Bertrand Russell, Os Problemas da Filosofia (1912): 91 - Russell abandonou várias ideias dessa escrito, mas não dá pra entender a autocrítica sem conhecer o que ele defendia aqui nesse “`Problemas da Filosofia”. (um livro). 92 - É logicamente possível que algo como a matéria não exista . 93 - Uma tentativa de solução é dizer que, embora seja verdade que dez pessoas sentadas em torno de uma mesa não vêem exactamente a mesma coisa, podem estar suficientemente de acordo para que nos convençamos de que a mesa tem efectivamente propriedades mais ou menos consistentes. 94 -   … a hipótese de que as coisas existem realmente, independentemente das minhas percepções, tem mais poder explicativo do que a tese de que não existem. 95 -   Supor que os produtos finais, os dados dos sentidos, se assemelham ao próprio objecto, é um bocado forçado, pois iria exigir uma semelhança entre objecto e percepção que é completamente desnecessária para o processo da per...

Filosofia - Textos Diversos XLI

  Anotações Sobre “ Filosofia - Parte II ”.     Obs.: Estes textos da pasta NÃO estão organizados por ordem de data. Ordem alfabética.   Jessé de Souza - Pensamento Mediano, Marina Chauí e a Classe Média : 1 - Capital cultural é também e principalmente toda a herança imaterial e invisível, tanto emocional quanto cognitiva e moral, que recebemos desde tenra idade, sem esforço, no convívio familiar, como a habilidade para o pensamento abstrato, o estímulo à concentração - que falta às classes populares e a condenam ao fracasso escolar -, a capacidade de perceber o futuro como mais importante que o presente, etc. Isso tudo somado constrói o indivíduo das classes alta e média como "vencedor" na escola e depois no mercado de trabalho, não por seu "mérito individual", como os indivíduos dessas classes gostam de pensar, mas por uma "vantagem de sangue", familiar e de classe, como em qualquer outra sociedade tradicional do passado. 2 - … se todo o mal está ...

Filosofia - Textos Diversos XXXIX - J. Chasin - Método Dialético

 (continuação...) 654 - A parte sobre concreção é muito difícil de entender o que ele quer dizer. Não é tão claro quanto em outras partes. 655 -  Vulgarmente a palavra praxis é entendida como a prática imediata empírica. Resultado: se eu testo uma teoria, se eu monto uma teoria e testo pela prática, se empiricamente dá resultados positivos ela é verdadeira. Se empiricamente ela dá resultados negativos ela é falsa. Isto não é dialética, isto é pragmatismo.  Ex: Eu posso estar certo perdendo as eleições e posso estar errado ganhando. 656 - Dialética:  Ela não satisfaz em recolher pura e simplesmente algumas evidências empíricas, externas à construção teórica. Exemplo: ela toma uma teoria, que não é algo entendido como hipótese, (na dialética a teoria não é hipótese de explicação, ela subentende que é a reprodução conceitual do real) através dela, a realidade terá que se comportar provavelmente de um jeito ou de outro. Seja qual for o comportamento desta realidade, se a...

Filosofia - Textos Diversos XXXVIII - J. Chasin - Método Dialético

 (continuação...) 638 - Na dialética, em Hegel e em Marx, parte-se do fenômeno, do empírico. Não tem outro jeito. Só que, atenção!, ele é parte, e não o todo. Pior,  pode estar sob a forma do inverso da essência . A venda da força de trabalho, por exemplo, geralmente aparece como uma negociação entre iguais, ocultando a história e as diferenças de poder. Pseudo-liberdade. O empírico pode ser falso. Seria o erro do positivismo inclusive. Tem que se cotejar a interioridade ontológica do objeto real. 639 - Porém, Descartes está errado ao dizer que os sentidos sempre enganam. Eles podem enganar ou não. A essência corrige.  A essência corrigindo portanto, os órgãos dos sentidos. A razão corrigindo o meramente sensorial.  Por isso que não se pode negar o ontológico como o positivismo faz. A empiricidade é dada à mistificação volta e meia. 640 -  A perspectiva da dialeticidade é buscar a idéia no real, o que não quer dizer que se despreze nem a idéia nem a consciência....

Filosofia - Textos Diversos XXXVII - J. Chasin - Método Dialético

  J. Chasin - Método Dialético : 630 - Se a dialética trata da coisa em si e o positivismo recusa, evita tratar da coisa em si, nós estamos com dois troncos diametralmente distintos. Sujeito ilimitado que pode conhecer a totalidade do objeto. 631 - Assim como é o coletivo (classes sociais) que fazem a história, o sujeito do conhecimento também é coletivo. 632 - Crítica da intersubjetividade como árbitro do conhecimento (diz Chasin que foi Hegel criticando Kant): Se o verde me parece vermelho e se a todos o verde parece vermelho, o verde passa a ser objetivamente vermelho. Isto mostra que a intersubjetividade consolida o equívoco. Diz que, em Kant, a subjetividade organiza a objetividade. Porém, para Hegel… A objetividade é realmente uma subordinação da subjetividade. A objetividade implica na regência objetiva sobre a subjetiva. Como o conhecimento do método dialético subentende o objeto regendo a cognição, enfim o primado gnoseológico está no objeto não no sujeito, ainda que o ...

Filosofia - Textos Diversos XXXVI

J C Avelino da Silva - O Homem e a Natureza : 625 - Ecologismo filosófico. Basicamente critica o homem ter se separado da natureza como se não dependesse dela. Acho que esse debate pediria mais dados e dialética dialógica, ou sei lá o que. Por mais que eu reconheça que há um problema. 626 - Considerar o ápeiron como o arché equivale a admitir um conceito abstrato como a origem de tudo. (...) Anaximandro colocou o pensamento humano em um nível abstrato conceitual, de onde ele não saiu até hoje. 627 - Tales, do “tudo á agua”, é meio que o primeiro filósofo. Primeiro “tudo é um”, inclusive. 628 - Enquanto que Tales descobriu a natureza, rompendo com a imanência dos deuses, Anaximandro inaugurou a transcendência na medida em que estabeleceu a exterioridade entre o ápeiron e as coisas perecíveis. (...) o ápeiron se situa além dos limites da observação, além do alcance dos sentidos (o ápeiron é transcendente) e reconheceu o direito de existência da realidade, da natureza: os pares opost...

Filosofia - Textos Diversos XXXI - Hegel, Introdutório Para Lê-lo

  Hegel - Introdutório Para Lê-lo : 529 - Pode-se explicar uma coisa pela causa ou pela razão. A primeira fornece uma explicação realista. A segunda fornece uma explicação idealista. 530 - Hegel diz que a explicação causalista/realista vai só adiando a explicação de verdade. Uma causa que tem causa nisso que tem causa naquilo e causa naquilo outro… E nunca se chega à explicação definitiva. (algo do tipo: quem causou o big bang?) 531 - Então Hegel quer que as coisas se expliquem pela razão. Um fogo pode um dia não queimar, mas dois mais dois têm que ser sempre quatro e isso sim é explicação racional. 532 - Coisa (matéria) é individual. Razão não é coisa. È universal. As leis da trigonometria, por exemplo. 533 - Quer-se a razão do Universo e não uma “explicação” causal. 534 - Platão também pretendeu explicar as coisas a partir da ideia: Vejo neste mundo uma mesa, uma cadeira, um lápis. Não passam de sombras das idéias de mesa, cadeira, lápis, que se encontram no mundo das Idé...

Filosofia - Textos Diversos XXVII - O Que é Isto – A Fenomenologia de Husserl

  Galeffi - O Que é Isto – A Fenomenologia de Husserl : 438 - Seria um método para conhecer a essência. A fenomenologia transcedental quis ir além da referência empírica, da questão das vivências. 439 - Nesta fenomenologia transcendental não nos havemos com ontologia apriórica, nem com lógica formal e matemática formal, nem com geometria como doutrina apriórica do espaço, nem com cromometria e foronomia apriórica, nem com ontologia real apriórica de qualquer espécie (coisa, mudança, etc.). 440 - É uma crítica da razão enquanto fenômeno da consciência constituinte. Reclamando, renovadamente, uma nova tarefa para a Filosofia do Sujeito, precisamente aquela capaz de superar o amadorismo empírico ou o transcendentalismo ingênuo (ou realista) das épocas anteriores. 441 - Conhecer parte da possibilidade de pôr em dúvida a própria capacidade de conhecer sem pôr em dúvida a consciência. 442 - … a tarefa da Fenomenologia Transcendental seria a d...