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Nelson Barbosa - Explicando a recessão de 2014-16

   Nelson Barbosa - Explicando a recessão de 2014-16 1 - Mais um texto da coluna de Nelson Barbosa na Folha. Neste, quer lembrar que motivos bem fora da alçada do governo contribuíram bastante para a queda do PIB. Cita também o que considerou errado na estratégia do então governo Dilma (motivo três, por exemplo). 2 - Motivo um: grande queda do preço das commodities e desaceleração da China, com duas quebras da Bolsa de Xangai em 2015 e 2016 . (...) Juntando todos os fatores externos, estudos estatísticos estimam que 40% da recessão de 2014-16 tenha vindo de fora . Países com características semelhantes às do Brasil tiveram uma desaceleração dessa ordem aí, por exemplo. 3 - Motivo dois: seria amplamente conhecida a relação entre índice de chuvas e PIB no Brasil. A grande seca de 2014-15 teria, portanto, a sua influência. Aumentam os preços dos alimentos e da energia, nos períodos de seca, fragilizando a atividade econômica (insumos mais caros e consumo mais restrito). Barbosa f...

Nelson Barbosa - Histórico da Taxa Real de Juros Brasileira

  Nelson Barbosa - Histórico da Taxa Real de Juros Brasileira 1 - Pequeno texto da coluna de Nelson Barbosa na Folha. 2 - As duas definições de juros "naturais": a) não gera excesso nem insuficiência de demanda em relação ao produto potencial da economia; b) juro real internacional somado ao prêmio de risco país e da moeda em questão. 3 - ...Prêmio de risco depende das incertezas e tal. Assim sendo, corre-se o risco até de profecias autorrealizáveis. A subjetividade ganha força.  4 - A elevação do juro real virou estratégia para atrair dólar já a partir de 1991. O juro real médio subiu de 10 para 35% ao ano! Com o Plano Real, pôde "cair" para cerca de 22%... Eram estratégias a fim de manter a âncora cambial, o que se tornou "desnecessário" a partir de 1999, como a adoção do famoso tripé. Entre 1999 e 2005, o juro real médio foi de 11%, coloca. 5 - O ano de 2006 marca a fase da estratégia de intensificar o acúmulo de reservas internacionais, a fim de alivia...

Nelson Barbosa e Gilberto Borça Jr. - Custo de Carregamento da Dívida

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  Nelson Barbosa e Gilberto Borça Jr. - Ajuste Financeiro e Custo de Carregamento de Carteira do Setor Público 1 - O artigo apresenta a decomposição dos juros líquidos pagos pelo governo brasileiro em 2002-2020, dividindo a despesa em quatro partes: juro real, correção monetária, custo de carregamento de ativos e swaps cambiais. 2 - ... em alguns anos ao longo da década de 2010 os juros líquidos pagos pelo governo brasileiro foram fortemente influenciados pelo resultado dos swaps cambiais do Banco Central do Brasil (BCB), que tem pouca ligação direta com desequilíbrios entre receitas e despesas primárias da União.  No mesmo sentido, uma parcela significativa dos juros pagos pelo setor público brasileiro decorre do custo de carregamento de ativos financeiros de baixa rentabilidade – basicamente reservas internacionais e empréstimos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 3 - ...Colocam que tudo isso acaba demandando mais superávit primário. 4 - ...

Nelson Barbosa - Dez Anos de Política Econômica (PT)

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  Nelson Barbosa - Dez Anos de Política Econômica 1 - Crise cambial de 99:  do total de 38 bilhões de dólares disponíveis no Banco Central do Brasil (BCB) 21 bilhões de dólares correspondiam a um empréstimo do governo junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Além da inflação...  uma rápida deterioração das finanças públicas do país, com um  aumento da dívida líquida do setor público, de 52% do PIB, no final de 2001, para  60% do PIB, no fim do ano seguinte 2 - Choque de 2003: Do lado monetário, o BCB elevou a taxa Selic para combater o aumento da inflação e a depreciação da taxa de câmbio . Inflação cedeu. Em números, a taxa de câmbio do real para o dólar norte-americano caiu de 3,53, no final de 2002, para 2,89, no final de 2003 . (...)  o BCB começou a reduzir gradualmente a taxa Selic já em meados de 2003 . 3 - PIB cresceu 5,7% em 2004, afirma. Recuperação. Mais especificamente, do lado externo, apesar da continuação da apreciação cambial iniciada e...

Econ - Textos Variados XXII

Nelson Barbosa Versus Marcos Lisboa e Samuel Pessoa - Debate : 193 - Textos de março de 2018. No trabalho "Fiscal Policy in a Depressed Economy", Bradfor DeLong e Lawrence Summers mostram que a expansão fiscal pode ser eficaz no caso de economias com alto desemprego, inflação baixa e juros nominais nulos. Esse era o caso da economia americana logo em seguida à crise do subprime. 194 - A real tese de Barbosa parece um pouco mais ampla: Se há recursos ociosos e ganhos de produtividade que podem ser rapidamente acionados, o estímulo fiscal pode ser acompanhado de crescimento, queda do endividamento público (em relação ao PIB) e controle da inflação. O próprio texto de DeLong e Summers citado por Lisbossôa analisa esse caso, como também o fez recentemente o insuspeito FMI, ao revisar suas estimativas de multiplicadores fiscais, e Auerbach e Gorodnichenko, em outra autocrítica apresentada no último encontro anual de Jackson Hole. 195 - Cita a “ política econômica do governo Lu...