Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Conceitos

Livro: Karl Marx - O Capital, Livro III - Apresentações e Prefácio

                                              Livro: Karl Marx - O Capital, Livro III - Apresentação e Introduções Pgs. 1-63: APRESENTAÇÃO – SOBRE O CARÁTER NECESSÁRIO DO LIVRO III D’O CAPITAL Marcelo Dias Carcanholo 1 - Engels relata que, das sete seções que constituem o Livro III, o original lhe permitiu a edição sem maiores percalços apenas para as de número II, III e IV. Na primeira seção, Engels teve a necessidade de escrever um capítulo completo, o IV, do qual constava, no texto deixado por Marx, apenas o título. Engels também relata que a seção que lhe proporcionou mais dificuldade foi a V, a qual, segundo ele mesmo, discute o assunto mais complexo do livro e que, para os dias atuais, é de enorme importância: trata­-se do que, hoje, poderíamos chamar de aspectos financeiros do capital. 2 - Coloca que quem não leu o livro III é capaz de sair achando que as mercadorias...

Felipe Taufer (Blog de Eleutério Prado) - Quatro mitos sobre Marx

  Quatro mitos sobre Marx 1 - É um texto de Felipe Taufer. Coloca que o mito das três fontes do marxismo (Lênin e Kautsky, principalmente o último) leva muitos a pensar o mesmo como uma colcha de retalhos. (Sociologia francesa, economia política inglesa e filosofia alemã). Critica isso. Debate ficou todo abstrato e desimportante para mim, do jeito que foi colocado. 2 - Já mesmo no jovem Marx, a propriedade privada já aparece como algo próprio a um determinado tipo de sociabilidade, a capitalista. Não que não existisse nas demais, mas nelas tinha outro papel, muito menos central. 3 - Taufer parece discordar de quem quer colocar em Marx o "economicismo" de que o trabalho é sempre o mais importante aspecto humano.  O problema todo é que quando o trabalho vira elemento antropológico central da vida humana, outras possibilidades de relação entre “ser humano” e “natureza” são bloqueadas. Seria algo da sociabilidade também. 4 - Marx, Proudhon e as contradições da vida:  Por essa...

YT - TV Boitempo - MARX E A HISTÓRIA | Jorge Grespan | Curso livre: Marx e os marxismos #3 (Parte I)

  MARX E A HISTÓRIA | Jorge Grespan | Curso livre: Marx e os marxismos #3 1 - Até o século XVIII, tudo que acontecia era pelo desígnio e vontade de Deus. Voltaire e outros começam a humanizar a história. Na Inglaterra, Hume começa a fazer o mesmo. Ele escreve uma história da Inglaterra e descobre, por exemplo, que Rei Arthur era mera lenda. A Revolução Francesa marcou o momento em que os humanos perceberam que podiam tomar a História em suas mãos. Hegel é o primeiro filósofo a dar grande valor ao tempo histórico, o qual se desdobraria logicamente. A autodeterminação dos conceitos vai percorrendo esse percurso. Tudo por meio da dialética. Traz uma filosofia da história, não apenas o contrário. 2 - A emergência da sociedade burguesa é um patamar maravilhoso em Hegel. 3 - Marx e Engels criticarão Hegel e os críticos de Hegel, que ficavam aquém até, já que elaboravam conceitos de validade universal.  4 - Sujeito, em Hegel, é o senhor da sua história. A crítica dos críticos era con...

YT - TV Boitempo - BÖHM BAWERK REFUTOU MARX?

  BÖHM BAWERK REFUTOU MARX? 1 - Vídeo com Grespan. Afirma que Hilferding respondeu, mas que surgiram novas polêmicas matemáticas depois. 2 - Afirma que os valores não podem corresponder exatamente-matematicamente aos preços em razão da inversão dialética. Aparência e essência divergem. Que Marx ia ou estava estudando matemática.  3 - Enfim, aprofunda nada. 4 - Não há conceito absoluto na dialética. Redefinição de mercadoria há todo o tempo, por exemplo. Livro I: ar e terra virgem não são sequer produtos da mão-humana. Mero valor-de-uso. Livro III: como a terra virgem tem preço sem ser mercadoria? Preço se desvia do valor. Há preços em coisas que não têm valor. Obras de arte e antiguidades "valiosas" também meio que se encontram aí, segundo Grespan (não entendi bem porque não teriam valor). Como terra possui preço, Grespan considera que Marx redefine o conceito de mercadoria para "qualquer bem passível de estabelecimento de propriedade privada (cerca)" e não necessar...

Filosofia - Textos Diversos XXXVIII - J. Chasin - Método Dialético

 (continuação...) 638 - Na dialética, em Hegel e em Marx, parte-se do fenômeno, do empírico. Não tem outro jeito. Só que, atenção!, ele é parte, e não o todo. Pior,  pode estar sob a forma do inverso da essência . A venda da força de trabalho, por exemplo, geralmente aparece como uma negociação entre iguais, ocultando a história e as diferenças de poder. Pseudo-liberdade. O empírico pode ser falso. Seria o erro do positivismo inclusive. Tem que se cotejar a interioridade ontológica do objeto real. 639 - Porém, Descartes está errado ao dizer que os sentidos sempre enganam. Eles podem enganar ou não. A essência corrige.  A essência corrigindo portanto, os órgãos dos sentidos. A razão corrigindo o meramente sensorial.  Por isso que não se pode negar o ontológico como o positivismo faz. A empiricidade é dada à mistificação volta e meia. 640 -  A perspectiva da dialeticidade é buscar a idéia no real, o que não quer dizer que se despreze nem a idéia nem a consciência....

Nildo Viana - Textos VII

  Nildo Viana - Universidade e Especialização - O Ovo da Serpente : 168 - A totalidade já é importante em Hegel, que diz que ao se focar na árvore pode se perder de vista a floresta. Em Marx, é a totalidade concreta. 169 - Critica as universidades por se estruturarem de forma a secundarizar a totalidade. 170 - Propõe reformas nos currículos. História da ciência; antropologia focada em distinguir normalidade e anormalidade, etc.   Nildo Viana - Violência, Estado Penal e Criminalidade : 171 - Uma página só. Resumo: a tese de Wacquant. Estado neoliberal = Estado penal.   Nildo Viana - Weber, tipos de educação e educação burocrática : 172 - Os tipos ideias de Weber não são os “conceitos” (expressões da realidade) de Marx, são construções subjetivos para servir de instrumento de análise da realidade empírica. 173 - Weber: a dominação racional-legal é burocrática. 174 - Ademais, o s tipos de dominação legítima raramente são encontrados em estado puro na realidade. Eles se apres...

Leandro Konder - O Que é Dialética (Livro) - 2ª Metade

Anotações Sobre “ O Que é Dialética ”, de Leandro Konder. (...) Parte 5 – A Contradição e a Mediação : 30 – O acerto com as totalizações (conceitos que “criamos” e utilizamos) não dependem tanto da “teoria”, mas da “prática social”. 31 – Parte bem interessante de Marx:  " Se começo pela população, portanto, tenho uma representação caótica do conjunto; depois, através de uma determinação mais precisa, por meio de análises, chego a conceitos cada vez mais simples. Alcançado tal ponto, faço a viagem de volta e retorno à população. Dessa vez, contudo, não terei sob os olhos um amálgama caótico e sim uma totalidade rica em determinações, em relações complexas ." 32 – “ Uma certa compreensão do todo precede a própria possibilidade de aprofundar o conhecimento das partes .” 33 – Decompõe e depois recompõe. Vai do complexo (abstrato) ao mais simples e retorna do mais simples ao complexo (já concreto). O concreto é unidade na diversidade. 34 – Marx X irracionalistas. Estes valorizavam...