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Mostrando postagens com o rótulo Teleologia

Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx I - Introdução e Capítulo 1

             Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx - Livro Primeiro  Epistemologia, classes sociais e tecnologia em "O Capital" - Volume I Pgs. 1-49: " Advertências, Bibliografia e Introdução " 1 - Livro de maio de 1977. As vinte primeiras páginas são de advertências sobre as traduções e material utilizado, além de uma extensa bibliografia. 2 - A introdução é uma crítica ao cenário intelectual português da época. O salazarismo não seria o único culpado pela decadência, eis que outros povos reprimidos também continuaram produzindo nomes e realizações. 3 - Coloca que o gênio do proletariado reside na produção institucional comunitária e igualitária, não muito em alguma contribuição ideológica específica. Critica também os marxistas portugueses, que demonstrariam, mesmo eles, grande desconhecimento a respeito do "O Capital".  4 - Não detalha muita coisa. Vai meio que dando um apanhado sobre o que pretendo com o livro e como foi i...

YT - TV Boitempo - MARX E A HISTÓRIA | Jorge Grespan | Curso livre: Marx e os marxismos #3 (Parte I)

  MARX E A HISTÓRIA | Jorge Grespan | Curso livre: Marx e os marxismos #3 1 - Até o século XVIII, tudo que acontecia era pelo desígnio e vontade de Deus. Voltaire e outros começam a humanizar a história. Na Inglaterra, Hume começa a fazer o mesmo. Ele escreve uma história da Inglaterra e descobre, por exemplo, que Rei Arthur era mera lenda. A Revolução Francesa marcou o momento em que os humanos perceberam que podiam tomar a História em suas mãos. Hegel é o primeiro filósofo a dar grande valor ao tempo histórico, o qual se desdobraria logicamente. A autodeterminação dos conceitos vai percorrendo esse percurso. Tudo por meio da dialética. Traz uma filosofia da história, não apenas o contrário. 2 - A emergência da sociedade burguesa é um patamar maravilhoso em Hegel. 3 - Marx e Engels criticarão Hegel e os críticos de Hegel, que ficavam aquém até, já que elaboravam conceitos de validade universal.  4 - Sujeito, em Hegel, é o senhor da sua história. A crítica dos críticos era con...

Filosofia - Textos Diversos LXX (Sérgio Lessa)

 (continuação...) 530 - Lessa vai dizer que  se a ideologia fosse sempre e necessariamente a falsa consciência, a “verdadeira” consciência apenas poderia ser a ciência. Deste modo, por uma vertente absolutamente inesperada, terminaríamos na tese, claramente burguesa, da ciência como conhecimento neutro, acima das classes e dos valores, com todos os problemas que advêm de tal posição . (Discordo. Uma verdadeira consciência está sim articulada à ciência. Não no capitalismo, claro. Porém, a ciência, como melhor método que conhecemos para conhecer, que entrega, ao que parece, os melhores resultados e avanços, deve ser nossa via para o conhecimento verdadeiro mesmo. Ideologia só atrapalharia, até porque é falsa consciência. Isso não se dar assim, na nossa sociedade, é outra história). 531 - Problemas:  toda objetivação põe em ação séries causais cujos desdobramentos futuros não podem ser previstos de modo absoluto, já que ainda não aconteceram . Nessas, a física nuclear vira b...

Filosofia - Textos Diversos LXIX (Sérgio Lessa)

Sérgio Lessa - O Estatuto Ontológico da Essência : 516 - Retirado do artigo: "Lukács e a ontologia: uma introdução" da revista Outubro nº 1. 517 - Supremacia ontológica da essência até Hegel é inconteste: a existência do fenômeno é, para sermos breves, de segunda ordem, decorrente da existência primordial da essência . 518 - Marx opera uma reviravolta nesta concepção, segundo Lukács. Para Marx, a essência e o fenômeno são categorias que possuem o mesmo estatuto ontológico, são igualmente existentes e igualmente necessárias ao desdobramento de todo e qualquer processo. 519 - A questão que Marx observa nos processos (de uma semente a uma árvore, por exemplo) é que a singularidade dos momentos do processo não significa, contudo, que não haja, também, elementos de continuidade que os permeiem a todos . 520 - Assim: diferente de todas as ontologias anteriores, o desenvolvimento dos fenômenos exerce uma influência real no desdobramento da essência que, no limite, pode...

Filosofia - Textos Diversos LXIV - Pragmatismo e Neopragmatismo

  Pragmatismo e Neopragmatismo : 453 - Paulo Ghiraldelli Jr. Afirma que: Nietzsche, por exemplo, foi reconhecido por muitos como tendo uma postura pragmática no campo da teoria do conhecimento. Algumas das "teses contra Feuerbach", de Marx, mostraram uma face pragmatista quanto à questão de critérios de verdade. Wittgenstein este próximo de posições pragmatistas em vários momentos, se é que não adotou algumas. 454 - A definição de “verdade” que James deu e neopragmatistas (Rorty, Putnam) defenderam me parece por demais relativista (o que o autor diz que não é), pois vincula a verdade a uma espécie de consenso útil, ao que entendi. Posso estar errado. 455 - Peirce, James e Dewey eram filósofos não metafísicos no sentido de que eles queriam evitar uma das características do pensamento metafísico-platônico a dualidade. Entre pensamento e matéria, entre alma e corpo, entre ideal e real, entre liberdade e necessidade, entre história e natureza, os velhos pragmatistas definir...

Filosofia - Textos Diversos XLVII

  Lilia Trajano - Durkheim : 156 - O princípio da causalidade nos fenômenos sociais: não como uma necessidade racional, mas unicamente como um postulado empírico, produto de uma indução legítima . 157 - Definir a coisa sob a qual se estuda é o papel um do sociólogo. É fato social, toda a maneira de fazer suscetível de exercer sobre os indivíduos   uma coerção exterior que é geral no âmbito de uma dada sociedade tendo, ao mesmo tempo uma existência própria, independente das suas manifestações individuais. É o objeto da sociologia, pois nem todos os fatos são sociais. 158 -   Mostramos que um fato social só pode ser explicado por outro fato social, como disse a pouco sobre a questão da guerra, e simultaneamente mostramos como este tipo de explicação é   possível, situando no meio social interno o motor principal da evolução colectiva. 159 - Durkheim deduz uma ideia que conservou durante toda a vida e que se encontra assim no centro de toda a sua sociologia, a ...

Filosofia - Textos Diversos XXII

  Ester Vaisman - A Obra Tardia de Lukács : 362 - A Ontologia do Ser Social foi a primeira a buscar um caráter ontológico na obra de Marx. Antes julgavam que isso era idealismo ou metafísica. Toda pergunta em relação ao ser não era considerada científica. (...) Após 1848, depois do declínio da filosofia hegeliana e, sobretudo, quando começa a marcha triunfal do neokantismo e do positivismo, os problemas ontológicos não são mais compreendidos. O neokantismo elimina da filosofia a incognoscível coisa em si, enquanto que para o positivismo a percepção subjetiva do mundo coincide com a sua realidade" (LUKÁCS, 1984, p.574; 1990, t.I, p.277). 363 - A ontologia de Marx vem do que existe realmente. As reflexões de Lukács partem da crítica fundamental que postula que, em Marx, "o tipo e o sentido das abstrações, dos experimentos ideais, são determinados não a partir de pontos de vista gnosiológicos ou metodológicos (e tanto menos lógicos), mas a partir da própria coisa, isto é, da e...

Sérgio Lessa - Trabalho e Sujeito Revolucionário no Debate Contemporâneo

  Trabalho e Sujeito Revolucionário no Debate Contemporâneo   -        Lessa cita poucos grupos no mundo que estudam a “Ontologia”. “Quase ninguém estuda”, diz.   -        O que determina a história da humanidade é o que os homens fazem no seu cotidiano (Lukacs). É meio que a proposta fundamental do livro. A revolução é, assim, ontologicamente possível.   -        A história da humanidade é a histórias das relações sociais entre os homens.   -        Para antecipar o trabalho na consciência, é preciso “linguagem” na cabeça. Pensamento abstrato. Capacidade de prévia ideação (Lukacs usa “teleologia”).   -        Exemplo do machado. O desenvolvimento das forças produtivas gera novas necessidades e possibilidades. Assim sendo, mudam os indivíduos e a sociedade.   -    ...

Palestra de José Paulo Netto - O Método em Marx II

 (continuação...) -         A essência humana, em Marx, é um conjunto de possibilidades.   -         Em Hegel, toda objetivação é uma alienação. Em Marx, alienação ganha conteúdo crítico-valorativo. É aquilo que vai contra a essência humana.   -         O contrário da igualdade é a desigualdade, não a diferença. Os homens são diferentes. Todos podem se desenvolver. Marx e Goethe partilhavam desse mesmo humanismo. O homem mais limitado pode se desenvolver ilimitadamente.     Aula 3   -         Ideologia: representações ideais que não se reconhecem como produtos de condições sociais historicamente determinadas. Ou seja, expressa-se uma falsa consciência que se auto-legitima. Não é necessariamente um erro, É construção de representação marcada por interesses que não são reconhecidos como tais.   -    ...

Marxistas - Textos Diversos LXXXIX - Iluminismo e Marxismo, a Questão Ontológica (Lessa)

Sérgio Lessa - Iluminismo e Marxismo, a Questão Ontológica : 1496 - É uma palestra também. Abstrata pra caramba, mas interessante. 1497 - Na Idade Média, continuou-se a defender que o ser era a essência e o fenômeno algo secundário e/ou derivado. Isso tinha a ver com a defesa do dogma de que Jesus Cristo seria a encarnação terrena, temporal, portanto fenomênica, da essência divina. 1498 - … A defesa da incapacidade de o homem entender os desígnios divinos também justificavam essa separação entre essência e fenômeno (este é o “visto pelos homens”) 1499 - … A essência humana seria decorrente e secundária em relação à essência divina. (Pelo que entendi, não seria sequer exatamente uma essência, já que Santo Agostinho trata tudo como “dois mundo separados”, digamos. Só pela bondade de Deus é que chegaria algo a nós) 1500 - … O pecado era coisa da esfera fenomênica. Era falta da substância essencial. (Ainda Santo Agostinho aqui) 1501 - Diferença do tomismo: Se, no primeiro cas...

Marxistas - Textos Diversos LIII - As Bases Ontológicas do Pensamento e da Atividade do Homem (Lukacs)

  Lukács - As Bases Ontológicas do Pensamento e da Atividade do Homem : 818 - Texto para uma conferência de 68 que é uma síntese do projeto inicial sobre ontologia. 819 - Afirma que o neopositivismo domina o mundo no momento, inclusive político. Por isso, tornou-se “não científica” qualquer colocação ontológica. 820 - Ontologia marxiana: Marx não negava valor à consciência. Muito pelo contrário. O fato de ser um produto tardio da matéria não impede que a consciência reflita a realidade e permita a ação modificadora. Inclusive é a consciência que permite a ideação que diferencia o trabalho humano das atividades das demais espécies.  821 - Trabalho leva ao desenvolvimento humano: altera a adaptação passiva, meramente reativa, do processo de reprodução ao mundo circundante, porque esse mundo circundante é transformado de maneira consciente e ativa. 822 - A necessidade social só se pode afirmar por meio da pressão que exerce sobre os indivíduos (...), a fim de que as decisões dele...