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Mostrando postagens com o rótulo SPD

Econ - Valério Arcary - O Capitalismo Pode Ter Uma Morte Natural Ou Não (Bom!) II

(continuação...) 395 -  Rosdolsky, por exemplo, que se localiza entre os comentaristas que atribuem a Marx um prognóstico favorável à crise final, destaca, também, as mediações feitas pelo próprio Marx: “Todavia - e dentro de determinados limites - o capital pode compensar a queda da taxa de lucro mediante o aumento da massa de lucro. Sobre isso, lemos nos Grundrisse: "Na média, a massa de lucro - ou seja, a mais-valia considerada à margem de sua relação formal, não como proporção, mas sim como simples magnitude de valor, sem relação com nenhuma outra magnitude - crescerá não conforme a taxa de lucro, mas sim conforme o volume do capital. A taxa de lucro evolui em relação inversa ao valor do capital, mas o lucro total evolui em relação direta com ele.” 396 - Uma parte do texto fala das inúmeras possibilidades de contra-balancear a tendência à queda da taxa de lucro. Redução de impostos e depreciação de capital, por exemplo. (Uma guerra pode fazer sentido mesmo, penso. As pessoas a...

Econ - Debate de Economistas Brasileiros Sobre Fim do Socialismo (1990) II

 (continuação...) 131 - Coloca que a análise não deve almejar a autonomia do indivíduo no processo de trabalho e enfatiza a cooperação social e subordinação dela decorrente segundo ela:  A subordinação técnica e hierárquica continua. Aqui como em qualquer sociedade complexa imaginável. A idéia de quem quiser caçar caça é um completo absurdo. Isso de dizer que não vamos abrir mão da autonomia dos indivíduos não leva a nada. (...) vocês não vão imaginar que a gente vá regressar a uma sociedade primitiva em que quem quiser caçar caça, quem quiser pescar pesca. A complexidade da divisão social do trabalho é crescente e será crescente.  Daí vai defender inclusive um “mínimo de hierarquia”. Mais à frente: “ Eu considero que não há nenhuma sociedade, a partir do desenvolvimento tecnológico, em que a autonomia no processo de trabalho seja viável. Vou dar um exemplo. No Japão, as multinacionais e as grandes corporações organizam o processo de trabalho justamente sem autoritarismo ...

Gustavo Machado - Revolução Russa, as idas e vindas da consciência

  (...)  Gustavo Machado - Revolução Russa, as idas e vindas da consciência : 134 - … Em sua História da Revolução Russa, Trotsky comenta sobre a “lenda pouco inteligente que retrata a história do bolchevismo como uma emanação da pura ideia revolucionária”. (...) A cada nova situação, o partido se adaptava apenas por meio de uma crise interna” (TROTSKY, 2007b, p.906). 135 - A miséria do jovem proletariado russo atingiu, naquela época, um nível tão elevado que em janeiro de 1905 cento e cinquenta mil operários de São Petersburgo se dirigiram ao palácio do Czar, o autocrata que dominava toda Rússia, para reivindicar condições de trabalho que permitissem atender as necessidades básicas, principalmente a jornada de 8 horas de trabalho. (...) Mas se engana quem pensa que eles foram protestar contra o Czar. Ao contrário. Na época, o ditador russo gozava de um prestígio quase religioso entre os camponeses e operários. (...) Acreditavam que os patrões e os funcionários estatais...

Econ - Site Voyager - Dezesseis Economistas Ilustres da Esquerda I

  Site Voyager - Dezesseis Economistas Ilustres da Esquerda : 398 - Hilferding. Saiu do SDP pro KPD. Depois voltou pro SPD por discordar dos rumos da revolução russa. Foi Ministro das Finanças de governos do SPD em 1923 e em 1928-1929. Na segunda passagem pelo ministério, se demitiu depois de se desentender com Schacht, o poderoso diretor do Banco Central . (...) Quando Hitler assumiu o poder em 1933, Hilferding se exilou na Suíça, mudando-se mais tarde para a França, em 1938. Quando a Alemanha invadiu a França, em 1940, a polícia francesa entregou Hilferding para a Gestapo, que o executou. 399 - Nikolai Kondratiev (...). Estudou na Universidade de São Petersburgo antes da revolução. Sua área de interesse inicial era a economia agrícola. Foi membro do Partido Social Revolucionário, chegando a participar do governo provisório de Alexander Kerensky. Apoiava uma forma de socialismo que aceitava a convivência com empresas privadas. Por isso, participou da Nova Política Econômica (NEP...

Econ - Hjalmar Schacht e a Economia Alemã (1920-1950) - Discussão Monetária I

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  Hjalmar Schacht e a Economia Alemã (1920-1950) - Discussão Monetária : 582 - Política monetária de Schacht: retirou seu país da grande depressão dos anos 1930, acabando com o desemprego de cerca de 40% da força de trabalho, sem causar pressões inflacionárias. Tornou a Alemanha uma superpotência no final da mesma década, levando o presidente do país a ser eleito pela revista norteamericana Time o “homem do ano de 1938”. O presidente era Adolf Hitler.  583 - Mostrava-se um liberal, contra a intervenção do Estado na economia e a favor do livre-comércio. No Instituto de Economia, escreveu artigos defendendo uma política de comércio exterior que privilegiasse a exportação de bens industriais em vez de matérias-primas e produtos semi-industrializados. Isso em 1901.  584 - Foi diretor de banco. Segundo Schacht, um banqueiro não precisava ser bom de matemática: “(...) o importante é o domínio de outras artes: psicologia, por exemplo, conhecimento de economia, bom senso, a capac...

Maurício Tragtenberg - Textos Diversos X - Rosa Luxemburgo e a Crítica aos Fenômenos Burocráticos (e outro) I

  Rosa Luxemburgo e a Crítica aos Fenômenos Burocráticos : 458 - Texto publicado em 1991. Sobre a socialdemocracia: … Em segundo lugar, tem tanto a ver com Marx como minha avó tem a ver com a bicicleta ou a eletricidade. Os social-democratas têm uma origem lassaliana, especialmente na Alemanha, em termos de socialismo nacional. Basta ver a correspondência de Marx para ver que ele, Lassalle, era mais bismarckiano do que propriamente marxista . (...) Esta, uma máquina imensa criada entre 1880 e a Primeira Guerra Mundial, na República de Weimar, irá continuar, porém cada vez menos social e cada vez mais democracia, uma democracia bem à moda da casa como sempre houve na Alemanha, que sempre foi um país de súditos, nunca um país de cidadãos, porque lá a revolução burguesa não teve a radicalidade dos Estados Unidos, da França e da Inglaterra; também lá o liberalismo era como no Brasil, um liberalismo para inglês ver. 459 - Aliás, Rosa Luxemburg tem um belo texto sobre o cristianismo p...

Lula e PT - Textos Diversos VIII - Marco Aurélio Garcia - A Social-Democracia e o PT (1990)

Marco Aurélio Garcia - A Social-Democracia e o PT (1990): 135 - Em 1914, o Partido Social-Democrata alemão (SPD) decidira apoiar o governo do Kaiser em sua aventura bélica. Todos os partidos socialistas da Europa - à exceção do russo e do italiano - se solidarizaram com seus respectivos governos, arrastando o proletariado de seus países à uma luta fratricida nos campos de batalha. 136 - Por isso que o partido social democrata russo mudou para “comunista”. 137 - SPD alemão: A via eleitoral vinha sendo seguida desde 1866 e, em 95, pouco antes de sua morte, Engels saudava o "uso inteligente" do sufrágio universal pelo proletariado da Alemanha. 138 - O Partido Operário Social-Democrata Russo, dividido a partir de 1903 nos moderados mencheviques (minoritários) e nos revolucionários bolcheviques (majoritários), via na social-democracia alemã uma fonte de inspiração permanente. 139 - A derrota das breves experiências soviéticas na Hungria e na Finlândia, o fracasso das p...

Esquerdistas - Textos Diversos IX - Democracia Domesticada (Luis Felipe Miguel)

 (continuação...) 90 - Michels veio da esquerda (antes de chegar no fascismo), então é mais original:  Enquanto Pareto e Mosca não se detinham em casos concretos (faziam grandes teorizações e depois pinçavam na história os exemplos que julgavam adequados), Michels adotava o percurso inverso. A partir de um único estudo de caso, o SPD, ele fez uma grande generalização. O núcleo de sua tese é que qualquer tipo de organização caminha para a burocratização. Aqui, ele fica com Mosca: a massa, o grande número, é incapaz de se organizar. Quando resolve fazê-lo, deve fatalmente constituir um pequeno comitê para dirigi-la. Isto é a burocratização: não há mais um movimento espontâneo de massa, e sim algo com uma hierarquia, com regras, com disciplina.   O poder, em Michels, é sempre conservador. O líder político, chegando lá, não quer perder seu ganha-pão. Não quer dissolver o poder ou o partido.  A essa construção teórica, ele deu o nome de “lei de ferro da oligarquia”. ...

Marxistas - Textos Diversos XCIX - A Comuna de Paris e a Teoria da Revolução em Marx (Arcary)

Valério Arcary - A Comuna de Paris e a Teoria da Revolução em Marx : 1647 - Marx em 1850: " Mas essas reivindicações não podem satisfazer de nenhum modo ao partido do proletariado. Enquanto os pequenos burgueses democratas querem concluir a revolução o mais rapidamente possível,(...) os nossos interesses e as nossas tarefas consistem em tornar a revolução permanente até que seja eliminada a dominação das classes mais ou menos possuidoras, até que o proletariado conquiste o Poder do Estado, até que a associação dos proletários se desenvolva, não só em um país, mas em todos os países predominantes do mundo, em proporções tais que cesse a competição entre os proletários desses países, e até que pelo menos as forças produtivas decisivas estejam concentradas nas mãos do proletariado. Para nós, não se trata de reformar a propriedade privada, mas de aboli-la; não se trata de atenuar os antagonismos de classe, mas de abolir as classes; não se trata de melhorar a sociedade existente, mas...

Marxistas - Textos Diversos LXV - Marx e Comuna - Guerra Civil Francesa

Marx e Comuna - Guerra Civil Francesa : 1046 - O livro de Marx tem 200 páginas. Logo, ao que entendi, isto aqui é apenas a Introdução de Engels, de 1891. É a que termina com a famosa frase dizendo que a Comuna responde quem quer saber o que é a ditadura do proletariado. Critica bastante o Estado ao final. 1047 - Todos - do docente ao juiz- os funcionários eram eleitos, revogáveis e recebiam salário de operário. Engels elogia explicita e entusiasticamente essas medidas. (...) os estrangeiros eleitos para a Comuna foram confirmados nas suas funções, porque a «bandeira da Comuna é a da República mundial». (...) O primeiro decreto da Comuna foi pois a supressão do exército permanente e a sua substituição pelo povo em armas. 1048 - Igrejas foram expropriadas. Os padres foram remetidos para o calmo retiro da vida privada, onde viveriam das esmolas dos fiéis, à semelhança dos seus predecessores, os apóstolos. 1049 - Houve a reação. 1848 não passou de um jogo de crianças, comparado com a...

Marxistas - Textos Diversos XIV - Gramsci Versus Reformismo (Chris Harman)

 (continuação...) 197 - Segundo Harman,  Lenin e Trotski defenderam no Terceiro Congresso da III Internacional Comunista em 1921, sobre a base da experiência dos bolcheviques russos, a formação de frentes únicas com partidos reformistas, para conquistar a maioria da classe operária para o comunismo. Eles lutaram duramente contra a ultra-esquerdista `teoria da ofensiva', muito em voga então, particularmente no Partido Comunista da Alemanha - a visão de que os Partidos Comunistas podiam simplesmente lançar-se ao assalto para a tomada do poder, sem o apoio da maioria da classe, através de repetidas aventuras insurrecionais . 198 - A tática da frente única tornava Grasmci um reformista? Para Harman, não, pois o italiano definia a frente como uma "atividade política (manobra) cuja finalidade é desmascarar os pretensos partidos e grupos proletários e revolucionários que têm uma base de massa". 199 - A luta ideológica pela hegemonia (nem foi Gramsci quem inventou esse termo) não...

Libertários - Textos Diversos XXXVI (Rosa Luxemburgo)

  Rosa Luxemburgo - O Que Quer a Liga Espartaco : 731 - Também do final de 1918. 732 - O 9 de Novembro de 1918 é a data oficial da revolução alemã; quando o príncipe Max von Baden transfere os poderes a Ebert; mas estes são os passos oficiais de um decurso que começara com o levantamento dos marinheiros de Kiel em 31 de Outubro de 1918, constituindo um conselho. A revolta espalhou-se rapidamente com a constituição espontânea de conselhos de operários e soldados por outras cidades da beira-mar (Hamburgo, etc.). No mesmo espaço de tempo, 8 de Novembro, Kurt Eisner promulgava a república em Munique. Em Berlim, o Conselho de Operários e Soldados proclamara a greve geral e verificava-se que o exército não disparava os grevistas . 733 - Os secos decretos das autoridades revolucionárias supremas, de por si, não passam de palavras ocas. Só a classe operária pode dar conteúdo a tais palavras pola sua própria acção 734 - A libertação da classe obreira só dará na luta cotidiana, pel...

Libertários - Textos Diversos XXXI

  Otto Rühle - A Revolução Não é Tarefa do Partido : 646 - Este texto é de 1920. Em 1875, divergindo de Marx e Engels, Wilhelm Liebknecht propôs a tática do antiparlamentarismo . A socialdemocracia não aceitou. Seria renunciar a si mesma. 647 - Acusa o Partido Comunista Alemão de ter se tornado igual ao SPD. O KPD tomou-se um partido parlamentar como os outros. Um partido do compromisso, do oportunismo, da critica e da luta verbal. Um partido que deixou de ser revolucionário . 648 - O que defende é uma “vanguarda revolucionária” por fora dos partidos. (...) só podem cumprir esse dever como organização fechada, porque são o que há de melhor, são os revolucionários proletários. Dado o caráter fechado de sua organização, reforçam-se e adquirem um discernimento cada vez maior, manifestam sua vontade de ação face aos hesitantes e confusos. No momento decisivo, formam o centro magnético de toda a atividade. São uma organização política, não um partido político no sentido tradicional ...