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Mostrando postagens com o rótulo Expropriação

Maurício Tragtenberg - Textos Diversos IV - Dialética do Sionismo

  Dialética do Sionismo : 347 - “O Estado Judeu”, livro de Herzl. Em toda obra de Herzl não há uma só menção sobre a existência dos árabes palestinos. Explica-se quando Herzl sonha com o “Estado Judeu” pensando em localiza-lo em qualquer lugar, Argentina, Canadá ou Uganda. Somente quando redige o último capítulo de seu livro verifica que só a Palestina como espaço do futuro “Estado Judeu” seria capaz de mobilizar emocionalmente as massas judaicas da Europa Central. Para ele, o “Estado Judeu” na Palestina se constituiria num “ponto firme da civilização contra a barbárie”, num posto avançado da Europa na Ásia”. 348 - Outro traço da política de Herzl era especular com anti-semitismo e com o desejo de se desembaraçar da população judia, para promover a emigração à Palestina. Assim, em 1903, Herzl obteve do ministro czarista Plehve, organizador de “pogroms” iniciando uma tradição política em que a convergência do programa sionista com o dos anti-semitas, abertamente reconhecida por e...

PP - Textos Diversos XXII

  Nic Beuret (PP) - 6 Notas Sobre a Economia da Revolução de Rojava : 683 - Muito já foi escrito sobre a revolução em Rojava, um território composto por três cantões de maioria curda no norte da Síria, que se tornou famoso pela defesa da cidade de Kobane contra as forças do Estado Islâmico. Após a Síria entrar em guerra civil em 2011, o povo de Rojava, incluindo muitos esquerdistas curdos, tomaram a região e embarcaram num projeto radical que eles chamam de ‘autonomia democrática’. 684 - Cerca de metade da terra era propriedade estatal gerida por pessoas do governo como feudos privados. Após o início da revolução a maioria dessas pessoas e dos capitalistas que havia fugiram. Os recursos que eles controlavam e que foram deixados para trás foram expropriados pelos conselhos locais. 685 - Cooperativas (terras foram distribuídas): O objetivo inicial é se tornar autossuficiente para satisfazer necessidades básicas como comida e combustível. No momento isso é menos um ideal e mais ...

Manolo (PP) - Os Anarquistas e a Geografia Urbana (Kropotkin e Reclus)

  Manolo (PP) - Os Anarquistas e a Geografia Urbana (Kropotkin e Reclus) : 567 - Ambos são da primeira onda do anarquismo (1860-1930), antes deste ser desmantelado provisoriamente (até 1960) pelos inimigos de todo espectro que chegaram ao poder entre 1917 e 1930. (...) Kropotkin e Reclus chegam à conclusão de que as cidades são um lugar de encontros e um espaço fértil para atuação política, por terem sido os lugares onde surgiram os embriões da democracia moderna. 568 - O príncipe rejeitou seu título nobre e se filiou a uma seção da AIT em 1872. Foi preso em 74 e passou por vários países até voltar à Rússia apenas em 1917 para colaborar com o processo revolucionário, mas a escalada dos bolcheviques ao poder através de um golpe de Estado fê-lo crítico acerbo desta forma de condução de um processo revolucionário – em conformidade com sua longa crítica a qualquer governo, mesmo revolucionário . 569 - Manolo defende que, ao contrário do que se diz por aí, a questão urbana não é s...

Direitistas - Textos Diversos XVIII

  Luiz Eduardo de Ó - Por uma Teoria da Exploração Libertária : 151 - A meu ver, ele já começa errado e sem entender a lei que quer “derrubar”: A lei fundamental da teoria do valor é a de que os preços de praticamente todos os artigos, incluindo salários, são determinados por seus valores, ou mais precisamente, que são pelo menos, em uma primeira aproximação, proporcionais às horas de trabalho necessárias para sua produção . 152 - Na edição do Journal of Libertarian Studies que tratou do livro de Carson ele escreve que a explicação do comportamento individual dentro do mercado dada pelo subjetivismo da utilidade marginal é completamente compatível com a economia política clássica, e que estava implícita na mesma, uma vez que a lei do valor dos clássicos operava através de forças de oferta e procura . 153 - Ou seja, o que Marx fala, e Popper concorda com ele, é que sob certas condições (pobreza excessiva do exército industrial, por exemplo) os salários são mantidos no nível d...

Direitistas - Textos Diversos XII - Monopólio da Terra (Kevin Carson)

  Kevin Carson - Monopólio da Terra: 94 - A acumulação primitiva descrita no capítulo anterior foi apenas um exemplo de um fenômeno histórico geral: assim como os Georgistas Oppenheimer e Nock mostraram, o Estado tem, ao longo da história, feito a exploração possível controlando acesso a terra. O último, se referindo a franca perspectiva de classe de Wakesfield em relação ao monopólio da terra, comentou que a “exploração econômica é impraticável até a expropriação da terra ter sido conduzida” [4]. A rápida pesquisa de Henry George, em Progresso e Pobreza, sobre a invasão das classes dominantes na terra do campesinato, é uma boa introdução. A história de Lívio da república Romana, por exemplo, é dominada pelo conflito entre os plebeus e os senhores de terra patrícios. As grandes propriedades da aristocracia foram entalhadas do domínio público, originalmente propriedade comum de todo o povo Romano. 95 - O sistema de títulos de terra na Europa medieval foi estabelecido, da mesma f...

Direitistas - Textos Diversos II - A Ética e a Economia da Propriedade Privada (Hoppe)

  Hoppe - A Ética e a Economia da Propriedade Privada : 17 - Traz a regra social de ouro. Segundo ele: cada um é dono de seu próprio corpo físico, bem como de todos os lugares e bens da natureza que ele ocupe e coloque em uso através de seu corpo, desde que ninguém mais já tenha ocupado ou utilizado esses mesmos bens e lugares antes dele . (eu discordo já aí, mas beleza). 18 - Coloca que a partir do momento que se sabe que uma regra moral não pode defender que A é dono do corpo de B (já que as regras morais têm que ser universalmente válidas a todos os racionais), está criada a “propriedade privada” que impossibilitaria as “co-propriedades”. Por que? Pensa que explica, mas não explica. Afinal, os seres humanos podem se organizar da melhor forma que decidirem e quiserem. 19 - Joga alguns argumentos bem toscos, como o de que se uma pessoa não tiver direito de propriedade sobre outras coisas, ela morrerá. Até é verdade, por não poder trabalhar, mas não o “direito de propriedade ...

Marxistas - Textos Diversos C - A Polêmica Sobre a Ausência de Proletariado e a Estratégia (Arcary)

  Valerio Arcary - A Polêmica Sobre a Ausência de Proletariado e a Estratégia : 1657 - Afirma que a falta de lideranças proletárias, no Fórum Social Mundial, de um país que viveu nos anos 80 um ascenso operário é sintomático. Intelectuais e ditos socialistas parecem crer que o operariado foi “assimilado” pela sociedade de consumo, afirma Arcary. Depois de 68, também houve isso. Os revolucionários seriam os jovens e estudantes. Ou mesmo funcionários altamente especializados. Ou massas camponesas pobres. 1658 - A interpretação que dá à passagem ao capitalismo um caráter de transição suave (advinda da coexistência de práticas mercantis e capitalistas no período pós-feudal) ignora, para o autor, as seguintes revoluções: a revolução nacional dos Países Baixos contra a Espanha no séc.XVI, a revolução do parlamento contra os Stuarts na Inglaterra do XVII e a revolução francesa no XVIII . 1659 - Bem interessante esta parte histórica aqui: A extensão e generalização das relações merca...

Marxistas - Textos Diversos LXXXIV (Robert Kurz)

  Robert Kurz - A Economia da Terra : 1393 - Texto de 2006. Resumo: ninguém deve ser dono da terra. Desenvolve pouco. Por sinal, todos os textos deste cara estão no lugar errado; Ele não é um marxista ortodoxo.   Robert Kurz - A privatização do Mundo : 1394 - Nem no feudalismo havia tanta expropriação: “ Diferentes possibilidades de uso livre nunca deixaram de ser controversas, como o direito à caça e à pesca. Quando os senhores feudais tentavam estabelecer proibições nesse sentido, estas quase nunca eram obedecidas. Assim, o caçador e o pescador ilegais passaram a figurar entre os heróis da cultura popular pré-moderna .”   Robert Kurz - A Ruptura Ontológica : 1395 - Capitalismo: De um lado, era necessário dar à ontologia especificamente nova a dignidade de uma relação natural objetiva. Isto é, era necessário transformar explicitamente uma ontologia histórica em uma ontologia trans-histórica e antropológica – simplesmente humana. 1396 - O passado passou a ...

Marxistas - Textos Diversos LI - Teses de Abril (Lênin)

    Lenin - Teses de Abril : 778 - Teses pessoais de abril. Lidas duas vezes. Uma na reunião dos bolcheviques e outra numa conjunta entre estes e os mencheviques. 779 - Guerra? Só se for para defender o poder do proletariado, não a guerra imperialista. 780 - A particularidade do momento atual da Rússia é que o país está passando do primeiro estágio da revolução - que deu o poder a burguesia, pelo fato do proletariado não ter o suficiente nível de consciência e de organização – ao segundo estágio, que deve colocar o poder nas mãos do proletariado e dos setores mais pobres do campesinato. (...) Esta transição é caracterizada, por um lado, pelo máximo de legalidade (a Rússia é hoje o país com mais liberdade entre todos os países beligerantes); por outro, pela ausência de violência contra as massas, e, por fim, pela confiança inconsciente destas no governo dos capitalistas, o pior inimigo da paz e do socialismo. 781 - Nenhum apoio ao Governo Provisório. Explicar a completa fa...

Marxistas - Textos Diversos XIX

  Daniel Delfino - Um Comunista na Disneylândia : 269 - Texto de 2003. Foi submetido, pelo chefe, a uma leitura obrigatória, fora do horário de trabalho, de um livro de auto-ajuda empresarial sobre os sucessos da Disney. Por sinal, o que reflete bem o quanto essa ideologia da competição (Você S/A) representa o avanço do capital - e o tempo que ele exige - sob todas as demais esferas da vida. 270 - Resumidamente, coloca a Disney como a venda do produto ilusão e fantasia. Um lugar fora do mundo onde tudo é lindo e solidário (cita a solidariedade em filas para com os casais em lua de mel). As pessoas sabe que estão consumindo um engodo, mas sua cota de fantasia é uma espécie de anestésico para o mundo lá fora. (São reflexões de Delfino. O livro tá “nem aí” pra isso) 271 - Obviamente, todos devem estar comprometidos com a ideologia da empresa e serem os melhores atendentes do mundo em seus postos de trabalho.   David Harvey - Capítulo IV do Espaços de Esperança : 272 - Prol...

Libertários - Textos Diversos XXII (Makhno)

  Makhno - Lenin e o Leninismo : 447 - Texto de maio de 1925. 448 - Lenine diz: "Devemos edificar um Estado onde os operários conservarão a predominância sobre toda a classe dos camponeses." Que queria dizer o "guia mundial do proletariado"? Que os trabalhadores que adiram ao partido leninista não deveriam jamais sonhar construir uma sociedade nova em colaboração com a classe camponesa?   Makhno - O Grande Outubro na Ucrânia : 449 - Texto extraído de Os Anarquistas na Revolução Russa, organizado por Alexandre Skirda. 450 - Enquanto o proletariado das cidades pensava ingenuamente que a tarefa número um da revolução seria colocar os bolcheviques no poder, os camponeses livres da Ucrânia perceberam que o importante mesmo era a ação direta para se livrar dos ricos fazendeiros e proprietários, coloca Makhno. 451 - … É por isso que os camponeses começaram, na Ucrânia, a sua ofensiva, ao confiscar as armas dos burgueses (a marcha do general Kornilov sobre Petrogrado...

Libertários - Textos Diversos XVI

João Pinto - A Propósito do Marxismo de João Bernardo : 295 - Professor de História da UFG. Faz breve relato biográfico de JB, que não possui título universitário (e curiosamente é o teórico mais interessante que eu conheço. Nunca mais falo de Olavo quanto a isso…) 296 - Diz que “Economia dos Conflitos Sociais” é sua obra síntese. 297 - Afirma que JB propõe a reorientação da tecnologia de gestão capitalista para criar um mercado controlado e disciplinado. Seria o marxismo das forças produtivas. 298 - É central, portanto, a recusa radical a qualquer hierarquização do controle da produção .   John Holloway - A Crise do Trabalho Abstrato : 299 - Texto de 2007. O trabalho útil, que é o que produz valores de uso, vira trabalho abstrato no capitalismo. O trabalho alienado aparece então como oposto da atividade vital consciente. Esse duplo caráter do trabalho cria o duplo valor (tipo de) da mercadoria. È ele também quem cria a tensão é entre fazer o que é útil e o que se gosta e ...