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Filosofia - Textos Diversos VI

  Bertrand Russell - Dúvidas Filosóficas: 148 -   A ciência tenta agrupar fatos por meio de leis científicas; estas leis, mais que os fatos originais, são a matéria-prima da filosofia . 149 - A ciência e esse povo meio sofista. Ou… sempre dá para relativizar tudo. Dá pra confiar em nossa memória?:   Oponentes de Darwin, tais como o pai de Edmund Gosse, levantaram argumento bem parecido contra a evolução. 0 mundo, disseram, foi criado em 4004 a.C., com fósseis introduzidos para tentar nossa fé. 0 mundo foi criado de repente, mas de tal maneira como se fruto de longa evolução. Não há impossibilidade lógica a esta opinião. E, igualmente, não há impossibilidade lógica à opinião segundo a qual o mundo foi criado cinco minutos atrás, cheio de memórias e registros. Talvez pareça uma hipótese improvável, mas não refutável logicamente. 150 - E a memória que abrange longo período de tempo está muito propensa a erro, segundo demonstrado pelos equívocos invariavelmente descober...

João Bernardo - A Legitimidade Democrática do Fascismo - Parte III

(continuação) . 134 - Coloca a “coincidência” de período entre a assimilação pela consciência democrática europeia da “ convicção da inferioridade biológica dos povos de pele escura ” e o necessário processo de implantação de práticas capitalistas - trabalhado assalariado - na África durante a segunda metade do século XIX. “ E a obtenção de trabalhadores para as minas e plantações conseguiu-se com um misto de pressões económicas e fiscais permanentes, de enquadramento administrativo e de violência pura, resultando numa peculiar conjugação de assalariamento e trabalho forçado .” Antes só queriam comprar escravos, mas não se metiam no modo de produção. 135 - Esse processo na África levou ao fortalecimento da noção de “geopolítica”, que procurava explicar toda aquela dominação com base na superioridade racial. “ Nascida nas instituições universitárias e administrativas das democracias e aí desenvolvida, nomeadamente na Grã-Bretanha pela acção de Halford Mackinder, membro da ala mais imper...

João Bernardo - A Legitimidade Democrática do Fascismo - Parte II

 ... 121 - Mussolini falava em “vontade de poder” para dar luz à vitalidade do fascismo. Ademais, afirmava que era necessário criar um mito não necessariamente real, para “nos” dar força e coragem. 122 - Mussolini vinha da burocratização do movimento operário e Hitler não, daí até se poder falar em três tipos de fascismo. “ Tendo conseguido escapar à chacina que Hitler desencadeou na célebre noite de Junho de 1934 contra a ala radical do partido, Otto Strasser encontrou um temporário asilo em Itália, onde se queixou a Mussolini da falta de interesse do Führer pelas questões sociais. Mussolini teria comentado que Hitler, por nunca ter sido um revolucionário, não poderia agora ser um verdadeiro fascista ” 123 - Hitler pensava que a questão social era nada, pois revoluções se davam era no campo da biologia, a grande luta era entre as raças superiores e inferiores. 124 - Assim Hitler era mais um racista que um nacionalista. Povos germânicos e nórdicos deveriam prevalecer. Ao leste, os ...

Bertrand Russell - A Filosofia Política de Locke

Texto “ Bertrand Russell - A Filosofia Política de Locke ": 69 – John Locke escreveu seu “Segundo Tratado” (o importante mesmo) em 1690. 70 – Robert Filmer considerava o desejo de liberdade como algo “ímpio”. O rei era um descendente de Adão e tal. 71 – "Os escolásticos subtis", diz Filmer, "para poderem colocar o rei abaixo do papa pensaram que o melhor modo era levantar o povo acima do rei, de modo que o poder papal tomasse o lugar do real." Cita o teólogo Belarmino que diz ser o poder secular conferido pelo povo (isto é, não por Deus) "e pertence ao povo, a não ser que ele o entregue a um príncipe" 72 – O poder divino de Filmer não resistiu à luta entre diversas classes na Inglaterra. 73 – O rei, na Inglaterra desse período, só era forte quando estava com a aristocracia ou com a classe média rica. Nunca quando estava só (ou seja, contra essas duas). 74 – Filmer perdeu (com sua tese do filho de Adão), porém, ainda consideramos natural aceitar o prin...

Eric Hobsbawm - A Era de Ouro, de Era dos Extremos (Cap. 18)

  Anotações Sobre Era dos Extremos (Hobsbawm)     Parte III do Livro – O Desmoronamento – 1973 a 1991 Capítulo 18 : Feiticeiros e Aprendizes (pág. 504) 163 – A ciência migra para os EUA na Era da Catástrofe (1914 a 1945). 164 – Explode o número de cientistas pesquisadores. 165 – Anos 70/80: países desenvolvidos gastavam bem mais da metade do orçamento em pesquisa e desenvolvimento. Os países subdesenvolvidos não gastavam 2 ou 3%. Fuga de cérebros. 166 – Ciência e inovações cada vez mais especializada(s) e inacessível(is) ao leitor médio. 167 – Surgiu também o medo (alteração na ordem natural; conseqüências morais ou políticas ruins... etc. etc.) e impotência em relação à ciência. 168 – Stalinismo e nazismo tinham receio com a ciência, inclusive com a Física pós-Einstein. Criticava, mas a tolerava. Hitler era mais “radical”. Expulsou inúmeros judeus importantes para a ciência. Até aceitava que se explicasse a teoria da relatividade, mas não podia fazer referênci...