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Mostrando postagens com o rótulo Cooptação

Livro: Paul Singer - Aprender Economia - Capítulo 6

                                            Livro: Paul Singer - Aprender Economia Pgs. 157-183 " CAPÍTULO 6 : "O SOCIALISMO " 94 - O socialismo seria algo além da igualdade (abolição das classes sociais): ... primeiro, a economia não estaria mais sujeita a crises, a desemprego, a desperdício de recursos, porque ela seria planejada, havendo um controle consciente por parte da coletividade sobre o processo social de produção e distribuição, e, portanto, o indivíduo não seria mais dominado pelas forças imprevisíveis do mercado . 95 -  Há 20 anos  (1960 mais ou menos) , muitos aceitavam a tese de que só através de uma revolução que socializasse ou estatizasse os meios de produção é que os países que não fizeram a revolução industrial original poderiam sair do atraso e do subdesenvolvimento. Esta tese se baseava no contraste entre a rápida industrialização da Uni...

Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx III - Capítulos 23 e 24

                    Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx - Volume Três Pgs. 93-112: " CAPÍTULO 23 : "A prática como concreto máximo (terceira exposição) e as classes sociais " 30 - Diz que, do capítulo sobre as classes, há no máximo o que não é classe. A interrupção do escrito de Marx não forneceu uma teoria sobre. O próprio Marx fala em alguns momentos que "só há duas classes". Noutros, fala das "três classes", incluindo o proprietário fundiário... E por aí vai. Não há uma teoria acabada das classes sociais. Cita passagens de Marx e de Engels que abonariam a tese incorreta - a seu ver - da determinação da classe pela origem dos rendimentos: lucro, renda e salário.  31 - Lembra que, ao menos na sua concepção, não existe "prática comum" para que se defina classes a partir dela. De todo campo de práticas participam indivíduos que possuem práticas não exatamente iguais/sobrepostas. A imaginação de uma prática comum, geralme...

PP - Textos Diversos XXXVI

  Soraia Soriano (PP) - O Velho e Novo no Debate Sobre Estratégia : 1115 - Afirma que muitas críticas à luta autônoma de 2013 a 2016 partem de uma análise com categorias engessadas, que subestimam a novidade interessante que alguma luta fora da cartilha pode estar parindo. 1116 - Ela se contrapõe a outro texto.  Discordo quando o texto afirma que as ocupações de escolas pelos estudantes secundaristas em final de 2015 fortaleceu a burocracia sindical petista (Apeoesp). (...) Ora, a luta era direcionada às escolas do Estado (hoje PSDB, amanhã pode ser PT), portanto se houve de fato algum ganho eleitoral ou pontual que seja, como falas públicas da Bebel querendo se apropriar do movimento, queda do secretário e a revogação da reorganização escolar, é óbvio que o PT vai se aproveitar deste “ganho”, inclusive porque tinham secundaristas ligados a eles presentes na luta. (...) Depois de uma greve de 90 dias dos professores, encerrada sem nenhum ganho, a Apeoesp se desmoraliza ainda m...

PP - MST S A I

  PP - MST S A : 943 - Primeiro contato: O primeiro encontro entre a VCP e a direção do MST, representada por Ciro Correa, ocorreu em 2004, sendo intermediador Oded Grajew, um empresário defensor da responsabilidade social das empresas e do bom relacionamento entre as empresas e os movimentos sociais. A resposta oficial do MST foi negativa quanto à aliança institucional com a VCP, mas sem que ocorresse uma oposição do Movimento à participação individual dos assentados [2]. (...) Posteriormente, parte da militância do MST e da Via Campesina destruiu uma grande quantidade das mudas plantadas em 2007, em resposta a uma ameaça do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de retirar os lotes a estas famílias, já que à época fugiam às normatizações de espécies a serem plantadas nos assentamentos. 944 - O segundo caso é com a Fibria (ex-Aracruz) e começa com uma ocupação de mulheres em 2006 para denunciar o “deserto verde” e a própria matriz produtiva do agronegócio....

PP - Dilemas da Luta por Moradia

  PP - Dilemas da Luta por Moradia - Parte I : 925 - Na década de 80, Bava denunciava o Estado como domesticador e cooptador.   Caccia Bava e outros tantos que nas décadas de 1970 e 1980 construíram, junto com os movimentos populares da época, o que hoje se chama projeto democrático e popular ocupam os lugares mais privilegiados de uma fração de classe a que chamamos, ainda intuitivamente, de burocracia participativa. (...) Dizemos que se trata de fração da classe dos gestores, e não de classe nova. 926 - Algo a se observar é que enquanto, em alguns casos, as ocupações acontecem segundo o modelo “ocupar-construir-morar” (e isso se reflete no rechaço às listas, filas de espera, bolsa-aluguel), na expectativa de que aqueles terrenos se consolidem como bairros, em outros, opta-se pelo pelo modelo “ocupar-pressionar-conseguir apartamentos”. 927 - De certa forma é o velho debate sobre “autoconstrução vs. fundos públicos para a construção em mutirão”. 928 - Com os fundos púb...

Pablo Polese (PP) - A Esquerda Mal Educada

  Pablo Polese (PP) - A Esquerda Mal Educada : 708 - As organizações que buscam se construir de modo autônomo não têm canalizado suas forças no sentido da formação e consolidação de uma base permanentemente organizada, que possa ser “convocada” a qualquer momento. Isso implica que tais organizações sejam caracterizadas por seu caráter efêmero, ou seja, pela descontinuidade organizativa . 709 - Isso é bom no aspecto de diminuir o alcance da nociva tática do campo democrático-popular considera: a estratégia atual se centra na assimilação das lutas pela via do incentivo à participação popular. Cooptar os destaques de cada luta contínua e etc. (...) Essa estratégia atual de apassivamento dos conflitos sociais reserva a repressão apenas aos órgãos da classe que se recusam a serem assimilados por essa lógica e seus mecanismos próprios de incentivo à participação e co-gestão dos conflitos sociais. 710 - Elogia o movimento “O Mal Educado”: não se preocupou em canalizar seus esforços ...

PP - Textos Diversos XV

  Karina (PP) - Polarização, O Som do Silêncio : 446 - Desde Collor houve 61 tentativas de impedimento de presidentes a maioria feita por cidadãos comuns, mas várias feitas por partidos de oposição, como 4 pedidos petistas para o impedimento de FHC. Collor foi inocentado de todas as acusações que embasaram a abertura do impeachment (aqui e aqui). Essas duas afirmações apontam para um mesmo sentido: o impeachment é um instrumento político, não jurídico. 447 - Coloca que o PT apostou mais em acordos parlamentares para enfrentar o golpe no jogo político mesmo do que em manifestações de rua ousadas e combativas. Com isso, legitimou o jogo. 448 - Critica a extrema-esquerda crítica ao PT por só apresentar soluções de longo prazo (trabalho de base) e não ter proposta de curto prazo. 449 - Karina: A princípio a defesa de uma pauta, até então popular, por um burocrata é uma tentativa de cooptação, por si só não garante sucesso na cooptação. O que determina o sucesso desta tentativa ...

PP - Textos Diversos II

  Caio e Simone (PP) - Democracia de Base Sem Trabalho de Base : 87 - Não existe fórmula pronta contra a burocracia. Podemos propor o modelo organizativo mais avançado e democrático que pudermos imaginar: se ele não se erguer com base numa mobilização popular real, poderá resultar em uma forma ainda mais burocrática. 88 - De fato, não deve ser encarado como natural que na maior mobilização de massas da história do país tenha havido um pequeno grupo que, “sem ter sido eleito por ninguém, sentou para “conversar” (…) com o Ministério Público, com a Prefeitura de Haddad e deu entrevistas na imprensa falando (…) em nome de um movimento que ganhou proporções que o próprio MPL tinha clareza que não representava e nem poderia representar, sem nenhuma consulta aos (…) que participavam do movimento”. No entanto, não se pode perder de vista que se não houvesse esse pequeno grupo construindo, planejando, convocando, analisando, fazendo declarações públicas – em suma, realizando um papel di...