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Libertários - Textos Diversos VII

  Crítica a John Holloway: 100 - Afirma que Holloway tem como condição necessária à revolução a existência de pessoas puras, boas e conscientizadas que, previamente a qualquer coisa, criarão um mundo novo. Seria um conto de fadas. 101 - Seriam ilhas de “novos homens” dentro do capitalismo.   Crítica ao Anarco-Marxismo e Réplica de Nildo Viana : 102 - Primeiro a crítica de Carlos Moreira. Texto de 1992. Afirma que o representante clássico do que critica como “anarco-marxismo” é Daniel Guérin, além de Pierre Ansart. 103 - Afirma que os fundamentos do anarco-marxismo são os seguintes: “ a)   união de concepções anarquistas e marxistas ;  b)   espontaneísmo fundado no economicismo ;  c)   negação do papel da vanguarda, seja expressa no partido ou no sindicato ;  d)   negação das experiências socialistas e da experiência da revolução bolchevique ;  e)   identificação do comunismo com a autogestão ;  f)   negação da necessidade ...

Nildo Viana - Um Marxismo Vivo (Livro?) - Parte II

             147 - O quarto texto é sobre a URSS. O termo “capitalismo de Estado” viria já na década de 20. Os criadores seriam “ Amadeo Bordiga e a esquerda comunista italiana, os comunistas conselhistas e o grupo "Verdade Operária" na URSS .” 148 - Bordiga defendia que o “asiatismo” (modo de produção) russo impediu o desenvolvimento imediato do capitalismo privado. A estatização dos meios de produção era, assim, uma transição necessária não para o comunismo e sim para o capitalismo privado. 149 - Os conselhistas consideravam o Estado soviético a unificação do patronato. Era como se fosse. 150 - “ Ainda na década de 30, A. Ciliga defenderia a teoria de que a Rússia vivia sob o Capitalismo de Estado .” 151 - Traz um monte de autor em cada década que defendia isso. 152 - Para Nildo, “ Com o regime czarista em crise e com a pouca possibilidade de implantação do capitalismo privado, devido a debilidade da burguesia russa, restava com tendências principais...

Nildo Viana - Um Marxismo Vivo (Livro?) - Parte I

  Nildo Viana - Um Marxismo Vivo (Bom Livro) : 125 - Não sei se é um bem um livro ou uma seleção que alguém fez dos seus textos, mas vou ler, pulando apenas o que já li - como o “o que é autogestão”. 126 - Pega trechos claramente materialistas do jovem Marx falando sobre a insuficiência das teorias. Estas só podem mesmo prosperar se correspondem a necessidades materiais da classe. Isso tudo para negar a existência prévia de idealismo no jovem Marx (acho que ele não se refere ao Marx quase adolescente). Logo, Althusser estaria errado em falar do Marx filosófico e Marx científico. 127 - A quarta tese sobre Feuerbach defende que a crítica da ideologia deve ser precedida pela crítica do modo de produção que gera esta. 128 - Engels: “ Se Barth pensa, pois, que nós negamos toda a reação dos reflexos políticos, etc. do movimento econômico sobre este movimento, ele combate simples moinhos de vento. Que estude o 18 Brumário de Marx, em que quase só se trata do papel particular que...

Nildo Viana - Textos VII

  Nildo Viana - Universidade e Especialização - O Ovo da Serpente : 168 - A totalidade já é importante em Hegel, que diz que ao se focar na árvore pode se perder de vista a floresta. Em Marx, é a totalidade concreta. 169 - Critica as universidades por se estruturarem de forma a secundarizar a totalidade. 170 - Propõe reformas nos currículos. História da ciência; antropologia focada em distinguir normalidade e anormalidade, etc.   Nildo Viana - Violência, Estado Penal e Criminalidade : 171 - Uma página só. Resumo: a tese de Wacquant. Estado neoliberal = Estado penal.   Nildo Viana - Weber, tipos de educação e educação burocrática : 172 - Os tipos ideias de Weber não são os “conceitos” (expressões da realidade) de Marx, são construções subjetivos para servir de instrumento de análise da realidade empírica. 173 - Weber: a dominação racional-legal é burocrática. 174 - Ademais, o s tipos de dominação legítima raramente são encontrados em estado puro na realidade. Eles se apres...

Nildo Viana - Textos VI - Sartre e o Marxismo

  Nildo Viana - Sartre e o Marxismo : 96 - Em “O Ser e o Nada”, Sartre começa suas teses. Distingue aparência e o ser. Ser-em-si e ser-para-si, que é a transcendência. . 97 - Liberdade, para Sartre, é liberdade de escolha e não “ter o que se quer”. 98 - Sartre: Assim, não diremos que um prisioneiro é sempre livre para sair da prisão, o que seria absurdo, nem tampouco que é sempre livre para desejar sua libertação, o que seria um truísmo irrelevante, mas sim que é sempre livre para tentar escapar (ou fazer-se libertar) 99 - Sartre definindo "a existência precede a essência": Significa que, em primeira instância, o homem existe, encontra a si mesmo, surge no mundo e só posteriormente se define. Quer dizer, Sartre, que não existe natureza humana - diz isso expressamente depois. Pra mim não é uma conclusão lógica da frase, mas enfim... 100 - Como não há natureza humana, o homem estaria condenado a ser livre, a escolher seu projeto. 101 - Sartre e Freud. Via algum dete...

Nildo Viana - Textos V

  Nildo Viana - Reforma Universitária : 84 – A proposta era acusada de querer o crescimento progressivo do capital privado no financiamento, seja através de mensalidades seja através de parcerias com empresas. 85 -A proposta incluía numero maior de horas-aula em detrimento de pesquisa e também a expansão do EAD.   Nildo Viana - Rousseau e a Teoria da Autogestão Social : 86 – Parece mais um julgamento mal explicado sobre a vermelhidão ou não de Rousseau que um texto útil. Enfim, fraco, mas curto, pelo menos.   Nildo Viana - Rússia 1917 (Uma Sociedade em Transformação) : 87 – A população russa na época era 70% camponesa. 88 - Lênin ficou surpreso com os sovietes - estava ainda na Suiça: “E m fevereiro de 1917 as massas organizaram os sovietes antes mesmo que algum partido tivesse tido tempo de lançar esta palavra de ordem.O grande gênio criador do povo, temperado pela amarga experiência de 1905, que o tornara consciente, eis o artífice desta forma de pod...

Nildo Viana - Textos IV

  Nildo Viana - O Governo Lula ou As Ilusões Perdidas : 59 – Afirma que o PT desde sua gênese já era hegemonizado por setores da socialdemocracia. Com o tempo, foi se tornando cada vez mais conservador nessa orientação. 60 – Livro de Robert Michels em 1914: “ Segundo a tese deste autor, o crescimento partidário/eleitoral promove a tendência de burocratização e criação de novas camadas pequeno-burguesas no partido. Estas, uma vez criadas, passam a ter interesses próprios e a dirigir o partido para satisfazer tais interesses e não mais por lutar pelo "socialismo" ou coisas do gênero .”   Nildo Viana - O Marxismo Libertário de Anton Pannekoek : 61 – Era a Liga espartaquista de lá, digamos assim. “ Na Holanda, os oposicionistas à guerra imperialista se aglutinaram em torno de Pannekoek, Gorter, Roland-Host ”. E não ofereceram apoio incondicional à Revolução Russa. Apoio crítico. 62 - O livro de Lênin, O Esquerdismo, A Doença Infantil do Comunismo, era sobretudo diri...

Nildo Viana - Textos III

             Nildo Viana - Democracia e Autogestão : 39 – Carlos Nélson Coutinho defende democracia como valor universal para além do capitalismo, aceitando inclusive uma dualidade de poderes (ao contrário de Marx, Lênin e Trotsky). Achei no mínimo mal explicada essa história. 40 –   Já Chauvey aceita essa dualidade porque “é o jeito”. Algumas decisões exigem a representativa. 41 - Critica, a partir de Brinton, a noção de controle operário (muito defendida por leninistas e trotskistas) , que não seria de modo algum autogestão: “ Para ele, o controle operário, ao contrário da autogestão, não significa que a classe operária irá gerir a produção e sim que ela irá “supervisionar”, “inspecionar” ou verificar as decisões tomadas por “instâncias exteriores” ao processo produtivo, tal como o estado ou o partido (Brinton, 1975) .” 42 - Já as cooperativas são, de certa forma, determinadas, em termos de organização, pelo Estado e pelo mercado (lá vendem suas...