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Mostrando postagens com o rótulo Foucault

Pablo Polese (PP) - Sobre a Centralidade da Tática no Campo Autonomista

  Pablo Polese (PP) - Sobre a Centralidade da Tática no Campo Autonomista : 784 - Checar essa informação: Não é à toa que se lê mais Foucault que Pannekoek, e não é por acaso que o principal financiador de estudos feministas (revistas, pesquisas, projetos etc) é a Fundação Ford. Essa mesma Fundação financiou o estabelecimento do movimento negro no Brasil após o final da ditadura militar. Em ambos os casos, propiciou com eficácia o estabelecimento da mesma orientação política, de matriz norte-americana. Isso não quer dizer que a bandeira feminista ou a da luta contra o racismo sejam menos importantes ou em si mesmas reformistas, integradas à ordem, mas quer dizer que as vertentes que defendem práticas sociais feministas e anti-racistas num molde menos perigoso à ordem do capital são as que serão incentivadas aqui e ali por fatores objetivos, mais que tudo econômicos, e subjetivos, especialmente no plano da disputa de ideologias enquanto parte da luta de classes. 785 - O MPL perd...

PP - Textos Diversos XXIII (Pablo Polese)

  Pablo Polese (PP) - A Redução da Maioridade Penal Face à Indústria do Cárcere : 717 - Um simples olhar para as experiências internacionais já serve, penso, como argumento contra a redução: a imputabilidade de menores de 18 anos não trouxe, nos países que a implantaram, uma redução dos índices de criminalidade. 42 dos 53 países “mais seguros” do mundo tem maioridade penal de 18 anos . Como bem colocou um comentador da questão “o único país rico que pune como adulto os jovens é os Estados Unidos. Justamente o país rico com os maiores índices de criminalidade”. 718 - O colapso do sistema prisional público é portanto previsível, se já não uma realidade iminente, uma vez que a redução demandará uma ampliação significativa do aparato estatal (mais policiais, mais escreventes judiciais e juízes, mais Varas Criminais, mais delegacias, fóruns e claro, presídios, que por sua vez demandarão a contratação de carcereiros, faxineiros, serviços de manutenção das unidades etc). 719 - ...

PP - Textos Diversos XIX (Marcelo Lopes de Souza)

  Marcelo Lopes de Souza (PP) - Do Direito à Cidade ao Direito ao Planeta, Territórios Dissidentes : 630 - Diz que o lado stalinista de Lefebvre - escondido pelos marxistas inclusive no wikipedia - é bem mais amplo do que parece e durou décadas. 631 - Em O direito à cidade, Lefebvre não deixa dúvidas: a classe operária ou trabalhadora seria, por um lado, a única classe capaz de fazer a revolução. Não sozinha: Eis uma maneira elegante e intelectualizada de dizer o mesmo que Lenin: ou o proletariado se deixa guiar pela intelectualidade marxista (ela, sim, detentora de um sentido de “totalidade”), que atuará como sua ideóloga e tutora, ou o proletariado chegará, no máximo, ao reformismo. Faltava a “totalidade”. Então seu clamor por “autogestão generalizada” tem lá suas graves incoerências, conclui Marcelo. 632 - Diz que estatistas (termo meu) e autonomistas disputaram seu conceito de “direito á cidade”. 633 - Diz que o eurocomunismo (PC’s dos anos 70) virou “entrismo” que é u...

Filosofia - Textos Diversos LXVIII

  Sartre - A Existência Como Liberdade Absoluta : 492 - O “Ser e o Nada” é, para muitos, a sua maior obra. 493 - Ficou ao lado dos estudantes no maio de 68. 494 - Afirma que o papo sobre essência do homem advém da ideia de que todo objeto é criado/projetado por alguém antes. A essência vem primeiro, a ideia de uma máquina, por exemplo. Assim, O homem seria o projeto de Deus. Foi concebido e depois existiu. 495 - Premissa de Sartre é a de que não existe a natureza humana. Não se pode saber o que o homem é antes de ele existir . O que há é a condição humana. O que é, então, o homem? Nada, responde. O homem nada é enquanto não fizer de si alguma coisa.   Exatamente por isto ele é para si, no sentido de ser aquilo que fizer de si. Neste ponto o existencialismo sartreano retoma a idéia heideggeriana de projeto: a existência é um projetar-se no sentido de impulsionar-se para o futuro. 496 - O conteúdo da consciência não é outro senão os objetos que ela visa e reflete. A p...

Filosofia - Textos Diversos LI

  Marcos Guilherme Beichor - Digresses Clínicas a Partir de Foucault : 234 - O capitalismo bombardeia a subjetividade com as demandas que fomenta, faz reverberar seu mecanismo funcional por sedução – investe na realização dos desejos, das promessas, do sucesso, investe em imagens, estilos, ambientes, em modos de se vestir, modos de se comportar, modos de sentir, de pensar e de agir – para depois solicitar nossa correspondência, nossa fidelidade e nossa ‘inclusão’. 235 - Cita um comercial de uma mãe arrumando o filho em tempo recorde, com a mensagem publicitária final “bonitinha”: porque a vida é uma eterna competição! Segundo Lazzarato (parceiro de Negri, acrescento) , esse jogo de relações, essa engenharia que circula em torno de elementos abstratos – porém não menos reais – que passa a determinar as novas relações econômicas e vitais na atualidade, fomentando a produção de valores, a manipulação dos afetos e a regulação da informação, constitui o chamado ‘trabalho imaterial’....

Filosofia - Textos Diversos XLIX - Poder em Foucault (Pós-Modernismo) x Karl Marx

Marcelo e Grasiela - Poder em Foucault (Pós-Modernismo) x Karl Marx : 188 -   A isto se relaciona a defesa de que esta sociedade contemporânea seria de um tipo pós-industrial, isto é, que não teria no processo produtivo a sua lógica fundante, como na época moderna, mas estaria muito mais ligada ao crescimento do setor de serviços e à exacerbação do consumo . Hardt e Negri falam em pós-modernismo nesse sentido, segundo os autores. 189 - Diz que a crítica pós-moderna à perspectiva totalizante (capital etc.) parte da microfísica e genealogia do poder de Foucault. 190 - Foucault não vê centros de poder, nem que uma classe detém o Estado. Ele está fluindo em táticas de governabilidade, mas não há centro controlador. Ninguém é dono do poder. Todos o exercem.   Dessa forma, se o poder não tem centro, trabalha-se com o local, o micro, o corpo, o hábito. 191 - Foucault vê outro problema ainda no marxismo: a pretensão, inerente a essa teorização, de se constituir como uma forma ...

Filosofia - Textos Diversos XXIII (Foucault)

  Foucault - Sexualidade e Poder : 373 - Se propõe a uma história da sexualidade. 374 - A histeria era, em Freud, o desconhecimento sobre si mesmo, mais especificamente, sobre o seu próprio desejo. 375 - Reclama que há muito debate e conhecimento no plano geral (ocidental) sobre sexualidade (hipersaber), contrastando com o desconhecimento no plano individual. Saber coletivo sobre a sexualidade. 376 - Diz que o Oriente até produz muito sobre como dar e sentir prazer (a arte erótica), mas o Ocidente, por seu lado, preferiu produzir ciência sobre a sexualidade, não sobre o prazer. A verdade do sexo. 377 - Há a tese de que a Antiguidade não tinha proibições morais nesse campo. A repressão sexual teria começado com o cristianismo e a burguesia levou adiante por um bom tempo. Monogamia e sexo visando a reprodução. Porém, Foucault cita estudo que diz que a crítica ao desejo já era a regra no Império Romano (só os ricos safados podiam fugir delas e se comportarem como animais livres),...

Filosofia - Textos Diversos XVI

  Entrevista com Bento Prado Jr : 290 - Filósofo maior do Brasil segundo uma publicação. Parte desse sucesso se explica pelo fato de que, no mundo superespecializado de hoje, Bento Prado Jr. é um dos poucos que dominam as três vertentes principais da filosofia ocidental: a francesa, a germânica e a anglo-saxônica. O que lhe permite, por exemplo, explicar John Searle para os franceses e Gilles Deleuze para os ingleses. 291 - Um ano depois, estávamos num boteco com Foucault. Ele ainda não tinha publicado "As Palavras e as Coisas", mas estava aqui no Brasil dando o curso sobre os mistos empíricos e transcendentais, "vida", "trabalho" e "linguagem". Estávamos os três na mesa e eu lhe perguntei: "O senhor acha que a noção de 'vida' em Bergson tem um papel transcendental?". Ele me respondeu: "Mas é óbvio que tem". 292 - Organizamos então um projeto de administração paritária da universidade, com a gestão mantida por um...

Filosofia - Textos Diversos XV

  Eduardo Sugizaki - Para Uma Leitura Leiga de Nietzsche :                 281 - Nada que não saiba. O texto parece mais uma poesia de adoração à Nietzsche que qualquer outra coisa.   Elvis Vitoriano - Alienação Para Marx e Foucault : 282 - Texto muito curto para um tema tão complexo. O resumo é que, para Foucault, o doente mental também possui consciência da doença que o acomete. Sabe que há duas realidades dentro dele. Portanto, não está alienado.   Émile Durkheim - Divisão do Trabalho Social e Direito : 283 - Observa que nem dá pra dizer muito bem se o direito é quem cria os fenômenos e a solidariedade social ou se, na verdade, se nutre desta. Ovo ou a galinha. 284 - Por que ele está analisando o direito? Mas não podemos conhecer cientificamente as causas senão através dos efeitos que produzem, e, para melhor determinar a sua natureza, a ciência não faz senão escolher de entre es...