Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Sufrágio universal

Livro: Ha-Joon Chang - Maus Samaritanos - Capítulo 8

                                                                 Livro: Ha-Joon Chang - Maus Samaritanos, O Mito Do Livre-Comércio e a História Secreta do Capitalismo Pgs. 227-254 " CAPÍTULO 8 : "ZAIRE VERSUS INDONÉSIA -  Devemos virar as costas para os países corruptos e não-democráticos? " 144 - Zaire: Em 1961, o Zaire (agora a República Democrática do Congo) era um país muito pobre, com renda anual per capita de $67. Mobutu Sese Seko chegou ao poder por meio de um golpe militar em 1965 e nele permaneceu até 1997. Estima-se que ele tenha roubado $5 bilhões durante seus 32 anos no poder, ou em torno de quatro a cinco vezes a renda nacional do país em 1961 ($1,1 bilhão). 145 - Indonésia: Naquele mesmo ano, com a renda per capita anual de apenas $49, a Indonésia era ainda mais pobre do que o Zaire. Mohamed...

Livro: Ha-Joon Chang - Chutando a Escada - Capítulo 3 ("PARTE D")

                                                                                                                                                              Livro: Ha-Joon Chang - Chutando a Escada (...) Pgs. 185-205 " CAPÍTULO 3 : "Instituições e desenvolvimento econômico: a "boa governança" na perspectiva histórica " 159 - Ainda sobre jornada de trabalho:  Nos Estados Unidos, a limitação da jornada foi instituída primeiramente em âmbito estadual. Massachusetts adotou uma legislação pioneira em 1847, que reduziu a dez horas a jornada das mulheres e crianças (Garraty & Carnes, 2000, ...

Livro: Ha-Joon Chang - Chutando a Escada - Capítulo 3 ("PARTE C")

Imagem
                                                                                                                                                             Livro: Ha-Joon Chang - Chutando a Escada (...) Pgs. 163-185 " CAPÍTULO 3 : "Instituições e desenvolvimento econômico: a "boa governança" na perspectiva histórica " 137 - E um Banco Central? Até que ponto é ou foi necessário?  Já a partir do século XVIII, os bancos dominantes, como o Bank of England ou os grandes estabelecimentos bancários de Nova York, eram obrigados a fazer o papel de emprestador de último recurso em tempos de cris...

Livro: Ha-Joon Chang - Chutando a Escada - Capítulo 3 ("PARTE A")

Imagem
                                                                                                                                                           Livro: Ha-Joon Chang - Chutando a Escada Pgs. 123-145 " CAPÍTULO 3 : "Instituições e desenvolvimento econômico: a "boa governança" na perspectiva histórica " 97 -  Esse pacote de "instituições boas" geralmente inclui a democracia, uma burocracia e um Judiciário limpos e eficientes; a forte proteção ao direito de propriedade (privada) , inclusive de propriedade intelectual; boas instituições de governança empresarial, sobretudo as exigênci...

Livro: Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam - Capítulo 11 - "PARTE A"

                                   Livro:  Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam Pgs. 294-309 " CAPÍTULO 11 : "O CÍRCULO VIRTUOSO " 299 - Um elemento crucial da Revolução Gloriosa de 1688 foi o pluralismo de interesses representados no Parlamento. Nenhum dos grupos (mercadores, industrialistas, proprietários rurais ou aristocratas) aliados a Guilherme de Orange e, depois, à Casa de Hanover, que sucederia a Rainha Ana em 1714, teria força bastante para fazer valer sua vontade de maneira unilateral. (...)   O partido político Whig, que, como vimos (páginas 163-164), fora fundado nos anos 1670 a fim de representar os novos interesses mercantis e econômicos, foi a principal organização por trás da Revolução Gloriosa, tendo dominado o Parlamento de 1714 a 1760. Entretanto, seu poder era restringido pelos grupos rivais, sobretudo o Partido Tory. Nunca puderam ser uma dinastia S...

YT - Stuart Mill | Liberalismo e Utilitarismo

  Stuart Mill | Liberalismo e Utilitarismo 1 - Mill recebeu rígida educação ao estilo "homeschooling" (autobiografia dele, a fonte). Gênio precoce. Lia os gregos aos 8 anos. Em 1826, sofre um colapso mental (não vê sentido nas coisas) e é salvo tempos depois pela poesia.  Foi ateu até o fim da vida. 2 - Se contrapõe a ética e política da filosofia natural lockeana. A base deve ser a utilidade. Não se trata de direitos naturais. Sua noção de felicidade e filosofia da utilidade era mais complexa que a de Bentham. Não se trata só de "felicidade ao maior número de pessoas". O qualitativo importa. Felicidades superiores ou inferiores. É melhor ser um humano insatisfeito que um porco satisfeito. É melhor ser um Sócrates insatisfeito que um tolo satisfeito.  3 - Defendeu o voto feminino no parlamento inglês.  4 - Sobre o próprio corpo, o indivíduo é soberano. Nem o Estado pode mexer. (Máxima abstrata complexa. Pode vender órgão?) 5 - O Estado (autoridades) que torna homens...

YT - TV Boitempo - MARX E A HISTÓRIA | Jorge Grespan | Curso livre: Marx e os marxismos #3 (Parte I)

  MARX E A HISTÓRIA | Jorge Grespan | Curso livre: Marx e os marxismos #3 1 - Até o século XVIII, tudo que acontecia era pelo desígnio e vontade de Deus. Voltaire e outros começam a humanizar a história. Na Inglaterra, Hume começa a fazer o mesmo. Ele escreve uma história da Inglaterra e descobre, por exemplo, que Rei Arthur era mera lenda. A Revolução Francesa marcou o momento em que os humanos perceberam que podiam tomar a História em suas mãos. Hegel é o primeiro filósofo a dar grande valor ao tempo histórico, o qual se desdobraria logicamente. A autodeterminação dos conceitos vai percorrendo esse percurso. Tudo por meio da dialética. Traz uma filosofia da história, não apenas o contrário. 2 - A emergência da sociedade burguesa é um patamar maravilhoso em Hegel. 3 - Marx e Engels criticarão Hegel e os críticos de Hegel, que ficavam aquém até, já que elaboravam conceitos de validade universal.  4 - Sujeito, em Hegel, é o senhor da sua história. A crítica dos críticos era con...

Site Voyager - Esquerda e Democracia II

 (continuação...) 222 - Os jacobinos se inspiravam na soberania popular de Rousseau. (...) Em 1792, dominam a Assembleia e tudo muda.  Uma nova Constituição foi escrita, promovendo o sufrágio universal masculino. O novo Código Civil instituiu a distribuição igualitária das heranças entre irmãos e irmãs, abolindo a primogenitura. A insurreição e o trabalho passaram a fazer partes dos direitos individuais e a escravidão foi abolida. A busca da felicidade, princípio básico da Declaração de Independência americana, passou, na nova Constituição Jacobina, a ser direito coletivo (não apenas individual) e um dever do governo. O processo de cercamento do campo, que havia sido iniciado, visando uma transformação capitalista da agricultura, foi freado e o camponês teve seu acesso à terra facilitado. Portanto, o primeiro documento humano a promover os direitos civis, políticos e sociais universais (masculino) foi resultado de uma coalizão entre trabalhadores pobres (sansculottes) e os rep...

Lula e PT - Textos Diversos VIII - Marco Aurélio Garcia - A Social-Democracia e o PT (1990)

Marco Aurélio Garcia - A Social-Democracia e o PT (1990): 135 - Em 1914, o Partido Social-Democrata alemão (SPD) decidira apoiar o governo do Kaiser em sua aventura bélica. Todos os partidos socialistas da Europa - à exceção do russo e do italiano - se solidarizaram com seus respectivos governos, arrastando o proletariado de seus países à uma luta fratricida nos campos de batalha. 136 - Por isso que o partido social democrata russo mudou para “comunista”. 137 - SPD alemão: A via eleitoral vinha sendo seguida desde 1866 e, em 95, pouco antes de sua morte, Engels saudava o "uso inteligente" do sufrágio universal pelo proletariado da Alemanha. 138 - O Partido Operário Social-Democrata Russo, dividido a partir de 1903 nos moderados mencheviques (minoritários) e nos revolucionários bolcheviques (majoritários), via na social-democracia alemã uma fonte de inspiração permanente. 139 - A derrota das breves experiências soviéticas na Hungria e na Finlândia, o fracasso das p...

Dados e Fatos (Mundo) - Parte XXVI

  Raoul Victor - Acerca das Lutas na Tunísia e no Egipto (PP) : 492 - Na China proibiram pesquisas com a palavra “Egito”. 493 - Egito: proletários, desempregados, jovens das camadas médias... “ e mesmo fracções da classe dominante, inclusive nas forças armadas ”. Revolta contra o governo e uma polícia que extorquia a população há anos. 494 - Foram muitos comitês de bairro, mas se limitaram principalmente — se bem que não exclusivamente — a tarefas de autodefesa contra as exacções das «milícias» de Ben-Ali ou de Mubarak e contra as suas polícias . 495 - Os soldados se aliaram, mas não se rebelaram contra a hierarquia, como em 1905 ou 1917. 496 - Formalmente, os regimes na Tunísia e no Egipto são democráticos, com constituição, partidos, parlamento, eleições de sufrágio universal, etc . 497 - A classe dominante lá seria muito egoísta. Isso porque não admite alternância. “ A democratização da vida política nesses países será difícil e com frequência caótica até que os novos pre...

João Bernardo - A Legitimidade Democrática do Fascismo - Parte I

  A Legitimidade Democrática do Fascismo : 113 – Artigo de 1992. Afirma que logo após a Revolução Francesa (1971) o patronato, digo, o Estado, proibiu a associação livre de trabalhadores ao mesmo tempo que facilitou a das empresas, que passaram a investir em políticas paternalistas, o que, ao contrário do que parecia que iria ocorrer com a proibição de algo como sindicatos, acabou resultando na não-dispersão dos trabalhadores, agora sob a vigilância dos patrões. Construiam bairros operários e coisas do tipo. Para JB, isso é a cara do fascismo. 114 - Crê que há três tipos de fascismo. “ Regimes como, por exemplo, o salazarismo em Portugal, a regência de Horthy na Hungria, o reinado de Carol II na Roménia e também, durante a ocupação alemã da França, o governo de Vichy, reduziram a um mínimo a componente populista ”. Não se apoiaram nas grandes massas, seus desfiles e etc. Era mais uma questão de reforço da autoridade e do nacionalismo, como o disse uma vez Salazar.   Prefer...