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Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulos 12 a 14

                                         Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 97-102 " CAPÍTULO 12 : "CONTRAÇÃO ECONÔMICA E EXPANSÃO TERRITORIAL " 72 - Século XVII foi complicado pra colonização portuguesa. Primeira vieram os prejuízos da guerra e ocupações holandesas. Depois, a baixa do açúcar (inclusive, em parte, como consequência do fator anterior).  Do ponto de vista do comércio e do fisco portugueses, entretanto, os prejuízos deveriam ser consideráveis. Simonsen estimou em 20 milhões de libras o valor das mercadorias subtraídas ao comércio lusitano. Isso concomitantemente com gastos militares vultosos. Encerrada a etapa militar, tem início a baixa nos preços do açúcar provocada pela perda do monopólio. Na segunda metade do século a rentabilidade da colônia baixou substancialmente, tanto para o comércio como para o erário lusitanos, ao mesmo tempo...

Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulo 7

                                        Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 57-64 " CAPÍTULO 7 : "ENCERRAMENTO DA ETAPA COLONIAL " 35 - Contexto após 1640: Ao recuperar a independência, Portugal encontrou-se em posição extremamente débil, pois a ameaça da Espanha — que por mais de um quarto de século não reconheceu essa independência — pesava permanentemente sobre o território metropolitano. Por outro lado, o pequeno reino, perdido o comércio oriental e desorganizado o mercado do açúcar, não dispunha de meios para defender o que lhe sobrara das colônias numa época de crescente atividade imperialista. A neutralidade em face das grandes potências era impraticável. Portugal compreendeu, assim, que para sobreviver como metrópole colonial deveria ligar o seu destino a uma grande potência, o que significaria necessariamente alienar parte de sua soberania. Os aco...

Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulos 4 a 6

                                      Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 37-40 " CAPÍTULO 4 : "DESARTICULAÇÃO DO SISTEMA " 17 - Com a União Ibérica, "Portugal" tem que passar a ver os holandeses como "inimigos" e o sistema cooperativo anterior fica inviabilizado. A guerra passa a ser também pelo controle do açúcar. Pior:  Durante sua permanência no Brasil, os holandeses adquiriram o conhecimento de todos os aspectos técnicos e organizacionais da indústria açucareira. Esses conhecimentos vão constituir a base para a implantação e desenvolvimento de uma indústria concorrente, de grande escala, na região do Caribe.  A partir desse momento, estaria perdido o monopólio, que nos três quartos de século anteriores se assentara na identidade de interesse entre os produtores portugueses e os grupos financeiros holandeses que controlavam o comércio europeu. No ...

Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Prefácio e Capítulos 1 a 3

                                       Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 1-18 " Prefácio e Introdução " 1 - Formação Econômica do Brasil / Celso Furtado. 32ª ed. — São Paulo - Companhia Editora Nacional, 2003. — (Biblioteca Universitária. Série 2) - 1ª impressão . 2 - Plínio de Arruda Sampaio fez o prefácio.  A reflexão de Furtado sobre subdesenvolvimento parte da constatação de que as premissas históricas que viabilizam o desenvolvimento não estão presentes nas economias subdesenvolvidas. A situação periférica e a reprodução de grandes assimetrias sociais criam bloqueios à inovação e à difusão do progresso técnico que inviabilizam a endogeneização do movimento de transformação capitalista . A desigualdade impulsionaria o subdesenvolvimento. 3 - ... Escrito na virada da década de cinquenta , no calor das lutas sociais que culminariam com a campanha pelas...

Livro: Fernandes (Auth.) - Formação Econômica Do Brasil (...) - Capítulos 5 e 6

                                         Livro: Fernandes (Auth.) - Formação Econômica Do Brasil (...). Pgs. 128-149 " CAPÍTULO 5 : "Uma visão unificadora e contemporânea da formação econômica do Brasil " 120 - Coloca que a escola, que seria um grande espaço republicano para conhecer a sociedade num país normal, não há a devida socialização. Havendo, ainda, cisão entre povo e elite.  121 - Vai viajando por vários parênteses. Exemplo aqui:  Biólogos mais radicais vão falar que as ciências sociais não existem. Isso não é verdade, no meu entender, pois existem fenômenos que fogem ao comportamento do mundo animal não humano, como por exemplo, as decisões mais ou menos intencionais e estratégicas. Animais também agem de forma estratégica e “racional”, mas não conscientemente: até onde vai o estado das artes na Zoologia e na Biologia, sabemos que os animais não humano...

Livro: Fernandes (Auth.) - Formação Econômica Do Brasil (...) - Capítulos 3 e 4

                                       Livro: Fernandes (Auth.) - Formação Econômica Do Brasil (...). Pgs. 91-112 " CAPÍTULO 3 : "Sérgio Buarque de Holanda: mentalidades, instituições informais e desenvolvimento " 83 - Aqui também partirá de um resumo de Sérgio Buarque de Holanda (Raízes do Brasil).  Destaca-se na trajetória de Portugal, diferente do resto da Europa, a instituição da cultura da personalidade, que valoriza de forma excessiva o autodesenvolvimento e a autonomia dos indivíduos frente à sociedade . (...)  Conforme pensa Sérgio Buarque, “em terra onde todos são barões não é possível acordo coletivo durável, a não ser por uma força exterior respeitável e temida” (p. 32) .  Valorizar o pessoal, aquilo que cada indivíduo constrói ao longo de sua vida, faz com que as relações de hierarquia e os privilégios hereditários sejam menos rígidos em Portugal d...