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Mostrando postagens com o rótulo Sorel

Livro: Vilfredo Pareto - Manual de Economia Política - Capítulo 2

Livro: Vilfredo Pareto - Manual de Economia Política  Pgs. 55-122: " CAPÍTULO 2 : "Introdução à Ciência Social " 16 - A Psicologia é, evidentemente, o fundamento da Economia Política e, de modo geral, de todas as Ciências Sociais. 17 - Quer dividir as ações humanas em lógicas e não lógicas (tipo aquelas que fazemos "por costume ou tradição", digamos), porém, admite que essas coisas muitas vezes se misturam. Pondera inclusive que "há lógica" em muita coisa que humanos ou naturais fazem instintivamente. O contrário também ocorre... " o homem tem uma tendência muito marcada a apresentar como lógicas as ações não-lógicas ". 18 - Nenhuma teoria é completa: o fenômeno subjetivo não poderá ser jamais uma cópia rigorosamente fiel do fenômeno objetivo. 19 - A moral-tipo foi considerada, segundo um grande número de homens, como algo de absoluto, revelado ou imposto por Deus, e que, segundo certos filósofos, deriva da natureza do homem. Se existem povo...

Gustavo Machado - FASCISMO, de direita ou de esquerda I

Gustavo Machado - FASCISMO, de direita ou de esquerda : 36 - Uma das dificuldades do debate: Sobretudo no caso do fascismo que, como mostra Modris Eksteins, baseava seus discursos mais em motivos estéticos e subjetivos do que racionais e objetivos. Na expressão desse autor, tratava-se de “mentir com beleza”. “A política se tomaria ‘verdadeiro’ teatro, em oposição à pose solene da era democrática” (EKSTEINS, 1992, p.395) ou, na expressão de Walter Benjamin, o fascismo foi a “estetização da política” (BENJAMIN, 1985) . 37 - Hitler, Mussolini e Goebbels criticavam também o capitalismo em discursos. Louvavam o passado glorioso, mas também o futuro. De glórias e de um novo homem. Pierre Drieu La Rochelle, dizia em um dos seus ensaios (1934) que o verdadeiro socialismo é o fascismo. Entre suas influências, menciona Georges Sorel, Saint-Simon, Charles Fourier e Proudhon. Sorel, aliás, considerados por muitos um socialista romântico ou um marxista heterodoxo foi referência de grande parte d...

João Bernardo - Ainda Não Sabiam Que Eram Fascistas (PP) - Parte II

 (continuação...) 614 - JB fez um  importante recorte . Quando fala em “sindicalismo revolucionário” aqui nesta série está a tratar apenas de uma corrente do mesmo, a que surge sob influência de Sorel e é significativa especialmente na Itália. Não se refere à CGT francesa ou à seção francesa da internacional operária. Ou seja, um comentador que o acuse de esculhambar os sindicalistas revolucionários como um todo e desde a época da AIT estará sendo desatento. 615 - Interessante que trechos de Sorel já enaltecem um tipo de trabalhador, como ideal à produção, que só iria surgir lá no toyotismo. 616 -  A leitura de Les Illusions du Progrès revela que para Sorel a tendência para a mediocridade seria inerente à história. «O grande erro de Marx consistiu em não se ter dado conta do enorme poder da mediocridade na história» [7]. Identificada à democracia [8], a mediocridade poderia apenas ser contrariada por acções vigorosas. A apologia da elite leva necessariamente a uma te...

João Bernardo - Ainda Não Sabiam Que Eram Fascistas (PP) - Parte I

  Ainda Não Sabiam Que Eram Fascistas (PP) : 594 - O primeiro artigo da série traz a trajetória de Corradini, já discutida aqui. 595 - Seu pensamento refletia um “darwinismo entre nações”. Assim, o imperialismo era a saída para a “nação proletária”. Era um estado de guerra permanente. 596 - O termo nacional-socialista foi usado em 1892 por Drumont, um francês. 597 - Um sindicalista revolucionário francês, influente entre os italianos, Édouard Berth, afirmava que apenas o burguês poderia ser contra a guerra, por sua lógica economicista e pouco afeita à questão da honra. A guerra era a greve da nação. 598 - As ideias de Georges Sorel pareciam avançadíssimas ao tratar da pedagogia das lutas para construção de uma sociedade autônoma, sem chefes. 599 - Acreditava, ainda, que os operários tinham que criar suas próprias instituições de ensino e cultura, não embarcando na instrução burguesa, que crescia como que a complementar a grande teia da mobilidade social ascendente como ...