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YT - TV Boitempo - O MARXISMO DE ROSA LUXEMBURGO | Isabel Loureiro

  O MARXISMO DE ROSA LUXEMBURGO | Isabel Loureiro 1 - Isabel coloca que Rosa foi militante da socialdemocracia do reino da Polônia (Polônia e Lituânia depois) e da socialdemocracia alemã. Um terço da obra dela foi escrita em polonês e é pouco conhecida-traduzida. 2 - "A camarada Luxemburgo bagunça tudo" - Karl Kautsky. Era interessada em ciências naturais, estudando em Zurich. Diz que veio para as ciências políticas influenciada pelo amor da sua vida (Jorgensen?). 3 - Critica a separação entre direção e bases e partido vanguardista. A ação autônoma das massas cria as organizações, são frutos dessas ações. 4 - Defendia as liberdades democráticas mesmo na transição socialista (a participação real). Sua ditadura do proletariado era a máxima democracia, apenas a classe capitalista seria impedida energicamente de qualquer restauração do capitalismo (ao estilo de como eles fazem hoje contra os socialistas). 5 - Reformas não podem estar desvinculadas do contexto em que se visa a Rev...

Pablo Polese (PP) - Apropriação do Poder Político e Duperação do Estado na Transição Socialista II

 (continuação...) 741 - JB:  Ora, talvez o debate se possa clarificar um pouco se introduzirmos a figura de Blanqui, que era o mais célebre dos defensores da utilização ditatorial do Estado na fase pós-revolucionária, a ditadura pedagógica de um pequeno e seleccionado grupo de vanguarda. Marx e Engels, ou Bakunin, eram personagens obscuros perante a enorme popularidade de que Blanqui gozava nos meios populares revolucionários. Aliás, teria sido ele o principal dirigente da Comuna se não estivesse preso nessa ocasião (Blanqui passou em prisões mais de metade da sua vida adulta) e os comunardos tentaram tudo para o libertar, mas o lugar onde ele estava detido era um segredo de Estado muito bem guardado. 742 - Pablo associa um comentário de Lênin defendendo a disciplina da classe à mesma opinião de Evgueni Preobrazhenski, no livro em que ele,  tratando dos fundamentos econômicos da transição – e logo depois de dizer que socialização É nacionalização – diz que faz-se necessár...

PP - Textos Diversos XX (Marcelo Lopes de Souza e etc.)

  Marcelo Lopes de Souza (PP) - O Campo Libertário Hoje, Radiografia e Desafios : 646 - Anarquismo/libertarianismo clássico: certa obsessão pelo consenso e a desconfiança ou hostilidade em relação a decisões por votação e maioria (quase sempre vinculadas ou reduzidas à “democracia” representativa). 647 - Daniel Guerin tentou aproximações, mas não foram muito consistentes parece. Em seus últimos anos, Karl Korsch, um dos “conselhistas” (ou “comunistas de conselhos”) mais famosos, cogitava sobre uma espécie de fusão entre o marxismo e o anarquismo; e Murray Bookchin, que, assim como Castoriadis, teve origem no marxismo, rompeu com suas origens sem perder o respeito intelectual por Marx. Lembra e cita os enfáticos elogios, apesar das divergências, que Bakunin fez a Marx quando este lançou “O Capital” 648 - Comentador: Durruti dizia frequentemente que “Los Solidarios” era uma vanguarda revolucionária formada para liderar o povo na revolução social (o Durruti tinha uma série de ti...

Fagner Enrique (PP) - Ainda Sobre a Centralidade da Tática

  Fagner Enrique (PP) - Ainda Sobre a Centralidade da Tática : 264 - Há ações que surgem da espontaneidade do fato, mas algumas são planejadas. A existência de planejadores não é, em si, um problema: Se os militantes não se afirmam como gestores perante a base, há participação, não direção . 265 - Crê também que um grupo “de fora” pode somar a grupos que já estejam se organizando por dentro. Isso só é um problema a depender da forma com que se faz. Se o objetivo do grupo político não é produzir novos militantes subtraindo lutadores – ou fazer de uma mobilização que mal começa a dar os primeiros passos uma nova organização, fonte de novos militantes e/ou de novos eleitores – a coisa toda pode correr bem. 266 - Um dos equívocos relativos à noção de “trabalho de base” é o de não se levar em conta que muitos trabalhadores acompanham, mesmo que de longe, os êxitos e fracassos dos grupos políticos. Um tipo de luta que não atinge seus objetivos ou sequer apresenta objetivos e os mei...

João Bernardo - A Revolução Russa como resolução negativa da nova forma de ambiguidade do movimento operário III

 (continuação...) 16 -  Trotsky, por exemplo, o grande organizador e o maior defensor das instituições hierarquizadas do exército e da integração nessas instituições de toda a vida económico-social, considerava o “comunismo de guerra” como resultado somente da miséria e da penúria, e afirmava que só com a NEP se voltara a economia. (...)  JB:  A economia deixa de procurar as leis da sua dinâmica ao nível das instituições sociais e passa a reger-se pela rentabilidade imediata, ou seja, a constituir-se como forma de realização da lei do valor.   17 -  O Bukharin direitista escreve que a pressão das massas trabalhadoras sobre a orientação do económico se processa através do mercado .   18 -  A vontade dos produtores ou, numa formulação mais correcta, a dominância do social organizado sobre o económico só pode ser definida pelos próprios produtores. Se não existem as instituições que permitem a definição e a consequente imposição dessa vontade social,...

João Bernardo - A Revolução Russa como resolução negativa da nova forma de ambiguidade do movimento operário

  Texto: João Bernardo - A Revolução Russa como resolução negativa da nova forma de ambiguidade do movimento operário   1 - Originalmente publicado como capítulo 18 do livro “Para uma teoria do modo de produção comunista” (Porto: Afrontamento, 1975, pp. 141-179), de João Bernardo.   2 -   É este, aliás, o modelo do processo dialéctico: um estádio tem as suas condições preparadas num estádio anterior, mas não decorre imediatamente dele; é determinado na acção sobre esse estádio de uma outra contradição.   3 - Será a relativa quebra do movimento operário posterior à Comuna de Paris, combinada com a crescente dominância social da classe tecnocrática, que levará à constituição de partidos operários em que se enraízam os actuais. São “operários” porque integram massas operárias, mas unicamente nesse sentido. Na sua função, são idênticos aos burgueses, propondo-se o controle do aparelho político particularizado relativamente às massas produtoras que dele s...

Marxistas - Textos Diversos CIII - O Critério Para a Classificação das Revoluções do Século XX (Arcary)

 (continuação...) 1710 – Casos particulares: ... o caso da própria revolução russa de fevereiro de 1917, da revolução de Novembro de 1918 na Alemanha e, em grande medida, mais recentemente, do processo da revolução de “veludo” na Tchecoslováquia, do levante na ex-Alemanha Oriental, e da insurreição na Romênia em 89. A força do sujeito social é tamanha, e a fragilidade dos regimes é de tal gravidade, que desmoronam como um “castelo de areia”. Em outras palavras, os fatores objetivos e subjetivos se apresentam desigualmente desenvolvidos em uma proporção tão assombrosa, os primeiros quase apodrecendo, e os segundos quase inexistentes, que essa contradição, não impede a revolução de triunfar. Nessas circunstâncias excepcionais, a ausência do sujeito político revolucionário foi suprida pelo ativismo das massas em movimento. 1711 – Nos casos como o acima, o sujeito político – a direção – coletivo é improvisado. 1712 – Posição de Arcary:  As massas em movimento geram milhares de peq...

Marxistas - Textos Diversos LV (Mandel)

  Mandel - A Atualidade do Marxismo : 847 - É de 1983. Lembremo-nos que no momento da publicação do Manifesto Comunista, em 1948, não havia no mundo inteiro mais que 100 mil sindicalizados e 10 mil socialistas com, no máximo, algumas centenas de comunistas, e isso, apenas em meia dúzia de países. 848 - Além disso, em todo o lado, salvo em Cuba, se exerce a férula de uma ditadura despótica que bloqueia qualquer novo avanço para o socialismo, que submete os trabalhadores à opressão incontestável e que descredita – esses países à escala mundial – o socialismo, o comunismo e o marxismo mais que qualquer propaganda burguesa não conseguiria alguma vez fazer. Afirma que o fato de cada vez mais esses dirigentes estarem abandonando o marxismo é uma prova de que Marx tem pouco a ver com tudo que aconteceu. 849 - Empolgadíssimo com a Polônia “revolucionária” de 9-81 que iria derrubar a burocracia e implantar o regime dos produtores livremente associados… a democracia socialista pluralista ...

Marxistas - Textos Diversos XLIV - Lênin e o Nascimento do Bolchevismo (Molyneux)

  John Molyneux - Lênin e o Nascimento do Bolchevismo : 668 - Autor trotskista. Capítulo de livro dele de 1978. Critica a visão de Marx sobre partido. Somente com Lenin a concepção de um amplo partido que representa, ou então é a classe operária, foi substituída por uma concepção de um partido de uma minoria (no período pré-revolucionário) que é a vanguarda da classe e que, desde que é a encarnação organizativa do futuro socialista dessa classe, tem o dever de se defender e lutar contra todas as manifestações de oportunismo . 669 - Antes de Lênin: dezenas, ou ocasionalmente centenas, de intelectuais heróicos e idealistas (os ‘populistas’ ou narodniks) opunham-se à autocracia, ‘indo ao povo’ como seus educadores e iluminadores, atuando ‘em nome do povo’ com audazes atos de terrorismo . Lênin admirava a coragem e devoção, mas se opunha ao terrorismo individual como método. 670 - Contexto russo: Sob o czarismo a repressão política permaneceu virtualmente absoluta, assim como a pr...

Marxistas - Textos Diversos XVIII - Em Defesa da Revolução Russa (Delfino)

 (continuação...) 263 - Afirma que Kronstadt e o banimento da oposição política (da minoria oposicionista que ainda apoiava o governo), que ocorreu inclusive dentro do partido por meio de censura, foram “erros”. Porém, diz que são entendíveis pelos ânimos de “se defender de qualquer coisa que cheirasse a ameaça” (digamos) que a guerra tinha acabado de deixar. (Achei a desculpa fraquinha…)  Depois que o governo do Czar havia sido derrubado em fevereiro de 1917 e o governo provisório burguês em outubro daquele ano, muitos raciocinavam como se o governo bolchevique também pudesse ser derrubado a qualquer momento. 264 - … Sobre o mesmo tema, diz que era necessário reconstruir a indústria e o país, logo, trabalhar mais. Acusa de irresponsáveis os grupos que se aproveitaram disso para potencializar o descontentamento das massas. (outra fraquinha… o paizão bolchevique que diz ao povo o que ele deve querer?...) 265 - Após o fim de “todos” os conflitos internos, a Rússia estava arrasad...

Marxistas - Textos Diversos XVI - Curso Básico (PSTU)

244 - Lutar com as massas para educá-las, pois aprendem no cotidiano. Lênin em 1905: “ Estas massas se educam através da prática, diante dos olhos de todos, à força de ensaios, de tatear, pondo-se à prova e pondo à prova os seus dirigentes... nada se poderá comparar jamais... a esta educação direta das massas e das classes no transcurso mesmo da luta revolucionária ” 245 -  Vimos nos pontos anteriores que um aspecto básico da concepção marxista do Estado é de que este não pode ser “ocupado” pelos trabalhadores para realizar a construção do socialismo, mas sim destruído e substituído por outro aparelho de Estado, que torne possível o exercício do poder pelos trabalhadores . 246 - A mobilização, na grande greve insurrecional inclui cooptar soldados para conseguir armamentos e se juntarem às milícias. 247 - Situação revolucionário (Lênin) é quando os “de baixo” não querem mais viver como antes e os “de cima” não podem continuar a governar como outrora. Porém, a situação precisa ser ap...

Libertários - Textos Diversos XXXI

  Otto Rühle - A Revolução Não é Tarefa do Partido : 646 - Este texto é de 1920. Em 1875, divergindo de Marx e Engels, Wilhelm Liebknecht propôs a tática do antiparlamentarismo . A socialdemocracia não aceitou. Seria renunciar a si mesma. 647 - Acusa o Partido Comunista Alemão de ter se tornado igual ao SPD. O KPD tomou-se um partido parlamentar como os outros. Um partido do compromisso, do oportunismo, da critica e da luta verbal. Um partido que deixou de ser revolucionário . 648 - O que defende é uma “vanguarda revolucionária” por fora dos partidos. (...) só podem cumprir esse dever como organização fechada, porque são o que há de melhor, são os revolucionários proletários. Dado o caráter fechado de sua organização, reforçam-se e adquirem um discernimento cada vez maior, manifestam sua vontade de ação face aos hesitantes e confusos. No momento decisivo, formam o centro magnético de toda a atividade. São uma organização política, não um partido político no sentido tradicional ...

Libertários - Textos Diversos VII

  Crítica a John Holloway: 100 - Afirma que Holloway tem como condição necessária à revolução a existência de pessoas puras, boas e conscientizadas que, previamente a qualquer coisa, criarão um mundo novo. Seria um conto de fadas. 101 - Seriam ilhas de “novos homens” dentro do capitalismo.   Crítica ao Anarco-Marxismo e Réplica de Nildo Viana : 102 - Primeiro a crítica de Carlos Moreira. Texto de 1992. Afirma que o representante clássico do que critica como “anarco-marxismo” é Daniel Guérin, além de Pierre Ansart. 103 - Afirma que os fundamentos do anarco-marxismo são os seguintes: “ a)   união de concepções anarquistas e marxistas ;  b)   espontaneísmo fundado no economicismo ;  c)   negação do papel da vanguarda, seja expressa no partido ou no sindicato ;  d)   negação das experiências socialistas e da experiência da revolução bolchevique ;  e)   identificação do comunismo com a autogestão ;  f)   negação da necessidade ...