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Marxistas - Textos Diversos XXIX

  Entrevista - Chico Oliveira Sobre Ruy Mauro Marini : 424 - Lula é o Mandela do Brasil. Aos dominados, a política, como divertissement, e aos dominantes, o controle da economia. Acrescenta que uma fração dos dominados se tornou dominante. 425 - Florestan pode ser entendido na chave também do “ponto de partida”, mas sua interpretação sobre a ausência de “revolução burguesa” no Brasil, em chave parecida com as dos nossos Carlos Nelson Coutinho e Luis Werneck Vianna, deve ser repensada, pois no capitalismo globalizado já não se faz necessária que a burguesia nacional seja revolucionária. 426 - Não desenvolve muita coisa.   Entrevista Com István Mészáros (Ótima) : 427 - Já li e fichei na pasta “Mészáros”. Outro título e em PDF. É o primeiro texto lá.   Entrevista Com Michael Löwy : 428 - Seus professores foram Aziz Simão, Antonio Candido, Otávio Ianni, FHC e Florestan. Curiosamente, este era o mais eclético e mais afastado do marxismo. Fim dos anos 50. Depois, seria...

Manolo - Extrema-Esquerda e Desenvolvimentismo - Partes IX e X

 (continuação...) 695 - Em 1962, apesar de toda a crítica da POLOP às ilusões do nacional-desenvolvimentismo, resolveram apoiar Cid Franco, do PSB, para o governo de SP. A desculpa leninista de usar as eleições como momento de mobilização popular/construção de programa de reivindicação e ação próprio das massas… 696 - As Ligas Camponesas organizam posseiros. Contavam com os advogados contra os proprietários. Francisco Julião, do PSB, era a principal figura. A POLOP ajudou a organizar em MG e outros estados. …  I Congresso Camponês em Minas, o Partido Comunista defendia uma tese, era de reforma agrária mais limitada, o Julião defendeu uma reforma agrária mais radical e uma exigência muito grande à Jango neste sentido. E de fato as palavras de ordem nossa predominaram durante o Congresso, a massa camponesa era grande e bastante vinculada as nossas palavras de ordem. 697 - Até 1963, só tinham um operário, o Otavino. Depois de 63 ficou um pouco menos “estudantil”. Inclusive começa...

Manolo - Extrema-Esquerda e Desenvolvimentismo - Parte VIII

(continuação...) 681 - Passa-se agora a história da  Organização Revolucionária Marxista – Política Operária (ORM-POLOP) . Gorender viu um “doutrinarismo impotente” nos trotskistas de tal organização, incapaz de mostrar alternativa ao nacional-reformismo que criticava. Por isso que viraram um VPR de militarismo extremado em 1968, especula. 682 -  Os sucessivos fracassos da POLOP em aglutinar a maioria dos grupos que abandonavam o Partido Comunista Brasileiro (PCB) – como a Aliança de Libertação Nacional (ALN) e o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) – e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – Corrente, Ala Vermelha, Partido Comunista Revolucionário (PCR) – tal como suas próprias dissidências internas – Comando de Libertação Nacional (COLINA), VPR – não demonstrariam sua fragilidade?  Cita ainda outras dissidências e fusões minúsculas pelas quais o POLOP/POC/ORM passou... 683 - Militantes eram basicamente estudantes, oficiais de baixa patente e alguns profess...

Manolo - Extrema-Esquerda e Desenvolvimentismo - Parte VII

(Continuação...) 665 - E o anarquismo nesse período 45-64? Embora fazendo muitas movimentações, eram mais  atividades de grupos de cultura e preservação da memória, longe da enorme influência que tiveram no movimento operário e na própria formação da classe trabalhadora brasileira antes de 1930. 666 - O PSR, de 1950, era trotskista e tinha Mário Pedrosa, Rachel de Queiroz etc. entre seus quadros. Sacchetta era da segunda geração.  Entre as duas gerações havia todo tipo de divergências, desde a atuação junto à IV Internacional – onde Mário Pedrosa fora publicamente censurado, inclusive pelo próprio PSR que lá representava, dentre outras coisas por divergir de Trotski quanto à tese de “defesa incondicional da URSS” na Segunda Guerra – até a caracterização do Estado Novo varguista – “ditadura policial-militar e bonapartista” para a primeira geração, “fascismo” para a segunda. Hermínio Sacchetta, personalidade dominante da segunda geração, exerceu influência duradoura sobre todos ...

Fatos e Dados (Brasil) - Parte XV - Manolo - Extrema-Esquerda e Desenvolvimentismo - Parte I

  Manolo - Extrema-Esquerda e Desenvolvimentismo I : 579 - É um verdadeiro livro de Manolo. Mais de 150 páginas de Word. É sobre a história da esquerda pré-golpe de 64 (e pós, na “segunda parte”). Vou fichar logo aqui. 580 - Período 50 a 64: “ Da mesma forma, se no período abrangido por este ensaio a esquerda era composta pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), a extrema-esquerda era então composta pela Organização Revolucionária Marxista – Política Operária (ORM-POLOP), pelo Partido Operário Revolucionário (POR), pela Liga Socialista Independente (LSI), pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e pela Ação Popular (AP) ”. 581 - A AP era a esquerda católica que se pretendia alternativa ao PCB. Com o golpe, virou APS e APML e, ainda depois, teve uma série de mudanças. Cada vez mais leninista e menos cristã. 582 - O Partido Comunista do Brasil (PCdoB), fundado também em 1962 a partir de uma cisã...