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Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulos 4 a 6

                                      Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 37-40 " CAPÍTULO 4 : "DESARTICULAÇÃO DO SISTEMA " 17 - Com a União Ibérica, "Portugal" tem que passar a ver os holandeses como "inimigos" e o sistema cooperativo anterior fica inviabilizado. A guerra passa a ser também pelo controle do açúcar. Pior:  Durante sua permanência no Brasil, os holandeses adquiriram o conhecimento de todos os aspectos técnicos e organizacionais da indústria açucareira. Esses conhecimentos vão constituir a base para a implantação e desenvolvimento de uma indústria concorrente, de grande escala, na região do Caribe.  A partir desse momento, estaria perdido o monopólio, que nos três quartos de século anteriores se assentara na identidade de interesse entre os produtores portugueses e os grupos financeiros holandeses que controlavam o comércio europeu. No ...

Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Prefácio e Capítulos 1 a 3

                                       Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 1-18 " Prefácio e Introdução " 1 - Formação Econômica do Brasil / Celso Furtado. 32ª ed. — São Paulo - Companhia Editora Nacional, 2003. — (Biblioteca Universitária. Série 2) - 1ª impressão . 2 - Plínio de Arruda Sampaio fez o prefácio.  A reflexão de Furtado sobre subdesenvolvimento parte da constatação de que as premissas históricas que viabilizam o desenvolvimento não estão presentes nas economias subdesenvolvidas. A situação periférica e a reprodução de grandes assimetrias sociais criam bloqueios à inovação e à difusão do progresso técnico que inviabilizam a endogeneização do movimento de transformação capitalista . A desigualdade impulsionaria o subdesenvolvimento. 3 - ... Escrito na virada da década de cinquenta , no calor das lutas sociais que culminariam com a campanha pelas...

Livro: Fernandes (Auth.) - Formação Econômica Do Brasil (...) - Capítulos 5 e 6

                                         Livro: Fernandes (Auth.) - Formação Econômica Do Brasil (...). Pgs. 128-149 " CAPÍTULO 5 : "Uma visão unificadora e contemporânea da formação econômica do Brasil " 120 - Coloca que a escola, que seria um grande espaço republicano para conhecer a sociedade num país normal, não há a devida socialização. Havendo, ainda, cisão entre povo e elite.  121 - Vai viajando por vários parênteses. Exemplo aqui:  Biólogos mais radicais vão falar que as ciências sociais não existem. Isso não é verdade, no meu entender, pois existem fenômenos que fogem ao comportamento do mundo animal não humano, como por exemplo, as decisões mais ou menos intencionais e estratégicas. Animais também agem de forma estratégica e “racional”, mas não conscientemente: até onde vai o estado das artes na Zoologia e na Biologia, sabemos que os animais não humano...

Livro: Fernandes (Auth.) - Formação Econômica Do Brasil (...) - Capítulos 3 e 4

                                       Livro: Fernandes (Auth.) - Formação Econômica Do Brasil (...). Pgs. 91-112 " CAPÍTULO 3 : "Sérgio Buarque de Holanda: mentalidades, instituições informais e desenvolvimento " 83 - Aqui também partirá de um resumo de Sérgio Buarque de Holanda (Raízes do Brasil).  Destaca-se na trajetória de Portugal, diferente do resto da Europa, a instituição da cultura da personalidade, que valoriza de forma excessiva o autodesenvolvimento e a autonomia dos indivíduos frente à sociedade . (...)  Conforme pensa Sérgio Buarque, “em terra onde todos são barões não é possível acordo coletivo durável, a não ser por uma força exterior respeitável e temida” (p. 32) .  Valorizar o pessoal, aquilo que cada indivíduo constrói ao longo de sua vida, faz com que as relações de hierarquia e os privilégios hereditários sejam menos rígidos em Portugal d...

Livro: Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam - Capítulo 8

                                 Livro:  Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam Pgs. 211-240 " CAPÍTULO 8 : "NÃO NO NOSSO QUINTAL: BARREIRAS AO DESENVOLVIMENTO " 211 - A máquina de Gutenberg se espalhou pela Europa, mas nem todo lugar do mundo gostou da ideia. Já em 1485 o sultão otomano Bayezid II emitiu um edito proibindo expressamente os muçulmanos de imprimir em árabe. A norma seria reforçada pelo Sultão Selim I, em 1515. Só em 1727 a primeira prensa seria admitida em terras otomanas.  212 - A coisa foi flexibilizada mais à frente, "pero no mucho":  Müteferrika foi autorizado a instalar sua prensa, mas tudo o que fosse impresso teria de passar pelo crivo de três eruditos religiosos e legais, os cádis. (...)  Fora do coração do Império Otomano, na Turquia, o advento da impressão foi ainda mais retardado. No Egito, por exemplo, a primeira prensa tipográfica seria in...

Livro: Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam - Capítulo 1

                           Livro: Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam Pgs. 1-52 PREFÁCIO 1 - Colocam que as primeiras reivindicações no Egito 2011 (Primavera Árabe) eram essencialmente de direitos políticos. Pautas econômicas, como aumento do salário mínimo, só vieram já na transição. 2 - As explicações para o subdesenvolvimento variam. Alguns puxam motivos culturais ou religiosos, outros levantam razões geográficas. Há até quem defenda que falte simplesmente orientação adequada aos governantes. Os autores devem crer que se trata essencialmente das instituições. 3 -  A dominação otomana no Egito encontrou seu fim nas mãos de Napoleão Bonaparte, em 1798, mas o país caiu então sob o controle do colonialismo britânico, que tinha tão pouco interesse quanto os otomanos em promover a prosperidade egípcia. Assim, embora os egípcios tenham se livrado dos impérios otomano e britânico, e, em 1952, da próp...