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Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulos 26 a 29

                                             Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 201-204 " CAPÍTULO 26 : "O FLUXO DE RENDA NA ECONOMIA DE TRABALHO ASSALARIADO " 176 - Impulso externo virava interno em época de mão de obra e terra subutilizadas.  Exemplo típico da melhor utilização dos recursos provocada pela expansão da procura interna de bens de consumo é dado pela economia de subsistência formada no sul do país com imigração de origem europeia . (...)  A massa de salários pagos no setor exportador vem a ser, por conseguinte, o núcleo de uma economia de mercado interno. Quando convergem certos fatores a que nos referiremos mais adiante, o mercado interno se encontra em condições de crescer mais intensamente que a economia de exportação, se bem que o impulso de crescimento tenha origem nesta última. 177 -  O setor cafeeiro pôde, na...

Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulos 24 e 25

                                            Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 183-190 " CAPÍTULO 24 : "O PROBLEMA DA MÃO DE OBRA " 161 - Sobre a naturalização da escravidão, anota:  Mesmo os espíritos mais lúcidos e fundamentalmente antiescravistas, como Mauá, jamais chegaram a compreender a natureza real do problema e se enchiam de susto diante da proximidade dessa "hecatombe" inevitável.  162 - A transição entre trabalho escravizado e "livre" dependerá das condições de cada país. Abundância de terra livre e etc.  Em algumas ilhas das Antilhas inglesas, em que as terras já haviam sido totalmente ocupadas e os ex-escravos não dispunham de nenhuma possibilidade de emigrar, a abolição da escravatura assumiu esse aspecto de mudança formal, passando o escravo liberado a receber um salário monetário que estava fixado pelo nível de sub...

Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulos 21 a 23

                                           Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 159-166 " CAPÍTULO 21 : "O PROBLEMA DA MÃO DE OBRA " 137 - Brasil importava mais escravos que os EUA, mas lá também não era pouco.  Nos EUA, entre 1800 e 1860 se importaram cerca de 320 mil escravos, sendo que, desses, uns 270 mil foram contrabandeados depois da abolição do tráfico em 1808. O máximo das importações decenais (75 mil) foi alcançado no período imediatamente anterior à guerra civil. (Dados relativos aos EUA citados por L. C. Gray, History of Agriculture in the Southern United States to 1860. Washington, 1933, tomo I, p. 650.) . 138 - ... Ambos os países começaram o século XIX com um estoque de aproximadamente 1 milhão de escravos. As importações brasileiras, no correr do século, foram cerca de três vezes maiores do que as norte-americanas . (...) Sem embar...

Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulos 18 a 20

                                          Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 139-146 " CAPÍTULO 18 : "CONFRONTO COM O DESENVOLVIMENTO DOS EUA " 114 - Furtado deixa claro que não concorda que a Inglaterra tenha impedido a industrialização brasileira. Mesmo na ausência dos privilégios, isso não fazia parte do projeto das classes dominantes. Não seria usado um "protecionismo" pra isso. (Enfim, respeito, mas vejo um pouco de "...e se..." nessas conjecturas. Não dá pra saber tão bem como se desenrolariam as coisa). 115 - Coloca que, ademais, houve grande desvalorização da moeda em razão das lacunas no balanço de pagamentos (muito produto importado pra pouca exportação) e nem assim tivemos processos de industrialização. 116 - Furtado crê que a importância do protecionismo para a história estadunidense é supervalorizado na visão de autores como Roberto Simo...

Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) - Capítulos 15 a 17

                                         Livro: Celso Furtado - Formação Econômica do Brasil (2003) Pgs. 119-122 " CAPÍTULO 15 : "REGRESSÃO ECONÔMICA E EXPANSÃO DA ÁREA DE SUBSISTÊNCIA " 95 - A decadência do ciclo do ouro:  À medida que se reduzia a produção, as maiores empresas se iam descapitalizando e desagregando. A reposição da mão de obra escrava já não se podia fazer, e muitos empresários de lavras, com o tempo, se foram reduzindo a simples faiscadores. Dessa forma, a decadência se processava através de uma lenta diminuição do capital aplicado no setor minerador .  A ilusão de que uma nova descoberta poderia vir a qualquer momento induzia o empresário a persistir na lenta destruição de seu ativo, em vez de transferir algum saldo liquidável para outra atividade econômica. Todo o sistema se ia assim atrofiando, perdendo vitalidade, para finalmente desagregar-se numa ec...