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Lula e PT - Textos Diversos XI

(continuação...) 186 - Texto afirma que o BNDES sempre apoia as gigantes, criando um capitalismo sem riscos. Dinheiro do FAT é usado quando preciso. É o “Estado financiador”. 187 -    Como destaca o jornalista Vinicius Torres Freire, “afora múltis, as maiores exportadoras são estatais ou tiveram mãozinha do Estado”. Segundo ele, “a lista das maiores empresas exportadoras do Brasil revela muito do que foi e ainda é a formação e a propriedade do grande capital no país. As três líderes na exportação são ou foram estatais, criadas pelo Estado quando não havia investimento privado em seus setores: Petrobras, Vale e Embraer (se algumas dessas empresas vieram a se tornar monopolistas ineficientes, ou quase isso, é outra história)”. O jornalista comenta que “examinando o ranking da exportação, veem-se genes estatais em quase todos os pedigrees da grande empresa nacional – e até no das múltis”. 188 - Cita vários capitalistas que apoiaram o PAC.  Jorge Gerdau Johannpeter, incensado...

Filosofia - Textos Diversos LXIX (Sérgio Lessa)

Sérgio Lessa - O Estatuto Ontológico da Essência : 516 - Retirado do artigo: "Lukács e a ontologia: uma introdução" da revista Outubro nº 1. 517 - Supremacia ontológica da essência até Hegel é inconteste: a existência do fenômeno é, para sermos breves, de segunda ordem, decorrente da existência primordial da essência . 518 - Marx opera uma reviravolta nesta concepção, segundo Lukács. Para Marx, a essência e o fenômeno são categorias que possuem o mesmo estatuto ontológico, são igualmente existentes e igualmente necessárias ao desdobramento de todo e qualquer processo. 519 - A questão que Marx observa nos processos (de uma semente a uma árvore, por exemplo) é que a singularidade dos momentos do processo não significa, contudo, que não haja, também, elementos de continuidade que os permeiem a todos . 520 - Assim: diferente de todas as ontologias anteriores, o desenvolvimento dos fenômenos exerce uma influência real no desdobramento da essência que, no limite, pode...

Sérgio Lessa - Trabalho e Sujeito Revolucionário no Debate Contemporâneo

  Trabalho e Sujeito Revolucionário no Debate Contemporâneo   -        Lessa cita poucos grupos no mundo que estudam a “Ontologia”. “Quase ninguém estuda”, diz.   -        O que determina a história da humanidade é o que os homens fazem no seu cotidiano (Lukacs). É meio que a proposta fundamental do livro. A revolução é, assim, ontologicamente possível.   -        A história da humanidade é a histórias das relações sociais entre os homens.   -        Para antecipar o trabalho na consciência, é preciso “linguagem” na cabeça. Pensamento abstrato. Capacidade de prévia ideação (Lukacs usa “teleologia”).   -        Exemplo do machado. O desenvolvimento das forças produtivas gera novas necessidades e possibilidades. Assim sendo, mudam os indivíduos e a sociedade.   -    ...

Marxistas - Textos Diversos XC (Lessa)

  Sérgio Lessa - Lukacs - Ontologia e Transição : 1519 - Lukacs tem um texto de 1968, Democracia ontem e hoje, no qual considerou o problema econômico da transição resolvido na URSS, faltando apenas rotatividade nos cargos e mecanismos formais de democracia. Mészáros critica isso. Ingenuidade, diz. Defensores de Lukacs dizem que o texto pega leve de propósito, para influenciar aos poucos o PC húngaro. 1520 - Diferencia trabalho que produz o capital (é o intercâmbio orgânico com a natureza) e trabalho que apenas o valoriza (professor numa escola privada). Gera mais-valia, mas não produz capital.   Sérgio Lessa - Marxismo Analítico, o Novo Anti-Marxismo : 1521 - Cita o livro de Gabriel Cohen - Karl Marx's theory of history - a defense (Princeton University Press, 1978) - como um marco do marxismo analítico. Seria corrigir as ambiguidades das categorias de Marx para conferir valor científico as suas teorias. 1522 - Outra “correção” foi o individualismo metodológico ...

Marxistas - Textos Diversos LXXXIX - Iluminismo e Marxismo, a Questão Ontológica (Lessa)

Sérgio Lessa - Iluminismo e Marxismo, a Questão Ontológica : 1496 - É uma palestra também. Abstrata pra caramba, mas interessante. 1497 - Na Idade Média, continuou-se a defender que o ser era a essência e o fenômeno algo secundário e/ou derivado. Isso tinha a ver com a defesa do dogma de que Jesus Cristo seria a encarnação terrena, temporal, portanto fenomênica, da essência divina. 1498 - … A defesa da incapacidade de o homem entender os desígnios divinos também justificavam essa separação entre essência e fenômeno (este é o “visto pelos homens”) 1499 - … A essência humana seria decorrente e secundária em relação à essência divina. (Pelo que entendi, não seria sequer exatamente uma essência, já que Santo Agostinho trata tudo como “dois mundo separados”, digamos. Só pela bondade de Deus é que chegaria algo a nós) 1500 - … O pecado era coisa da esfera fenomênica. Era falta da substância essencial. (Ainda Santo Agostinho aqui) 1501 - Diferença do tomismo: Se, no primeiro cas...

Marxistas - Textos Diversos LXXXVIII

Saída Socialista Para a Crise : 1474 - Começa falando que a crise cíclica de 2008 está inserida no contexto de crise estrutural que vem desde a década de 70. Como todos que trazem tal papo, não apresenta provas. 1475 - Afirma que o Brasil buscou compensar os efeitos da crise aumentando o crédito para manter a produção aquecida. Ocorre que isso é algo limitado e parecido com o que gerou a crise nos EUA. 1476 - (Eu discordo de várias análises do texto, mas algumas são interessantes) 1477 - O programa apresentado é auditoria e não pagamento da dívida; reestatização e formalização de todos os empregos; confisco de bens dos envolvidos em corrupção; desarmamento dos jagunços e afins; combater lavagem de dinheiro e evasão de divisas; democratização da comunicação; reforma agrária pautada na agroecologia; socialização dos meios de produção.   Samuel das Chagas - Concepção e Papel do Movimento Estudantil : 1478 - Coloca o projeto estratégico do socialismo, através de aliança...