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Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx III - Capítulos 20 e 21

   Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx - Livro Terceiro (Volume III, na verdade) Epistemologia, classes sociais e tecnologia em "O Capital" - Volume III III Seção: Classes sociais: Os gestores Pgs. 1-33: " CAPÍTULO 20 : "O papel econômico do Estado em 'O Capital' " 1 - Resumindo as primeiras páginas: o Estado não serve só para reprimir, mas também - e talvez principalmente - para organizar as "condições gerais de produção". 2 - .Na sequência, muita coisa que não concordo. Inclusive na crítica que fez a Poulantzas. Tudo que o Estado faz ou que acontece no capitalismo parece ser um "plano dos gestores". Curioso, já que JB enfatiza tanto a prática proletária. É como se essa fosse sempre ocultamente guiada pelo capitalismo em todas as suas reivindicações. 3 - Coloca quer Marx oscila - e cita trechos - entre considerar o Estado e suas leis como mera expressão de uma realidade econômica ou como um agente externo que atua sobre a me...

Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx II - Capítulos 17, 18 e 19

                  Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx - Volume Dois Pgs. 158-179: " CAPÍTULO 17 : "Crítica da concepção marxista da relação valor/preços e apresentação de um modelo: valor incorporado, valor social e valor realizado " 47 - Coloca que Marx não considera a "não-realização mercantil" ao igualar a totalidade dos preços à totalidade dos valores. Isso é uma "naturalização da ideologia", segundo JB. 48 - JB coloca, no que concordo, que a relação preço-valor não tem como ser enxergada na mercadoria individualizada nem na análise de uma empresa só. Na esfera global é que se pode analisar. As relações entre as classes e, depois, as relações intercapitalistas (redistribuição da mais-valia, creio). Não é que o preço seja ilusório e o valor essência. São apenas "diferentes relações sociais". Tem a ver com o campo das práticas, afirma.  49 - Ao que entendi, grande parte do capítulo se resume a expressar, de modo proli...

Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx II - Capítulo 16

                 Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx - Volume Dois Pgs. 134-157: " CAPÍTULO 16 : "A concorrência. Crítica da 'lei da oferta e da procura' e apresentação de um modelo: possibilidades de produção/possibilidade de realização " 39 - Não faço ideia do que ele quer dizer com "Marx pressupõe a igualdade entre as empresas" (algo assim). Portanto, nada nas primeiras páginas deste capítulo fez muito sentido para mim. 40 - Basicamente lembra que a circulação e informação não são perfeitas, mesmo que os preços estejam tentando avisar a coisa, digamos assim. Critica que os capitalistas usem sempre a terminologia "custos de produção" para essa questão, de modo a quererem sugerir um "equilíbrio" na coisa da oferta e demanda. Traz a crítica de Keynes de que a economia ortodoxa desconsidera a confiança, dúvidas e saldos inativos. 41 - Acrescenta que a oferta tende a ser mais rígida que a demanda.  42 - Chama "valores...

Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx II - Capítulos 12, 13, 14 e 15

                Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx - Livro Segundo (Volume II, na verdade) Epistemologia, classes sociais e tecnologia em "O Capital" - Volume II II Seção: Classes sociais: A burguesia Pgs. 1-17: " CAPÍTULO 12 : "A contradição entre o modelo implícito de produção da mais-valia e o modelo de distribuição da mais-valia. A função do modela a uma só empresa " 1 - Não vi nada de concreto nas, sei lá, dez primeiras páginas. Até quando fala de Say e Keynes parece estar dizendo de modo desnecessariamente complexo coisas que, conforme já vi nos livro de economia ou em críticas de heterodoxos, são bem mais fáceis de entender. Enfim, minha opinião. 2 - Pela lei de Say, não haveria entesouramento. Não se aplica à realidade.  3 - No mais, achei toda toda a crítica deste capítulo mais confusa e pouco nítida que os próprios livros II e III. Pgs. 18-36: " CAPÍTULO 13 : "A socialização do produto e o campo fundamental de inter-re...

Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx I - Capítulos 10 e 11

               Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx - Livro Primeiro  Pgs. 322-342: " CAPÍTULO 10 : "O espelho de Marx: Marx pelos críticos " 125 - Coloca que cada crítica vai focar o ataque num dos polos da contradição de Marx. Alguns acham que ele não deveria ter gastado centenas de páginas sobre mais-valia e práxis, mas sim focando na análise dos preços, na esfera "existente" - vísivel - da circulação. Schumpeter... Robinson... Na prática, todo mundo vai meio que na linha dessa crítica.  126 - Cita o "revisionismo italiano" como o primeiro a querer separar o "econômico" do "O Capital' da suposta "parte moral/ideal". Croce seria o primeiro nome nesse sentido. 127 - Croce colocaria o trabalho como um produto naturalizado como qualquer outro, não tendo preponderância. A teoria marginalista seria a teoria pura do valor e a de Marx algo diferente, que ele só aceita em parte, "higienizada" da mais-valia. 128 ...

Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx I - Capítulos 7, 8 e 9

                Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx - Livro Primeiro  Pgs. 205-219: " CAPÍTULO 7 : "A função do modelo da lei do valor na naturalização da ideologia de Marx " 74 - Coloca que a lei do valor, em Marx, fundamentaria não só o capitalismo, mas toda a história da humanidade. 75 - Nas primeiras páginas, não entendi bem o que ele quer criticar em Marx. Mercadorias não são comparadas sob uma lei? É isso? Quando ele coloca "Balz", seja quem for, pra fundamentar sua crítica à suposta contradição de Marx é que toda coisa fica mais confusa ainda.  76 - Quando ele vai para o primeiro exemplo prático, creio que usa muito de interpretação extensiva pra supor erro em Marx. Pode ser erro do alemão também, mas, se for, eu entendi que Marx disse outra coisa (coisa essa que me parece correta, por sinal, sobre o D-M-D'). Cita, depois, uma alteração de texto, por parte de Marx, realmente esquisita. Não sei nem o que pretendeu (Mar...

Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx I - Capítulos 3, 4, 5 e 6

                Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx - Livro Primeiro  Pgs. 115-169: " CAPÍTULO 3 : "A 'prática' como concreto máximo (primeira exposição). Crítica marxista da ideologia burguesa: campo lógico, sub-campos lógicos e elementos ideológicos " 42 - (Que o capítulo não seja tão chato quanto o título!) a) O campo lógico básico que exprime a prática geral dos capitalistas 43 - JB critica, num rodapé, que um autor marxista como Rowthorn, em seu livro sobre neoclassicismo, tenha que recorrer ao argumento do "fez sucesso porque é simples, o modelo de equilíbrio geral" para explicar a predominância de tal teoria nas academias. Esquece-se da explicação marxista mais óbvia para isso. Era, afinal, a expressão da prática de um grupo social. Não é simplesmente porque o ser humano é "preguiçoso". Diz que Rowthorn flertou pesado com o elitismo aí. 44 - Coloca que Lange e outros, preocupados com a gestão nos países ditos socialistas, ...

Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx I - Capítulo 2

              Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx - Livro Primeiro  Pgs. 77-114: " CAPÍTULO 2 : "Prática humana, prática institucional e ideologia da prática " 21 - "O homem não reflete sobre o mundo, mas reflete a sua prática sobre o mundo." (Sim, mas e aí?) 22 - Acusa Kosic de não conhecer a "práxis institucional", mas apenas a individual. Por isso, Kosic só falaria em práxis individual e realidade natural, o que cairia no empirismo. (A discussão fica assim no abstrato mesmo. Não aparece qualquer exemplo concreto). 23 - O conhecimento viria dessa práxis institucional, seja o que for, não da própria natureza, seja o que for também. 24 - Quando me refiro a "exemplos concretos" é tipo o que Spinoza fez ao explicar sobre a pedra (trecho do capítulo) em movimento por uma causa externa e "pensando que a causa é ela mesma devido a seu esforço". JB conclui que há Spinoza em Marx, mas não tanto quanto se pode pensar, pois Spinoza ...

Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx I - Introdução e Capítulo 1

             Livro: João Bernardo - Marx Crítico de Marx - Livro Primeiro  Epistemologia, classes sociais e tecnologia em "O Capital" - Volume I Pgs. 1-49: " Advertências, Bibliografia e Introdução " 1 - Livro de maio de 1977. As vinte primeiras páginas são de advertências sobre as traduções e material utilizado, além de uma extensa bibliografia. 2 - A introdução é uma crítica ao cenário intelectual português da época. O salazarismo não seria o único culpado pela decadência, eis que outros povos reprimidos também continuaram produzindo nomes e realizações. 3 - Coloca que o gênio do proletariado reside na produção institucional comunitária e igualitária, não muito em alguma contribuição ideológica específica. Critica também os marxistas portugueses, que demonstrariam, mesmo eles, grande desconhecimento a respeito do "O Capital".  4 - Não detalha muita coisa. Vai meio que dando um apanhado sobre o que pretendo com o livro e como foi i...

Livro: Karl Marx - O Capital, Livro III - Capítulos 51, 52 e Apêndice de Engels

            Livro: Karl Marx - O Capital, Livro III - Capítulos 51, 52 e Anexo de Engels Pgs. 1027-1034: CAPÍTULO 51 : "Relações de distribuição e relações de produção " 647 - Ainda sobre o eterno tema do "salário, lucro e renda":  Segundo a concepção habitual, essas relações de distribuição aparecem como relações naturais, como relações derivadas pura e simplesmente da natureza de toda produção social, das leis da produção humana. Não se pode negar, é claro, que as sociedades pré­-capitalistas mostram outros modos de distribuição, mas estes são interpretados como não desenvolvidos, imperfeitos e disfarçados, como diferentemente matizados daquelas relações naturais de distribuição; como modos que não estão reduzidos a sua expressão mais pura nem a sua configuração mais alta. 648 - A diferença principal é que, no pré-capitalismo, o sujeito meio que "vê o mais-valor", digamos assim. Sabe quanto da jornada está sendo prestada para ele e quanto para q...