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Econ - Textos Variados XXIII

  Paul Romer - Crescimento : 225 - A história da humanidade nos ensina, no entanto, que o crescimento econômico provém de receitas melhores, não apenas de cozinhar mais. 226 - Dá um ótimo exemplo de como há bilhões de combinações químicas possíveis - de substâncias e de temperatura e pressão - que podem demandar milhões de anos de testes para todas as descobertas possíveis. Diz que um supercondutor surgiu dessas experiências de química exploratória. (pareceu um negócio quase aleatório, como vemos em filmes de comédia com labs). 227 - Não foi bem o que a China fez não, Paul Romer (no texto ele dá a entender que foi): “ Além disso, pode oferecer incentivos para que idéias de capital fechado sejam usadas dentro de suas fronteiras – por exemplo, protegendo patentes, direitos autorais e licenças estrangeiras; permitindo o investimento direto de empresas estrangeiras; protegendo os direitos de propriedade; e evitando regulamentação muito pesada e altas taxas de impostos marginais – se...

Econ - Participação das Estatais na Economia Brasileira:

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  Participação das Estatais na Economia Brasileira : 214 - O Brasil tem 138 empresas estatais federais. (...) Se contabilizadas as companhias que pertencem a Estados e municípios, e não apenas à União, o total passa de 400. (...) Na década de 1990, o país privatizou 119 estatais, com a geração de US$ 70,3 bilhões em receita. Valores entre os maiores do mundo. 215 - Brasil atual tem bem menos estatais federais que Hungria (quase o triplo) e Índia (o dobro) e tem algo mais que a Alemanha. 216 - Na China há 51 mil estatais (lembro de ter visto que a maioria era não-federal porém). 217 - Vizinhos como Argentina e Colômbia tinham, respectivamente, 59 e 39 estatais federais e economias desenvolvidas como Alemanha e França, 71 e 51. Estados Unidos e Reino Unido tinham 16 cada uma. 218 - O economista-sênior da OCDE responsável pela área de monitoramento da economia brasileira, Jens Arnold, afirma que o Brasil está no grupo de países em que as estatais têm peso importante – com faturame...

Econ - Países Bálticos, Estônia e Cia. - Uma História de Sucesso Econômico (Texto Curto e Muito Bom)

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  Países Bálticos, Estônia e Cia. - Uma História de Sucesso Econômico (Texto Curto e Muito Bom) : 206 - Texto de 2013 sobre eles. Na sequência da crise russa de 1998, estes países procuraram a diversificação dos mercados de exportação para o ocidente. 207 - Depois dos processos de independência da República Soviética a partir de 1991, os países bálticos enfrentaram diversas e profundas reformas económicas no sentido de privatização das empresas públicas, abertura ao comércio com outros países para o que contribuiu a entrada na Organização Mundial do Comércio e liberalização de fluxos de capitais. Havia, também, linhas de crédito do FMI. 208 - De 1990 a 2008, mostram déficits gigantescos em conta corrente, mesmo no período do crescimento forte: a persistência de défices da balança corrente tornou estes países mais vulneráveis às crises internacionais, agravando a sua posição deficitária, num contexto de câmbios fixos . Dólar, Marco alemão, Euro. Cada uma tinha uma paridade cambia...

Econ - Textos Variados XXII

Nelson Barbosa Versus Marcos Lisboa e Samuel Pessoa - Debate : 193 - Textos de março de 2018. No trabalho "Fiscal Policy in a Depressed Economy", Bradfor DeLong e Lawrence Summers mostram que a expansão fiscal pode ser eficaz no caso de economias com alto desemprego, inflação baixa e juros nominais nulos. Esse era o caso da economia americana logo em seguida à crise do subprime. 194 - A real tese de Barbosa parece um pouco mais ampla: Se há recursos ociosos e ganhos de produtividade que podem ser rapidamente acionados, o estímulo fiscal pode ser acompanhado de crescimento, queda do endividamento público (em relação ao PIB) e controle da inflação. O próprio texto de DeLong e Summers citado por Lisbossôa analisa esse caso, como também o fez recentemente o insuspeito FMI, ao revisar suas estimativas de multiplicadores fiscais, e Auerbach e Gorodnichenko, em outra autocrítica apresentada no último encontro anual de Jackson Hole. 195 - Cita a “ política econômica do governo Lu...

Econ - Textos Variados XXI

  Monica De Bolle - Ah, o Liberalismo : 184 - Texto de janeiro de 2020. A Inglaterra abraçou o protecionismo com vigor por 31 anos, de 1815 a 1846. O enredo é fascinante. Em 1815, a economia britânica se recuperava das guerras napoleônicas. Durante a guerra, barreiras de todo tipo foram erguidas para evitar que a ilha sucumbisse ao continente; entre elas, uma proteção maciça ao comércio de grãos e outros produtos agrícolas. Tarifas elevadas aplicadas a esses produtos conferiram ganhos aos produtores e donos das terras, já que os preços subiram significativamente. Quando a guerra acabou, a pressão para que o protecionismo não fosse eliminado foi enorme e o Partido Conservador, representante dos grandes latifundiários, sucumbiu. As Leis dos Cereais entraram em vigor em 1815 e se mantiveram vigentes por três décadas. Durante esse período, o mercado britânico para determinados grãos ficou completamente fechado, para espanto dos seguidores de Smith e Ricardo. Economias essencialmente ...

Econ - Moisés Wagner Franciscon - Mercado e Iniciativa Privada na URSS III

 (continuação...) 172 -  A economia cinzenta teria um segundo impacto sobre o setor estatal – o da apropriação não apenas de ferramentas para serviços privados ou o desvio de mercadorias para o mercado negro. Também levaria a uma confusão da propriedade estatal com a privada por parte de alguns agentes, em especial os gerentes de lojas. “O que estava envolvido era, por um lado, o gerenciamento privado do capital social das empresas estatais; e, de outro, a apropriação privada dos produtos daquele capital” (LEWIN, 2007, p.449). Ser membro do partido não significava muita coisa. Era mais uma formalidade. Não significava implicações ideológicas. O que realmente importava era a teia de relações pessoais e de blatnoi lubrificando as engrenagens da corrupção e da indiferença. Assim, existe uma ligação entre o sistema estatal descentralizado e a posterior privatização legal empreendida por Gorbachev e Yeltsin. (LEWIN, 2007, p.448-450) . 173 -  Após a morte de Stalin e a consolid...

Econ - Moisés Wagner Franciscon - Mercado e Iniciativa Privada na URSS II

 (continuação...) 165 -  Com a liberdade de decisão sobre os seus lucros, as empresas, em geral, passaram a apostar nos trustes verticais (horizontais já tinham vários). Quando multinacionais foram autorizadas a se estabelecer de maneira direta na URSS, e não mais pela criação de joint-ventures novas, esse foi o modelo comumente adotado. Como o McDonald`s, que possuía desde as fazendas para produção de ração para o gado a ser abatido, como frigoríficos e os restaurantes da franquia. 166 -  No âmbito do COMECON, o bloco econômico comunista, a URSS começou a pressionar seus satélites para a adoção das reformas liberalizantes de Kossigyn. A Romênia, a Hungria e a Polônia foram além dela, estimulando o turismo ocidental, criando grandes dívidas externas com banqueiros dos países capitalistas, descoletivizando o que havia se formado de granjas e cooperativas. Os resultados foram mistos, como demonstra Alec Nove (1989, p.231). A Hungria foi um exemplo da eficiência do socialism...

Econ - Moisés Wagner Franciscon - Mercado e Iniciativa Privada na URSS

Moisés Wagner Franciscon - Mercado e Iniciativa Privada na URSS: 151 - O comunismo de guerra não conseguiu fazer o mercado desaparecer. Bens, como relógios, poderiam ser trocados por comida; as feiras livres não desapareceram. O mercado negro sobreviveu e prosperou nas sombras. 152 - Em 1930-33, buscou-se o incentivo moral, destacando a importância do trabalho dos técnicos. Criaram-se honrarias e uma profusão de medalhas e prêmios. Em seguida, optou-se por estímulo material . Os salários foram diferenciados mais profundamente que antes, de acordo com a função. Surgiu o stakanovismo, uma política de bônus extras em dinheiro, e tão ou mais importante, o primeiro lugar na fila, o que garantia a obtenção de produtos, que poderia não ocorrer com aqueles do fim da fila. Para se tornar um stakanovista, os trabalhadores precisavam se inscrever e tentar superar as cotas de produção. Durante a Segunda Guerra, medidas liberalizantes foram tomadas no campo, com o aumento do tamanho dos lotes pr...

Econ - Mises Brasil - O que realmente permitiu o grande crescimento econômico brasileiro da última década

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  Mises Brasil - O que realmente permitiu o grande crescimento econômico brasileiro da última década : 137 - Coloca que “não foi a China”. Brasil exporta só 12% do PIB. E dos manufaturados brasileiros, por exemplo, a China só é responsável por importar 5%. 138 - Equipe de Palocci e Meirelles: ... era formada exclusivamente por técnicos, sem nenhum quadro do PT ocupando os grandes cargos. Nomes renomados como Joaquim Levy (sim, o próprio), Marcos Lisboa e Murilo Portugal foram pra Fazenda, ao passo que Alexandre Schwartsman, Ilan Goldfajn e o durão Afonso Beviláqua (que era o terror dos heterodoxos, pois queria um IPCA próximo de 3%) foram para o Banco Central . 139 - Atribui boa parte do aumento do investimento a partir de 2003 às políticas ortodoxas dessa equipe - Selic e superávit altos - restaurando a confiança. 140 - Quer explicar o seguinte mistério: expansão exponencial do crédito, salários crescentes e produtividade baixa e, de outro, inflação de preços decrescentes . 1...

Econ - Textos Variados XX (Mercado Popular)

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  Melhores Gráficos Econômicos: 112 - Os gráficos pizza viraram mera curiosidade. Não são “per capita” e hoje tenho bases de dados para análises bem melhores que ele. Só a tabela da última página é que ainda desperta algum interesse. Ainda assim, nada que eu não saiba. Relaciona o crescimento do PIB PPC brasileiro a cada década: a) 1971-1980 = 6,04; b) 1981-1990 = -0,56; c) 1991-2000 = 0,95; d) 2001-2010: 2,17.   Mercado Popular - Brasil, Segundo Economia Mais Fechada do Mundo : 113 - Critica a não-redução de algumas tarifas de importação. Comerciando apenas 25% do seu PIB, o Brasil foi nesta última década a segunda economia mais fechada do mundo – atrás apenas do Sudão do Sul, segundo dados do Banco Mundial. Nos últimos 25 anos, não houve qualquer avanço significativo nessa esfera de política comercial. (...) Existe um grande consenso entre especialistas em comércio internacional que uma maior integração econômica com o resto do mundo melhora o bem estar da população. Seg...

Econ - Melhor Artigo Sobre Crescimento Econômico - Fabrício de Assis C. Vieira e Márcio Holland II

 (continua...) 98 - A perspectiva que este texto segue:  Thirlwall (1991) considera que países que produzem e exportam bens primários (e/ou menos elaborados tecnologicamente) terão uma restrição em seu crescimento (em relação aos países mais industrializados) devido ao desequilíbrio no balanço de pagamentos, caso os termos reais de troca entre bens primários e industriais não mudem. Assim, o autor considera que, para vários países, o crescimento é restringido pelo balanço de pagamentos antes que as restrições advindas da oferta venham à tona, o que difere da abordagem de Krugman (1989), para o qual diferenças nas taxas de crescimento dos países se devem principalmente às diferenças na taxa de crescimento da produtividade total dos fatores.  (As hipóteses me parecem associadas. Creio que a questão é qual causa qual, não?) 99 - Correlações: (...)  pode-se dizer que a tendência ascendente ao crescimento econômico esteve muito fortemente associada à melhoria nos termos d...

Econ - Melhor Artigo Sobre Crescimento Econômico - Fabrício de Assis C. Vieira e Márcio Holland I

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  Melhor Artigo Sobre Crescimento Econômico - Fabrício de Assis C. Vieira e Márcio Holland : 87 - É fato curioso que, no começo do século XIX, a renda per capita brasileira era praticamente igual à dos Estados Unidos e que, um século depois, este último já apresentava renda per capita sete vezes maior do que o primeiro. (Duvido muito dessa igualdade de ponto de partida) 88 - A idéia de Thirlwall (1979) é que as causas para as diferenças nas taxas de crescimento entre os países estão ligadas a diferenças nas taxas de crescimento da demanda e não a acumulação de estoques de capital (físico e humano), tecnologia e outros fatores ligados à oferta (McCombie; Thirlwall, 1994). (Eu pediria para explicar melhor) 89 - Taxas de crescimento de PIB per capita Brasil-EUA com suavização Hodrick-Prescott. 90 - Nota-se que os EUA costumam crescer o PIB PPC em torno de 2%. Passado o bônus demográfico, não sei se isso continuará. 91 - Muitos autores associam o fraco desempenho das economias às su...

Econ - Manolo - Fascismo à brasileira (As Partes Sobre Economia Brasileira 2014-2017) IV

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  (continua...) 80 -  O salário mínimo brasileiro em 2017 é de R$ 937,00; a renda média da população brasileira em 2017, segundo a PNADC-T/IBGE, variou de 2 a 2,3 salários mínimos, com homens recebendo via de regra 29,94% a mais que as mulheres e brancos recebendo 79,48% a mais que não-brancos. 81 -  Em 2014 o número de super-ricos no Brasil caiu de 172 mil para 161 mil, e em 2015 o número de super-ricos brasileiros caiu mais ainda, para 149 mil . Quem são? É o pessoal dos 10 ou 15 mil pra cima. …  profissões ligadas aos esportes e às artes um reduzidíssimo número de multimilionários puxa para cima a média da categoria. Feita esta ressalva, nota-se a preponderância de profissões liberais tradicionais (médicos, engenheiros, gestores) e das carreiras burocráticas de topo (diplomatas, juízes, promotores, procuradores, tabeliães) . 82 - Boa tabela esta aqui: 83 - Pelos números de 2015, Manolo sugere que há evidências de concentração de renda. 84 - Estudo de 2016 do DIEES...

Econ - Pausa para pesquisa independente sobre PTF e Produtividade mundial

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 (continuação...) 70 - Interessante por sinal -  https://www.conference-board.org/data/economydatabase/ :  71 -  (Fui nesse conference-board, fiz um cadastro, login e BAIXEI A MAIOR BASE DE DADOS SOBRE CRESCIMENTO E PRODUTIVIDADE EM TODOS OS PAÍSES RELEVANTES QUE JÁ VI NA VIDA. VI VÁRIOS DADOS DE PRODUTIVIDADE DO TRABALHO E DE PTF.  PARA MINHA SURPRESA A PTF MUNDIAL PARECE ESTAR CRESCENDO, SEM A CHINA, A MÍSEROS 0,3% ANUAIS NOS ÚLTIMOS 29 ANOS. PIOR!: DE 2010 A 2018 O CRESCIMENTO MÉDIO DA PTF PARECE TER CAÍDO PRA 0,13% A.A . ) . A dos EUA está mais ou menos a mesma merda inclusive. 72 -  TAMBÉM BAIXEI A PRODUTIVIDADE DOS EUA por outra fonte. Neste “excel” ainda consegue uns 0.5 ou 0.7% anual nas últimas décadas, mas mesmo entre elas está caindo. 73 - A partir desse momento do texto, fiz várias pesquisas autônomas sobre produtividade, especialmente PTF. Descobri, por exemplo, esta discussão num artigo em inglês que salvei na minha pasta de tabelas, gráficos ...