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Livro: Ha-Joon Chang - Maus Samaritanos - Capítulo 1

                                                                Livro: Ha-Joon Chang - Maus Samaritanos, O Mito Do Livre-Comércio e a História Secreta do Capitalismo Pgs. 39-65 " CAPÍTULO 1 : "O LEXUS E A OLIVEIRA REVISITADOS -  Os mitos e os fatos da globalização " 24 - Toyota e o desastroso "Toyopet" em 1958: ... Se a empresa não podia fazer carros bons depois de 25 anos de tentativas, não haveria futuro para ela. O governo dera ao fabricante do carro total oportunidade para seu êxito. Ele garantiu bons lucros para a empresa no país por meio de tarifas altas e controles draconianos do investimento estrangeiro sobre a indústria automobilística. Menos de 10 anos antes, o governo dera dinheiro público para salvar a empresa da falência iminente. Naquela época, os críticos argumentaram que os carros estrangeiros dever...

Livro: Ha-Joon Chang - Maus Samaritanos - Apresentação e Prólogo

                                                                Livro: Ha-Joon Chang - Maus Samaritanos, O Mito Do Livre-Comércio e a História Secreta do Capitalismo Pgs. 1-38 " APRESENTAÇÃO e PRÓLOGO " 1 -  Maus samaritanos: o mito do livre-comércio e a história secreta do capitalismo / Ha-Joon Chang; tradução Celina Martins Ramalho .— Rio de Janeiro: Elsevier, 2009 . 2 - Pouco a destacar na apresentação. Chang - comentado por Bresser-Pereira - coloca List como primeiro a usar o raciocínio do "chutando a escada". 3 - Estratégia nacional-desenvolvimentista segundo Bresser/Chang:  O que esses países fizeram, argumenta ele, foi (1) selecionar determinados setores industriais e os protegerem e apoiarem; (2) tendo a propriedade dos bancos, dirigir o crédito para aqueles setores; (3) estabelecer empresas estatais n...

Livro: Ha-Joon Chang - Economia: Modo de Usar - Capítulo 12 e Epílogo

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                                                             Livro: Ha-Joon Chang - Economia: Modo de Usar Pgs. 320-353 " CAPÍTULO 12 : "Todas as coisas em prolífica abundância” -  A DIMENSÃO INTERNACIONAL " 273 -  Em 1792, George III da Grã-Bretanha mandou Earl Macartney para a China como seu enviado especial. Macartney tinha a missão de convencer o imperador chinês, Qianlong, a permitir que a Grã-Bretanha fizesse comércio livremente em toda a China, não apenas no Cantão (Guangzhou), que era então o único porto aberto a estrangeiros. Naquela época, a Grã-Bretanha estava tendo um grande déficit com a China (e aí, qual a novidade?) em grande parte devido ao recém-descoberto gosto pelo chá . Falhou. A China mandou como resposta que o livre-comércio com o Cantão era só um favor. "... nosso Império Celestial possui todas as...

Livro: Ha-Joon Chang - Economia: Modo de Usar - Capítulo 11

                                                            Livro: Ha-Joon Chang - Economia: Modo de Usar Pgs. 298-319 " CAPÍTULO 11 : "Leviatã ou o rei filósofo? - O PAPEL DO ESTADO " 255 -  As patentes se chamavam monopólios sobre patentes, já que eram (e ainda são) monopólios criados artificialmente, embora possam ser úteis em termos sociais . 256 - Estado como forma de fugir da pobreza e brutalidade:  O próprio Hobbes na verdade usou sua teoria para justificar a monarquia absolutista. Ele defendia uma total submissão dos indivíduos à autoridade do monarca, que se justificava por sua capacidade de tirar a humanidade de seu estado de natureza. 257 - R. Nozick e James Buchanan já viam o Leviatã como um monstro realmente a ser contido. Era o "libertarianismo". Só servia o que supostamente era de interesse de todos os ho...

Livro: Ha-Joon Chang - Economia: Modo de Usar - Capítulo 10

                                                             Livro: Ha-Joon Chang - Economia: Modo de Usar Pgs. 275-297 " CAPÍTULO 10 : "Eu conheci gente que já trabalhou - TRABALHO E DESEMPREGO " 233 - Vida infernal:  Até o século XIX, a maior parte das pessoas que vivia nos atuais países ricos do Ocidente em geral trabalhava de setenta a oitenta horas por semana, com alguns trabalhando mais de cem horas. Como normalmente (nem sempre) eles tinham a manhã de domingo livre para ir à igreja, isso significava que trabalhavam pelo menos onze horas, e é possível que até dezesseis horas por dia, exceto aos domingos. 234 -  Alguns trabalhadores migrantes internacionais trabalham em condições análogas às de trabalhadores forçados no final do século XIX e início do XX. 235 - O Estado não deve se meter na liberdade de alguém esco...

Livro: Ha-Joon Chang - Economia: Modo de Usar - Capítulo 9

                                                           Livro: Ha-Joon Chang - Economia: Modo de Usar Pgs. 252-274 " CAPÍTULO 9 : "Eu quero que a cabra do Boris morra -  DESIGUALDADE E POBREZA " 205 - Desigualdade (Chang critica a teoria do gotejamento): Entre os argumentos éticos contra a desigualdade estão: um alto grau de desigualdade é moralmente inaceitável porque uma grande parte do que você ganha se deve à sorte (por exemplo, quem são seus pais) e não ao “puro merecimento” (como esforços praticados por você); um grupo com muitas discrepâncias entre seus membros não tem como funcionar como uma verdadeira comunidade; desigualdade excessiva corrói a democracia ao permitir que os ricos tenham influência política desproporcional .  206 - E o outro extremo?  Poucas pessoas, se é que haveria alguém disposto a isso, d...

Livro: Ha-Joon Chang - Economia: Modo de Usar - Capítulo 8

                                                          Livro: Ha-Joon Chang - Economia: Modo de Usar Pgs. 223-251 " CAPÍTULO 8 : "Problemas no Banco Fiduciário Fidelity " 176 - Começa falando dos casos de corrida aos bancos. Por vezes, basta crerem numa profecia autorrealizável. Se houver base real então...  Vimos exemplos disso na esteira da crise financeira global de 2008. Os clientes faziam fila na frente das agências do banco Northern Rock no Reino Unido, enquanto os depositantes on-line no Reino Unido e na Holanda congestionavam o site do Icesave, o braço na internet do banco islandês Landsbanki, que estava quebrando .  177 -  A capacidade dos bancos de criar dinheiro novo (isto é, o crédito) é comprada exatamente à custa da instabilidade — ou seja, o risco de haver corridas aos bancos. Mas há outra dificuldade:...

Livro: Ha-Joon Chang - Economia: Modo de Usar - Capítulo 7

                                                         Livro: Ha-Joon Chang - Economia: Modo de Usar Pgs. 195-222 " CAPÍTULO 7 : "Como cresce o seu jardim? -  O MUNDO DA PRODUÇÃO " 151 - Guiné Equatorial. Um país pequeno de 700 mil pessoas. É o país mais rico da África, com um PIB per capita de 20703 dólares, com dados de 2010. Nos últimos vinte anos tem sido uma das economias com crescimento mais acelerado do mundo. Entre 1995 e 2010 seu PIB per capita cresceu 18,6% ao ano — mais que o dobro da taxa da China, a estrela internacional do crescimento, que cresceu “apenas” 9,1% ao ano. (ou era em 2010. No ranking do FMI de 2022, Botswana está na frente). 152 - ...Milagre econômico? Que nada!  Nada mudou na economia do país exceto a descoberta de uma grande reserva petrolífera em 1996 . (...)  Em 1995, o PIB per capita da Gui...