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Nelson Barbosa - Dez Anos de Política Econômica (PT)

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  Nelson Barbosa - Dez Anos de Política Econômica 1 - Crise cambial de 99:  do total de 38 bilhões de dólares disponíveis no Banco Central do Brasil (BCB) 21 bilhões de dólares correspondiam a um empréstimo do governo junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Além da inflação...  uma rápida deterioração das finanças públicas do país, com um  aumento da dívida líquida do setor público, de 52% do PIB, no final de 2001, para  60% do PIB, no fim do ano seguinte 2 - Choque de 2003: Do lado monetário, o BCB elevou a taxa Selic para combater o aumento da inflação e a depreciação da taxa de câmbio . Inflação cedeu. Em números, a taxa de câmbio do real para o dólar norte-americano caiu de 3,53, no final de 2002, para 2,89, no final de 2003 . (...)  o BCB começou a reduzir gradualmente a taxa Selic já em meados de 2003 . 3 - PIB cresceu 5,7% em 2004, afirma. Recuperação. Mais especificamente, do lado externo, apesar da continuação da apreciação cambial iniciada e...

Marcos Lisboa - A Miséria da Crítica Heterodoxa

  Marcos Lisboa - A Miséria da Crítica Heterodoxa 1 - Segundo Lisboa, a teoria do equilíbrio geral mostra não uma necessária superioridade do mercado, mas sim que um equilíbrio competitivo pode ser instável e indeterminado. Coloca que os teóricos do equilíbrio geral acaba, fazendo quase que uma crítica do funcionamento do mercado. 2 - Afirma que "axioma da ergoticidade" nunca foi importante para a teoria neoclássica. Apenas em alguns modelos aplicados à macroeconomia e finanças utiliza-se a hipótese de estacionaridade . 3 - A resposta de diversos autores neoc1ássicos a estas críticas é sistematizada na abordagem metodológica instrumentalista proposta por Friedman: toda teoria é necessariamente uma distorção e simplificação do real, não sendo possível uma construção teórica realista. Neste caso, deve-se avaliar os diversos modelos não segundo o seu realismo, posto que nenhum modelo o é, mas sim segundo a sua capacidade de previsão. Desta forma, se a hipótese de existência de u...

Oreiro e Outros - Por que as taxas de juros são tão elevadas no Brasil, Uma avaliação empírica

  Oreiro e Outros - Por que as taxas de juros são tão elevadas no Brasil, Uma avaliação empírica 1 - Afirma que o Brasil precisa elevar sua taxa de investimento a, no mínimo, 25% para crescer 5% a.a. sem pressão inflacionária (achei até otimismo). No que se refere aos limites existentes para a expansão da formação bruta de  capital fixo, uma hipótese bastante aceita entre os economistas brasileiros é o elevado custo do capital. O Brasil é um país sui generis nesse aspecto à medida que se  notabiliza pelo fato de que é detentor da inglória posição de possuir a maior taxa  real de juros do mundo (na média do período 1996-2002) e também o maior spread bancário do mundo (Holland, 2006) .  2 - O argumento: o Banco Central do Brasil possui, aparentemente, uma “preocupação excessiva” com a taxa de inflação, haja vista que o mesmo utiliza a taxa de juros básica como instrumento para debelar pressões inflacionárias originadas, fundamentalmente, por pressões de custo advi...

Samuel Pessoa (2018) - A miséria da crítica heterodoxa, Por que os juros são altos

  Samuel Pessoa (2018) - A miséria da crítica heterodoxa, Por que os juros são altos 1 - Coloca a conta da crise do governo Dilma em dois fatores principais: A primeira foi a piora fiscal que houve de 2008 até 2014. Nesse período o superávit primário do governo central reduz-se de 2,7% do PIB para -1% do PIB. Esses dados tabulados por Gobetti e Orair (2017) já consideram somente receitas recorrentes e limpam os dados das pedaladas fiscais. O segundo teria sido o intervencionismo da "Era Mantega". Coloca que a PTF, que vinha crescendo bem até 2011 (argumenta), teve crescimento nulo no triênio 12-14. (...) Se considerarmos somente o biênio 2012-2013 o crescimento médio da PTF foi de 0,5% ao ano. Se considerarmos taxas médias quadrianuais anualizadas de crescimento da PTF elas crescem de 2001 até 2007 quando atinge 2,7%. A partir de ai um longo processo de queda atingindo 1,7% para o quadriênio terminado em 2013 e 0,6% para o terminado em 2014 . 2 - Não foi por falta de demanda ...

Fernando de Holanda Barbosa e etc. - A Taxa de Juros Natural e a Regra de Taylor no Brasil: 2003-2015

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  Fernando de Holanda Barbosa e etc. - A Taxa de Juros Natural e a Regra de Taylor no Brasil: 2003-2015 1 -  A taxa de juros natural é a taxa de juros de equilíbrio entre poupança e investimento no pleno emprego da economia. ...Variável não-observável. 2 - ...  No modelo do agente representativo a taxa de juros natural depende de três parâmetros, a taxa de preferência, a elasticidade de substituição do consumo e a taxa prevista do crescimento da produtividade da mão de obra . (tudo isso me parece bem difícil de medir, logo... difícil esse conceito..) 3 - Nos modelos Mundell–Fleming e de Gerações Superpostas (Barbosa, 2015), a taxa natural de uma economia aberta pequena é igual a taxa de juros real internacional. Em países que existe restrições a mobilidade de capital deve-se adicionar os prêmios de risco apropriados. 4 - Regra de Taylor: A regra consiste em uma taxa de juros nominal igual à soma dos seguintes componentes: i) a taxa de juros considerada consistente com o p...

Celso Furtado - Desenvolvimento e Subdesenvolvimento

  Celso Furtado - Desenvolvimento e Subdesenvolvimento 1 - Trata-se de um texto numa publicação da CEPAL. Na real, é o capítulo 4 do livro "Desenvolvimento e Subdesenvolvimento" de 1961 ao que entendi. Salvo engano, foi indicação de leitura de Juliana Furno. Estranho que longe de ser introdutório, a mim pareceu, na verdade, bem confusa primeira parte e cheia de termos que não entendi em que sentido estavam sendo usados, nem a importância para o raciocínio (por vezes, repito, bem confuso). Algumas coisas me parecem inclusive bem contestáveis a depender da interpretação. Porém... 2 - ...Alguns trechos, especialmente na parte II, são muito bons, ainda que eu já tenha visto anteriormente. Por exemplo, explica bem que que há duas fases de crescimento (e isso é mesmo interessante em nível de introdução), uma geralmente com oferta de mão-de-obra totalmente elástica em que o salário real permanece baixo enquanto grandes contingentes são arrancados ou expulsos do campo (e do sistema a...

Findlay, Ronald (1990) - The ‘Triangular Trade’ and the Atlantic economy... Model

  Findlay, Ronald (1990) - The ‘Triangular Trade’ and the Atlantic economy...  A SIMPLE GENERAL-EQUILIBRIUM MODEL 1 - Trata-se de um modelo simples de equilíbrio geral. Começa afirmando que se os EUA tivessem praticado livre-comércio no início do Século XIX, sua economia certamente teria um papel muito maior do algodão e do trabalho escravo negro.  2 -  Durante a maior parte do século XVIII, os têxteis que foram trocados por escravos na costa oeste da África foram fabricados em Índia e exportados pelas empresas britânicas e francesas das Índias Orientais. 3 -  A repulsa de Adam Smith pela restrição do mercantilismo até mesmo o levou a um erro lógico ao afirmar que as restrições britânicas sobreo comércio colonial prejudicou não apenas as colônias e seus concorrentes europeus tors, mas a própria Grã-Bretanha (Smith, 1776).  Demorou um capítulo de David Ricardo(1817), no qual ele claramente antecipa o moderno argumento do "poder de monopólio" para restrições ...

Carlos Mathias - A tese de Williams e o Antigo Sistema Colonial

  Carlos Mathias - A tese de Williams e o Antigo Sistema Colonial 1 - Capitalismo e Escravidão é de 1944. Tese central de Williams: Em sua compreensão, a produção das Índias Ocidentais britânicas atuou sobremaneira na formação do capital inglês, lançando as fundações para a Revolução Industrial, através do comércio triangular Inglaterra-África-Caribe. (...) Por fim, e aqui repousa uma  das principais contribuições do livro, para Williams a abolição do tráfico, assim  como a posterior emancipação dos escravos, se deveu não tanto à atuação dos  abolicionistas, mas ao arrefecimento da economia açucareira da região no final  do século XVIII.  Com a independência dos Estados Unidos e a publicação de  A riqueza das nações, teve vez uma forte crença de que o trabalho escravo  era ineficiente, não lucrativo e um atraso ao desenvolvimento econômico.   2 - Em detalhe, à medida que o trabalho camponês livre foi se tornando mais oneroso, o...