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Livro: Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam - Capítulo 9

                                 Livro:  Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam Pgs. 241-267 " CAPÍTULO 9 : "REVERTENDO O DESENVOLVIMENTO " 240 - Os portugueses intentavam dominar o comércio de singulares especiarias do Sudeste Asiático. Porém, encontraram resistência.  Como os monarcas absolutos europeus, os reis do Sudeste Asiático dependiam basicamente do comércio como fonte de renda, e tanto se dedicavam pessoalmente a ele quanto concediam monopólios para as elites locais e estrangeiras. Como na Europa absolutista, essa estratégia gerou algum crescimento econômico, embora oferecesse um conjunto de instituições econômicas que estava longe de ser o ideal para a prosperidade econômica, com barreiras alfandegárias significativas e direitos de propriedade predominantemente instáveis. 241 - Foram os holandeses que consumaram o sonho português para a região da Indonésia. ... Assim,...

Livro: Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam - Capítulo 8

                                 Livro:  Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam Pgs. 211-240 " CAPÍTULO 8 : "NÃO NO NOSSO QUINTAL: BARREIRAS AO DESENVOLVIMENTO " 211 - A máquina de Gutenberg se espalhou pela Europa, mas nem todo lugar do mundo gostou da ideia. Já em 1485 o sultão otomano Bayezid II emitiu um edito proibindo expressamente os muçulmanos de imprimir em árabe. A norma seria reforçada pelo Sultão Selim I, em 1515. Só em 1727 a primeira prensa seria admitida em terras otomanas.  212 - A coisa foi flexibilizada mais à frente, "pero no mucho":  Müteferrika foi autorizado a instalar sua prensa, mas tudo o que fosse impresso teria de passar pelo crivo de três eruditos religiosos e legais, os cádis. (...)  Fora do coração do Império Otomano, na Turquia, o advento da impressão foi ainda mais retardado. No Egito, por exemplo, a primeira prensa tipográfica seria in...

Livro: Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam - Capítulo 7

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                                Livro:  Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam Pgs. 182-210 " CAPÍTULO 7 : "A REVIRAVOLTA " 185 - Novamente exemplos de recusa "real" a adotar tecnologias revolucionárias. Tal como imperadores romanos, Elizabeth I e Jaime I recusaram uma máquina de costura que resultaria numa maravilhosa destruição criativa. Em resumo:  Em última instância, não foi a preocupação com o destino dos possíveis desempregados devido à invenção de Lee que levou Elizabeth I e Jaime I a lhe negarem a patente; foi seu medo de saírem perdendo politicamente – isto é, seu receio de que os prejudicados pela máquina viessem a gerar instabilidade política e pôr em risco o seu poder. 186 -  A expectativa de vida de um morador da aldeia natufiana de Abu Hureyra provavelmente não era muito diferente daquela de um cidadão da Roma Antiga. A expectativa de vida de um romano típico era ...

Livro: Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam - Capítulo 6

                                Livro:  Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam Pgs. 154-181 " CAPÍTULO 6 : "Diferenciação " 153 - Veneza: Conquistou sua independência em 810 d.C., através do que se revelaria ter sido um golpe de sorte .  A economia europeia estava se recuperando do declínio sofrido com o colapso do Império Romano, e reis como Carlos Magno encontravam-se em vias de reconstituir um poder político central forte, promovendo maior estabilidade e segurança e a expansão do comércio, do qual Veneza estava em condições únicas para se aproveitar. (...)   Em 1330, havia crescido outros 50%, totalizando 110 mil; a cidade tinha, então, o mesmo tamanho de Paris e provavelmente três vezes o de Londres . 154 - Os autores citam "inovações contratuais" como parte da mágica, além da localização e população experiente com comércio pelas águas. 155 - Exemplo de inovação:  Desta...

Livro: Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam - Capítulo 5

                               Livro:  Acemoglu & Robinson – Por que As Nações Fracassam Pgs. 128-153 " CAPÍTULO 5 : "'EU VI O FUTURO E ELE FUNCIONA': O CRESCIMENTO SOB INSTITUIÇÕES EXTRATIVISTAS " 127 - Não entendi se antes ou durante a Guerra contra a Rússia:  Uma missão comandada por um jovem diplomata, William Bullitt, e o veterano intelectual e jornalista Lincoln Steffens foi enviada a Moscou para conversar com Lênin e tentar compreender as intenções dos bolcheviques e como chegar a algum acordo com eles. (...)  A “Rússia soviética”, recordaria ele em sua autobiografia, de 1931, “era um governo revolucionário com planejamento evolucionário. Seu plano não era enfrentar males como pobrezas e riquezas, subornos, privilégios, tiranias e guerras de maneira direta, mas buscar e eliminar suas causas. Haviam implementado uma ditadura, com o apoio de uma pequena minoria bem preparada, para pr...